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Novidades – Naked 3 da Urban Decay

13 Nov

Era incontornável, mais dia, menos dia, ia falar sobre esta paleta de sombras!

Naked 3 da Urban Decay

Naked 3 da Urban Decay

A Naked 1 tinha tons mais frios, a Naked 2 tons mais quentes e chega-nos a Naked 3, em tons de rosa! Até a caixa é rose gold, um rosa velho dourado, tão moda em sombra desde o Verão de 2012. Fica já a lista de tons:

  • Strange rosa neutro acetinado
  • Dust rosa claro metalizado
  • Burnout rosa pêssego acetinado
  • Limit rosa pó claro e mate
  • Buzz rosa metálico com brilho prata
  • Trick rosa-cobre claro com microgliter tonal (ou seja, brilha rosa e cobre conforme a luz que apanha)
  • Nooner castanho rosado médio
  • Liar arroxeado médio metalizado
  • Factory rosa acastanhado acetinado
  • Mugshot toupeira brilhante em que o brilho é rosado
  • Darkside toupeira arroxeado escuro
  • Blackheart preto mate com microgliter rosa-avermelhado

São 12 tons nesta paleta, todos eles com o enfoque nos rosa – rosa, rosados, reflexos e brilhos cor-de-rosa em outras cores… Enfim, há de tudo desde o quase branco ao preto. A marca diz que são cores que favorecem todos os tons de pele e eu concordo discordando: pode ficar lindo em todos os tons de pele mas para muitos tons é necessário saber aplicar. Não me quero alongar muito, afinal já falamos sobre o maravilhoso mundo da sombra rosa aqui.

O prometido são sombras muito pigmentadas, com alto poder de fixação e, apesar de serem em pó, quase que como cremosas na aplicação e ao esbater. A paleta tem também um pincel duplo (um lado para depositar sombra e outro para esbater) e virá com uma amostra de Eyeshadow Primer Potion (fantástica, adoro) que supostamente dá para uma semana (mas dá para mais, tenho certeza absoluta). Estará à venda na Sephora, mas ainda não tenho uma data concreta para vos transmitir.

Já agora, repararam bem que a sombra preta é mate e tem glitter vermelho? Acho que estou in love.

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Cabelos – Sulfatos

15 Set

Quem nunca ouviu dizer que os champôs com sulfatos fazem mal ao cabelo e/ou à saúde?  É normal que surjam dúvidas e questões sobre se será um mito ou não, por isso espero que o artigo de hoje ajude a esclarecer um pouco o assunto. Mencionei champôs sem sulfatos quando falei em como lavar o cabelo, e hoje, como prometido, vou elaborar mais.

curly hair modern pin-up short

Os sulfatos são usados para duas coisas distintas. Primeiro para que a água seja mais eficaz ao molhar o cabelo e, consequentemente, que a limpeza do mesmo seja mais profunda. Há toda uma ciência envolvente, que tem a ver com a tensão da superfície da água, mas essencialmente, é isso. O segundo uso dos sulfatos é fazer aquelas bolhas todas e a espuma que toda a gente adora e relaciona mentalmente com a limpeza. Há outras maneiras e outros ingredientes para obtermos uma limpeza eficaz e as tão adoradas bolhas, mas são mais caros e alguns não são exactamente tão eficazes quanto os sulfatos.

Uma das questões essenciais é que as bolhas não são necessárias. Certo, são agradáveis e dão-nos a impressão de que o produto funciona melhor, mas é só psicológico e um produto que faz menos espuma pode perfeitamente limpar tão bem ou melhor do que um que faz montes e montes e montes de espuma. Associamos geralmente a espuma ao luxo, na verdade. Porém, e este é um “porém” muito grande, precisamos que a água seja eficaz a molhar o cabelo, muito em especial se o cabelo for oleoso ou se usarmos bastantes produtos de styling (gel, espuma, etc.). Já agora… Sabiam que os sulfatos são uns dos maiores responsáveis por o champô arder tanto quando entra nos olhos por acidente?

Os sulfatos podem ser irritantes, podem causar alergias e são terríveis para pessoas com problemas de pele com eczema e outras sensibilidades a nível de pele. Há rumores de que eventualmente podem causar cancro, mas não há provas concretas nem estudos fidedignos, de modo que nem vamos entrar por aí, mas há uma alta probabilidade de que a exposição prolongada diminua a “qualidade” do cabelo (que o torne mais fino progressivamente). Ainda assim, os sulfatos são incrivelmente comuns! O condicionar de cabelo também os tem, os produtos de limpeza da casa, o gel de banho e o sabonete das mãos também têm, até algumas pastas de dentes os têm!!!

