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Cuidados De Pele – A Máscara Certa Para Mim

18 Nov

Nem sempre é fácil escolher estas coisas, partimos do princípio que a escolha deve ter por base o nosso tipo de pele e é bem verdade, mas há sempre mais qualquer coisa a ter em conta! Antes de mais, convém que saibamos o nosso tipo de pele.

máscara facial beleza

Pele Seca ou Sensível – É a pele que mais sofre com agressões, logo, não deve nunca descurar as máscaras para ajudar a hidratar e acalmar a pele. A máscara deve ser cremosa, sem caulino ou outro tipo de argilas e não deve ser do tipo que tem pequenas esferas esfoliantes.  Devem ser aplicadas em camada generosa, deixadas por 10 a 20 minutos e depois o excesso deve-se retirar com um disco de algodão sem esfregar. Uma boa máscara para pele seca trará um novo conforto à pele e, regra geral, podem ser deixadas durante a noite na pele desde que não contenham ácidos (ou seja, sirvam só para hidratar e não para rejuvenescer). A máscara hidratante da Avéne é a que mais gosto de recomendar.

Pele Oleosa – É o tipo de pele para o qual eu recomendo máscaras sem pensar duas vezes. Vai ajudar a controlar o óleo porque o absorve e e vai fazer uma limpeza mais profunda do que o regime de cuidados do dia-a-dia faz. As peles com acne podem e devem usar também máscaras, a minha favorita para pele oleosa e/ou acneica é a da Sampar que recomendo com imensa frequência, mas há boas máscaras de argila no mercado. O truque é usar a máscara de caulino/argila, deixar apenas 10 a 15 minutos conforme recomendado na embalagem (varia consoante a marca ou o produto em si) e usar logo de seguida uma máscara hidratante. Estamos a retirar óleo e logo a seguir a colocar hidratação, ou seja, a pele vai responder melhor e, com o tempo, a produção de óleo tenderá a diminuir. Também é uma excelente ideia para que a pele não fique demasiado sensibilizada. Já se sabe, depois de retirada a máscara para pele oleosa (deve-se retirar com água), é necessário aplicar hidratante ainda que não se deseje fazer a máscara hidratante.

Pele Mista – Geralmente é quem menos procura máscaras, mas não é que não beneficie delas! A pele mista a oleosa deve usar uma máscara para pele oleosa seguida de um bom hidratante e a pele mista a seca, deve usar uma máscara hidratante, porque hidratação nunca é demais. Uma auto-mini facial é sempre bem vinda, não é?!

As máscaras têm como principal objectivo dar um empurrãozinho ao tratamento que já fazemos, é um complemento que pode mudar tudo para melhor e, uma vez que nos habituemos a elas, não há volta a dar, apaixonamo-nos. Quem nunca experimentou deve fazê-lo na minha opinião, o quanto antes!

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Maquiagem – Base Oil-Free

8 Nov

Parece simples, uma pele com excesso de óleo deve evitar os óleos nos produtos cosméticos logo deve usar produtos oil-free. Mas será assim tão linear?

base oil-free sem óleo

Os produtos oil-free em geral são adequados a quem tem a pele oleosa ou tendência para desenvolver acne e/ou outras reacções a produtos ricos em óleo. Há óleos adequados a quem tem a pele oleosa, mas estes costumam ser incorporados em tratamentos localizados e específicos (por exemplo óleo da árvore do chá para tratamento localizado de borbulhas) ou, então enquanto parte da limpeza da pele.

O que significa oil-free? Depende (infelizmente), de modo que é importante ler rótulos. Alguns produtos “oil-free” são livres apenas de óleo mineral, outros são só livres de óleos naturais (sendo que podem ter óleos sintéticos) e outros, raros, são completamente livres de óleos. Os produtos oil-free não terão nada com a palavra “óleo” e terão, na maior parte das vezes, ingredientes como propileno glicol, glicerina, e silicones no princípio da lista de ingredientes (entre o lugar 1 e o 5 na lista).

Os produtos oil-free substituem os óleos por substâncias que se comportam como óleos quando aplicados na pele com todos os seus benefícios inclusive o de protecção e de dar elasticidade à pele. Assim, estes “óleos subsitutos” servem de veículo apropriado ao principio activo do produto (ou seja, como uma base para a construção do produto boa e eficaz), mas que como não se misturam com os “verdadeiros” óleos, não são considerados óleos em si. Faz sentido? Fazem tudo o que os óleos fazem menos misturar-se com outros óleos, logo, não são exactamente óleos!

Como nota final nesta parte do artigo, digo apenas que para uma pele com tendência para o acne é muito mais importante um produto não comedogénico do que oil-free já que há óleos não comedogénicos que até vão fazer bem.

Vamos agora às recomendações de bases oil-free, que são três. Para cobertura leve a moderada, a Face & Body da Makeup Forever; para cobertura moderada a alta recomendo uma boa base mineral sem bismuto (a da Bare Minerals tem boa reputação bem como a da The Body Shop e da Bellápierre apesar da marca estar a trabalhar um bocadinho mal em Portugal no momento [Novembro de 2013]) e para cobertura alta, a Dermablend (base) da Vichy.

Cuidados De Pele – Higiene E Cuidados Básicos Semanais e Mensais

22 Out

Ontem falámos do dia-a-dia, dos cuidados que devemos ter connosco mesmos todos os dias e ficou prometido que hoje falaríamos dos cuidados a ter mais espaçados no tempo. A saber:

máscara facial rosto tratamento

  • Lavar e hidratar o cabelo – é aconselhável que se lave o cabelo no máximo em dias alternados e no mínimo duas vezes por semana. Depois de anos e anos a fio a lavar o cabelo todos os dias, estou já desde o início do Verão a tentar habituar-me a lavar dia sim, dia não. Não está nada fácil, nem me sinto bem nos dias em que não lavo o cabelo, por isso eu mais do que ninguém compreende que pode não ser muito fácil adaptarmo-nos a este regime. Saber lavar o cabelo é importantíssimo, mas saber hidratá-lo, em especial para quem usa cabelo longo, também é. Contando que o produto seja de qualidade, que não nos cause alergia e que o nosso cabelo goste dele, está tudo bem. A máscara capilar deve ser feita uma vez por semana e o condicionador deve ser usado com uma frequência dependente do tipo de cabelo – em geral, cabelo quimicamente tratado, muito grosso ou seco deve ser hidratado a cada lavagem tendo em atenção que a máscara não deve chegar às raízes do cabelo;
  • Hidratação profunda ao cabelo – pode ser algo tão simples como colocar óleo de argão no cabelo e dormir com ele, lavando o cabelo na manhã seguinte ou pode ser um tratamento feito no cabeleireiro. Deve, de qualquer modo, ser feita uma vez por mês;
  • Máscara facial- Adoro. Adoro, adoro, adoro fazer máscaras. Se quando era adolescente adorava fazer máscaras de argila (tinha a pele muito oleosa) pela sensação de limpeza que me proporcionavam, hoje em dia adoro máscaras hidratantes pelo conforto que sinto com elas. Caseiras ou compradas, devem ser deixadas por 10 minutos salvo indicação contrária específica e retiradas com água morna a pender para o frio. Já agora, já que se vai tomar tempo para fazer a dita máscara, porque não uma auto-mini-facial? Uma vez por semana, não custa nada e faz muito bem!
  • Tratar das unhas – As unhas das mãos devem ser limadas uma vez por semana (a superstição diz que deve ser à segunda de preferência e nunca à sexta nem tampouco à noite, vai de cada um cumprir ou não). Ainda que se opte por usar as unhas longas, manter tamanhos uniformes e prevenir lascas é sempre bom. As unhas dos pés devem ser tratadas cada 2 ou 3 semanas, já que crescem a um ritmo muito mais lento. Falando em pés, em especial para quem passa muito tempo de pé, tratar também da secura fazendo uma boa esfoliação seguida de hidratação profunda ajuda a aguentar melhor as horas que se passa de pé. Falando em manicure e pedicure, ainda que caseiríssima, é a altura ideal para renovar verniz nas mãos e nos pés, caso se opte por usar o mesmo;
  • Esfoliação – especialmente a corporal! A facial pode ser feita diariamente com os produtos adequados e pode já estar englobada na auto-mini-facial, mas a esfoliação corporal passa mais despercebida. Manter a pele do corpo em boas condições todo o ano ajuda a poupar trabalhos de última hora quando chegar o Verão. Vale, claro, lembrar que depois de toda e qualquer esfoliação é obrigatório usar um hidratante;
  • Corte e retoque (cabelo) – para quem pinte, é necessário manter essas raízes bem controladinhas, pintando a cada 4 a 6 semanas – quanto mais distante do tom natural for a cor escolhida, menos tempo se poderá permitir entre pinturas. Quanto ao corte, cabelos mais curtos ficam desalinhados mais cedo mas o máximo do máximos, todos os cabelos devem passar pela tesoura uma vez a cada 3 meses.
  • Depilação – pode ser feita várias vezes por semana (lâmina ou creme, por exemplo), uma vez por mês (cera) ou não ser feita (no caso de não se querer, claro, e no caso de se ter feito depilação definitiva).