Quem deve tentar ao máximo evitar sulfatos são pessoas com pele e couro cabeludo sensível, pessoas com caspa, quem tenha o cabelo e/ou o couro cabeludo muito seco, pessoas com cabelo encaracolado (muito em especial quem seja de origem Africana e tenha o cabelo muito cacheado), quem pinte o cabelo ou faça permanentes ou alisamento e pessoas com o cabelo oleoso. Aqui entre nós, isto é quase toda a gente!!! Já vimos a questão da sensibilidade, e a caspa também tem a ver com a sensibilidade. Quando ao cabelo seco, se o cabelo já é seco, tirar-lhe o pouco óleo que tem vai fragilizar e secar ainda mais e não é o que queremos, certo? Quanto ao cabelo encaracolado, o uso de champôs sem sulfatos deixa o cabelo menos quebradiço, mais flexível e com os cachos mais definidos, brilhantes e saudáveis – é uma diferença que se vê quase instantaneamente, é impressionante! Quem pinta o cabelo ou o altera quimicamente de outra maneira tem também o cabelo mais poroso e danificado e os sulfatos ainda vão ajudar ao dano porque retiram a pouca protecção que os fios ainda têm por conta do pouco óleo natural que resta no cabelo depois dos tratamentos químicos. No que diz respeito ao cabelo oleoso, sei que parece esquisito. Estou aqui há tempos infinitos a dizer que o sulfato retira óleo e depois digo que afinal quem tem oleosidade no cabelo não o deve usar? Pois não, porque ao retirar oleosidade a mais ao cabelo e couro cabeludo a reacção deste é produzir ainda mais óleo assim que se adapta e habitua ao produto! Também não me parece a solução adequada ao problema.

Infelizmente, os champôs sem sulfatos não dão uma sensação de cabelo limpo como estamos habituado, o cabelo não faz aquele barulhinho de estar limpo e a sensação ao lavar não é a mesma e muita gente desiste de os usar porque a sensação não é aquela a que está habituada. Mas isto não quer de modo nenhum dizer que o cabelo não esteja limpo! É a apenas diferente.

Hoje em dia é fácil encontrar champôs sem sulfatos, mas recomendo que além de ler só aquela etiqueta no rótulo da frente que diz sem sulfatos leiam também as letrinhas pequeninas, só para ter a certeza! É algo que vale muito a pena experimentar e que pode perfeitamente mudar a nossa relação com o nosso próprio cabelo. Sabem aquele cabelo com  vida própria? Também sai beneficiado por um champô sem sulfatos.

Recomendo que leiam os comentários aqui abaixo. Os leitores têm deixado comentários carregadinhos de informação, que eu agradeço imenso, e que são um excelente complemento ao que já aqui foi escrito.

Cuidados De Pele – O Mito Dos Rectângulos

13 Maio

Quem seja menos atento no Facebook talvez ainda não se tenha apercebido do mais recente mito, da histeria em massa que isto envolve. Mas já que diz respeito a cosméticos e de uma forma até bastante técnica (oh, olhem a futura Farmacêutica a falar!), resolvi mencionar aqui. Antes de começar quero deixar claro que é um mito sem sentido positivamente nenhum, e passo a explicar.

significado riscas tubo creme facebook

A imagem apresentada e que anda a ser partilhada é esta aqui acima e o texto é o que se segue ou semelhante:

“Coisas a saber …

Sabe qual é o significado dos quadrados e retângulos na parte de trás de tubos (creme, pasta de dente, shampoo, etc)?

Já reparou que, em cada um dos tubos na parte de trás de um código é identificado? Pode ser preto, vermelho escuro, azul escuro, verde escuro ou outras cores geralmente escuras, e também em vermelho ou verde. O que é que este código diz?

Riscas escuras (ou retângulos) mostram que o produto é composto inteiramente por produtos químicos!

Os quadrados vermelhos mostram que o produto é cerca de 70%  químico e 30% natural.

Se for verde, o produto contém apenas ingredientes naturais, livres de produtos químicos!

Saber nunca ocupa lugar.

Com esta informação, cabe a si fazer as melhores escolhas.”