Maquiagem – Sombra Cinzenta

12 Set

Uma das grandes tendências para o Outono de 2013, a sombra cinzenta. É uma cor que tende a ser difícil de trabalhar, muito à semelhança da sombra cor-de-rosa, mas não é um bicho de sete cabeças. Nada que um bom par de dicas não resolva!

Galliano Outono 2013 Fall Makeup

Galliano Outono 2013

A questão com o cinzento é que, por vezes, tende a tornar mais óbvios os tons cinzentos do nosso rosto, tons esses que associamos ao estar doente e cansado porque é essa a cor que a pele toma quando nos sentimos sem energia, é essa a cor das olheiras (e quem é que quer que as suas olheiras pareçam mais fortes?) e é essa a cor que adquire uma pele baça que parece ser pouco ou mal cuidada. É também esse o efeito, o de acinzentar a pessoa, que o cinzento pode ter em pessoas com um tom de pele quente (mais amarelado), de modo que, para quem tenha a pele mais rosada é muito mais fácil usar um cinzento médio ou mais sob o claro.

As sombras cinzentas podem, como qualquer cor, ser claras ou escuras. As mais fáceis de trabalhar são, sem a menor sombra de dúvida, as mais escuras. Usam-se como a sombra preta, simplesmente são mais suaves e discretas – com ela podemos delinear os olhos para quando não queremos apostar no drama da sombra preta, podemos fazer um smokey eye cor de fumo (apropriado…) e podemos dar um pouco de profundidade a um look menos carregado mantendo-o, ainda assim, suave. O cinzento escuro é daqueles tons que devia obrigatoriamente estar presente no arsenal das pessoas de pele mais clara porque tende a favorecer imenso independentemente da cor dos olhos. Aliás, é um tom neutro – chumbo, aço, antracite e tantos outros tons de cinzento são perfeitamente utilizáveis no nosso dia-a-dia e podem e devem ser combinados com outras cores.

Quanto aos cinzentos claros, começamos a ter uma pequenina dificuldade. Todos nós já vimos como é feio e datado andar-se por aí com uma sombra branca ou pastel opaca, é algo que fica feio e não serve propósito absolutamente nenhum (sem ser a gracinha de combinar a sombra com a roupa). O cinzento claro pode cair no pastel, e esta cor deve ser evitada no geral – qual cinzento é mais claro do que a nossa pele depende de como é que nós somos e estamos! O que é claro para mim não o será para uma pessoa mais clara do que eu e o que é mais escuro do que a minha pele pode não ficar bem numa pele mais escura do que minha. Excepção feita aqui para  o prateado, que é um cinzento com muita reflexão de luz (metalizado, muito brilhante ou em glitter, por exemplo) – ainda assim, estes tons devem idealmente ser reservados para ocasiões festivas e/ou detalhes.

Há cuidados a ter na escolha da sombra uma vez que se está na loja – nem todos os cinzentos são realmente cinzentos “puros”, se olharmos bem e em especial com acabamentos cintilante (que acaba por cair na categoria do prata ou do metalizado), não raras vezes vamos encontrar sombras que quando aplicadas e muito em particular, esbatidas, acabam por ficar com um tom azulado, esverdeado ou arroxeado na pele. Se, em grande parte, isto se deve ao tom da nossa pele que consegue “ultrapassar” a sombra na sua aplicação menos opaca, outra parte deve-se ao facto de que muitas vezes as marcas fabricam cores com tons subtis que fogem ao cinzento/prata exactamente para contrariar o efeito de “empalidecer” a pessoa. Tanto assim que quem geralmente foge aos azuis mais subtis (azul céu, por exemplo) tende também a não gostar de se ver de cinzento médio e claro. Este truque dos subtons que as marcas colocam nas sombras cinzentas pode resultar ou não, mas isso já são outros quinhentos! Contudo, não há nada como experimentar e, quando ser vai às compras, ir com olhos de ver!

Quanto à tendência Outono 2013, a sombra cinzenta vai usar-se aplicada pela pálpebra móvel e bem esbatida, num efeito a roçar o transparente. É só mesmo um nadinha de “fumo” para que os olhos não se apresentem nus.  É conjugada com lábios mais fortes, tom de vinho, vermelho ou até mesmo rosa, mas as cores mais quentes (laranjas e alaranjados bem como pêssegos) ficam de parte quando se quer seguir esta nova tendência.

É uma cor que usam ou já usaram? Visto que vai ser moda na próxima estação, gostariam de experimentar?

Cabelo – Como Lavar O Cabelo

8 Set

Parece uma tarefa simples, tanta gente o faz todos os dias que não pode ser nenhuma ciência… Ou será que pode?

toddler washing hair

Uma lavagem adequada começa na escolha dos produtos. Hoje em dia diz-se que os melhores champôs são os sem sulfatos e o post do próximo Domingo será exactamente sobre esse componente, mas há quem discorde. Eu, como tenho a pele muito sensível prefiro efectivamente o champô sem sulfatos embora “peque” muito e experimente imensos champôs diferentes com ou sem sulfatos. Por agora, digamos que o champô melhor é o menos agressivo e que o champô de bebé é para ser usado em bebés e em mais ninguém (por ter um pH alto é bom para crianças pequenas mas prejudicial ao cabelo de quem já passou a primeira infância). Um champô adequado ao tipo de cabelo (fino, grosso, liso, encaracolado, sensível) também pode ser uma boa aposta.

Molhar o cabelo não tem dificuldade nenhuma, mas lembro que em especial para cabelos grossos ou com muita densidade (quem tem muito cabelo), é sempre preciso molhar mais do que se imagina! A água não deve ser nem quente, nem fria, apenas moderada e confortável e o jacto não deve ser forte demais, nem tão fraco que mal se sinta a água.

É importante que nos lembremos que o mais importante quando se lava o cabelo é lavar a cabeça, o couro cabeludo. Assim remove-se a oleosidade em excesso e ajuda-se a que a renovação da pele se processe. O champô nunca deve ser aplicado directamente no couro cabeludo, mas sim nas mãos – algures entre o tamanho de uma moeda de 0,10€ e 0,50€, dependendo do champô, do comprimento e de quanto cabelo se tem. Depois, esfregam-se as mãos levemente para que a espuma comece a formar-se e aí sim, devemos lavar a cabeça. Os champôs podem fazer mais ou menos espuma e isto vai da formulação, não sendo necessariamente indicação da qualidade ou do grau de limpeza que proporcionam. O champô deve ser massajado no couro cabeludo com as pontas dos dedos (nada de unhas!) com gentileza (nada de esfegar), durante mais ou menos 30 segundos. Não devemos esquece que a parte da nuca e atrás das orelhas também tem cabelo! O resto do cabelo, o comummente chamado comprimento, pode depois ser lavado rapidamente com o champô que estiver ainda nas mãos ou com a adição do mínimo indispensável de produto.