Há tanta coisa de errado com este texto que até estou sem saber por onde começar! Acho que vou começar por falar em “produtos químicos”. Tudo, absolutamente tudo é um produto químico ou mistura de vários químicos – a água, a comida, o computador que está à vossa frente, a mesa em que ele está assente… Pronto, já entenderam onde quero chegar! O que normalmente as pessoas chamam “produto químico” é um produto sintético – ou seja, fabricado em laboratório. Isto não quer dizer que seja mau, quer simplesmente dizer, na maioria dos casos, que é mais barato, mais eficiente e por vezes mais ecológico produzi-lo em laboratório do que andar por aí a esgotar recursos naturais não só para fazer o produto em si mas também para transportar a matéria prima até às fabricas, por exemplo. Há produtos sintéticos bons e maus, como há produtos naturais bons e maus (muitos venenos são de origem vegetal, por exemplo).

Quanto às riscas, vamos ver como é que são colocados os produtos dentro dos tubos. A empresa fabrica o creme, pasta de dentes, seja lá o que for o seu produto. Depois, fabrica ou compra as embalagens que vêm impressas com o nome da marca, o nome do produto, os ingredientes, código de barras e tudo mais que seja necessário. As embalagens vêm abertas em cima (ou seja, na parte que tem aquelas ranhuras) e é por lá que são cheias por uma máquina – essa mesma máquina que as enche ou outra, dependendo da fabrica, também as vai fechar. Só que a máquina não vê nem pensa! Para saber onde é preciso fechar a embalagem a máquina apenas reconhece um sítio de cor uniforme com uma risca de cor contrastante e é aí que fecha a embalagem e segue para outra. É daqui que vem este rectângulo ou risca ou como queiram chamar e a cor é simplesmente a cor mais contrastante com a cor original da embalagem de entre as que já foram usadas na impressão porque cada cor extra que se use custa mais caro. Na verdade, há ainda riscas brancas nas embalagens escuras impressas a branco e o texto não menciona isso.

Acho que a única parte que se aproveita deste boato é mesmo a parte do “saber nunca ocupa lugar”! Espero que estejam esclarecidos e que este artigo vos tenha ajudado!

Perguntas E Respostas 6: Celebridades E Base

30 Nov

Perguntou a Iracema por e-mail:

Oi! Adorei o seu blog, tem dicas sempre úteis! Vejo que fala muito em base e eu adorava usar mas tenho muito medo, muito medo mesmo. Sempre vejo celebridades com e sem maquiagem e fico muito assustada vendo como a pele parece manchada. É a base que causa isso?

Olá Iracema! Obrigada pela questão, veio mesmo a calhar. É um mito pensar que as pessoas em geral têm a pele “estragada” porque usam base; ao invés, muitas das vezes, as pessoas usam base porque têm a pele “estragada”. No que diz respeito às celebridades, há mais alguns factores a ter em conta (e já lá vamos), mas a questão é que se a base for bem escolhida, de uma boa marca, de um tipo adequado ao nosso próprio tipo de pele e se não nos provocar alergia, pode até ser um elemento valiosíssimo na protecção da pele (se tiver SPF, por um lado e, até mesmo criando uma espécie de barreira entre a pele e a poluição ambiental, por outro) e também na manutenção de uma pele saudável (por exemplo, ajudando a manter a pele hidratada ao longo do dia se isso for uma necessidade específica da nossa pele).

Quanto às celebridades, é preciso “dar o desconto”. A vida de celebridade não é tão glamourosa como pode parecer. São inúmeras viagens de um lado para o outro, é o stress de cumprir compromissos, são as poucas horas de sono, são as inegáveis e incontáveis noites de festa, são as diferentes pessoas a fazer maquiagem na mesma pessoa com produtos diferentes (infelizmente, muitas vezes nem ligando a se a pessoa que está a ser maquiada gosta ou não da maquiagem, se se dá bem ou não com o produto)… Tudo isto faz com que a pele reaja! A pele é um órgão  é uma parte viva e sente muito o stress e a desregulação!

Ainda, estamos habituados a ver celebridades na TV, com todo e mais algum truque para forçar a pele a parecer impecável ou então estamos habituados a vê-los em fotografias que foram editada à exaustão (o famoso photoshop). Essa habituação leva-nos a crer que a pele é e pode ser 100% perfeita; mas não, toda a pele tem uma ou outra pequena imperfeição, pelo menos de vez em quando.

Assim, o importante a retirar disto é que uma base bem escolhida é segura para a saúde e para a pele. A questão das celebridades é uma questão de modo de vida.

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