Para retirar o champô não basta ficar quietinho em baixo do chuveiro, é preciso continuar a dita massagem pelo menos por tanto tempo quanto aquele que se demorou a molhar o cabelo da primeira vez. Deixar resíduos de champô é mau porque faz com que o cabelo pareça sujo mais rapidamente e com que o produto acumule, prejudicando também o aspecto mas, mais importante, a “saúde” dos fios (na verdade são células mortas e não têm propriamente uma saúde para perder, mas tenho certeza que entendem onde quero chegar).

Eu sou da opinião que se o cabelo for bem lavado da primeira vez não é preciso repetir a aplicação, salvo para quem tenha mesmo muito cabelo, espesso e encaracolado (Olá, já nos conhecemos? Quer trocar de cabelo comigo?) ou para quem use muito produto de styling como pastas, gel, pomada, etc. Se a opção for efectivamente repetir a aplicação do champô, então deve atentar-se para o facto de que esta repetição deve ser feita com metade ou menos da quantidade usada anteriormente.

O condicionador não é obrigatório, embora eu use sempre que lavo o cabelo – falando em frequência, o cabelo deve ser lavado no máximo dia sim, dia não e no mínimo duas vezes por semana. Se não se usar um condicionador com regularidade, um spray leave in (condicionador que não se enxagua) ajuda a pentear e a manter o cabelo brilhante e hidratado (falado em leave in, uma boa maneira de acalmar aqueles cabelos frisados que aparecem vindos do nada é aplicar uma dose -vulgo, bombada- de leave in na escova antes de pentear). Uma boa máscara uma vez por semana é aconselhável e até há máscaras com efeito em 1 minuto, por isso não é difícil arranjar um tempinho! Não há nenhuma regra que diga que o condicionador ou a máscara têm que ser aplicados depois do champô – podem perfeitamente ser aplicados antes de lavar o cabelo, o que é útil para quem ache condicionadores demasiado pesados para o seu cabelo e sinta que este fica demasiado “mole”.

Quanto a pentear, o cabelo molhado é muito, mas mesmo muito mais sensível e delicado que o cabelo seco, principalmente porque deixa temporariamente de ter a sua elasticidade característica e como tal não resiste a um puxãozinho menos amoroso. Se o vosso cabelo for fácil de pentear (sorte!), dispensem e evitem pentear molhado mas se for encaracolado ou de outro modo difícil de desembaraçar, um pente de dentes largos ou uma (milagrosa, salva-vidas, fantástica, coisa mais linda, dinheiro mais bem gasto, indispensável) escova Tangle Teezer são as únicas ferramentas que devem usar. Eu sei, eu sei, nunca me ouviram elogiar tanto fosse o que fosse, mas a Tangle Teezer revolucionou a minha vida, eu chegava a chorar ao pentear-me antes de a ter e muitas vezes tive que cortar o cabelo porque ficou preso a outra escova qualquer – imaginem isso e digam-me que também não vos dói na alma pensar num caso assim.

Esfregar o cabelo com a toalha ou torcê-lo está terminantemente proibido!!! O cabelo embrulha-se gentilmente na toalha e espreme-se levemente para que a toalha absorva o excesso de humidade. Para quem tem o cabelo ondulado ou encaracolado, este é um bom passo para encorajar as ondas ou os caracois a formarem-se e secarem perfeitinhos.

E pronto, já está tudo limpinho e cheiroso!!!

Maquiagem – Tudo Sobre Batom Mate

5 Set

Na verdade, batom mate nunca sai de moda, mas de vez em quando volta em força e fica, literalmente, nas bocas do mundo. É o caso do Outono que aí vem com várias marcas a lançar colecções só dedicadas a este acabamento (o caso da MAC, como já apresentei aqui) ou com muitos batons mate no rol de lançamentos. É altura de falarmos a fundo do meu tipo de batom favorito!

Gucci Milan Fashion Week  A/W 2012

Gucci Milan Fashion Week A/W 2012

O termo “mate” significa desprovido de brilho. É um acabamento que não reflecte luz nenhuma e é o exacto oposto do gloss – qualquer cor e qualquer tom pode ser mate, o que importa mesmo é o efeito final. Usar batom mate tem as suas vantagens além de estar na moda – a cor geralmente é muito mais pigmentada (ou seja, o batom “pinta” mais) e dura muitíssimo mais tempo. As desvantagens passam pelo facto de que, se for aplicado incorrectamente, pode chamar atenção para qualquer imperfeição do lábio ou da aplicação em si e pelo facto de que podem dar um efeito ressecado aos lábios. O look mate é um pouco mais severo, mas é um clássico inegável.

Há várias maneiras de conseguir um look mate, mas os mais fáceis e comuns passam por comprar um batom que já de si é mate ou, então, deixar o batom e lado e pegar só no lápis. As mais complicadas e “avançadas” passam por colocar pó ou uma sombra da cor do batom por cima do produto aplicado para o tornar mate e mais pigmentado. Seja qual for a técnica escolhida, partir com lábios hidratados é imperativo! As texturas mate tendem a secar os lábios e a fazer com que toda a secura que exista pareça mais evidente – esfoliar regularmente também ajuda. Claro que nem todos os batons mate são criados da mesma maneira e às vezes até dentro da mesma marca diferentes cores ou diferentes linhas, apesar de mate, são diferentes. Hoje em dia as formulações mais avançadas e de mais qualidade aplicam como se fossem cremosas, continuam confortáveis mas efectivamente o batom assenta com um aspecto de pó.

Lápis Sephora!

Lápis Sephora!

Quando se usa um batom mate, a minha melhor dica é esquecer o mate no restante look, em especial se se tratar de uma cor forte ou escura. Não quer dizer que se abuse do glitter (e daí!), mas uma base luminosa com o mínimo de pó possível e sombras com um acabamento, no mínimo acetinado tiram o “peso” a rigidez ao look. Esta dica é especialmente importante para quem já mostra alguns sinais da idade.

Outra coisa importante a saber com batons mate é que é muito importante a precisão no que se está a fazer, já que qualquer erro é grandemente ampliado! O uso de um lápis quando a cor do batom é forte ou, no mínimo dos mínimos, um pincel seja qual for a cor vai garantir um desenho do lábio mais aperfeiçoado.

Apesar de ser raro um batom mate (de qualidade) necessitar de retoque durante o dia a não ser que se coma algo particularmente gorduroso, quando se fizer o retoque deve secar-se bem os lábios com um toalhete de papel e reaplicar o mínimo necessário para o tal retoque ficar apresentável (isto porque o batom mate seca e camada em cima de camada acaba por ficar empastado). Se ainda assim a fixação do batom deixar a desejar, seja porque se comprou um batom de menos qualidade ou simplesmente porque já vai da própria pessoa, um primer de lábios é a receita para o sucesso.

Rouge Allure Matte da Chanel

Rouge Allure Matte da Chanel

O batom mate é o meu favorito, e o vosso, qual é? Cintilante, acetinado, cremoso, com glitter, glossy…?

Cuidados De Pele – Creme Depilatório

27 Ago

De entre os métodos de depilação não definitiva, o mais confortável para mim é mesmo o creme depilatório. Tenho uma resenha para fazer em breve, mas achei melhor explicar primeiro como funciona este produto.

depilatory cream cream hair removal

Os cremes depilatórios são uma alternativa à lâmina, só aplicáveis ao corpo a não ser que seja explicitamente dito o contrário no rótulo. Este é um método de depilação não definitiva, indolor e com resultados que duram entre 3 a 5 dias. Outro benefício é que removem o pêlo um pouco abaixo da superfície e não precisamente à superfície como uma lâmina.

Em poucas palavras, funcionam porque destroem a estrutura das proteínas do pêlo, tornando-o tão frágil que se desintegra quando é raspado – É exactamente por isso que agora os cremes depilatórios vêm com um paninho, esponjinha ou acessório em plástico que não corta. Os ingredientes que fazem isto são o tioglicolato de sódio ou de cálcio na maioria dos casos – estes ingredientes reagem com as proteínas que fazem do pêlo um fio coeso e é por isso que muitas vezes o creme parece aquecer ou causar calor, sendo também o que dá o cheiro a enxofre característico destes produtos enquanto trabalham.

A parte do corpo em que se aplica o creme e a quantidade de pêlo presente são factores decisivos na eficácia do produto que funciona, por exemplo, muito melhor nas pernas onde o pêlo é de si mais fino e frágil do que nas das axilas. Além disso, porque o creme dissolve proteínas, também acaba por esfoliar a pele, de modo que é sempre preciso uma boa hidratação depois de se usar o produto e evitar a todo o custo produtos esfoliantes ou agressivos, nomeadamente com álcool, depois do uso dos depilatórios químicos.

O mais comum é mesmo este produto vir sob a forma de creme, mas pode ser um spray, um roll on ou uma loção e todos funcionam da mesma maneira. Há várias marcas e várias versões, inclusive para peles sensíveis que é o recomendo que se use sempre, já que este produto não deixa de ser um químico um pouco agressivo. As alergias são comuns e como tal deve-se fazer um teste de alergia numa pequena extensão de pele antes de usar o produto em áreas maiores.

Usar também é simples, basta aplicar (de preferência num local de fácil limpeza, dado que é um processo que pode sujar as imediações) em camada uniforme, esperar o tempo recomendado nas instruções do produto (varia conforme as marcas), raspar suavemente e lavar com bastante água corrente. Depois, já disse, hidratar.

Já experimentaram? O que acharam e que marca usaram?

Perguntas E Respostas 27: Usar Muita Maquiagem

23 Ago

A Cris perguntou aqui no site:

Olá! Para começar o meu primeiro comentário (!) digo-te que descobri o blog mais-ou-menos por acaso, mas gosto muito! Adoro que tenha post diários… sei que posso sempre contar com uma novidade.  Mas bem, esta questão da muita-maquilhagem-que-parece-pouca tem mesmo a ver com um “problema” com que me deparo. No dia-a-dia uso base, corretor, pó e bronzer, e tudo corre mais ou menos bem. Mas se quero uma melhor cobertura, se ponho blush e iluminador já acho que fica tudo com um aspeto empastado (e não me parece que o problema seja excesso de produto)… Mas base mais corretor, mais pó mais iluminador em cima… parece-me logo muito artificial, (o que já sei que não queremos ) em vez de ficar com aquele aspecto lindo que vemos nos tutoriais… Se faço todos os passinhos da “pele perfeita” acabo é com camadas de produtos que não ficam nada naturais. Tens alguma sugestão? Ou a pergunta é muito confusa?  De qualquer modo, obrigada pelo teu trabalho!

Perguntas e Respostas

Olá Cris! Não, a pergunta não é confusa. A resposta é que o pode ser, há imensas causas para o que descreves. Antes do mais quero só salientar que a “pele perfeita” não é natural, ninguém a tem, absolutamente ninguém e uma coisa que não existe nunca passará por natural ainda que seja preciso um olho muito treinado para ver as coisas como elas são. Quanto às razões para o que mencionas, as mais óbvias são a tua percepção (se não estás habituada a ver-te com tanta maquilhagem vais achar que efectivamente estás demasiado maquilhada) e o facto de que foto e video distorcem a intensidade da maquiagem e o que vemos nos tutoriais maior parte das vezes é algo que nunca veríamos na rua – uma câmara desbota imensamente a maquiagem, por isso está lá sempre mais do que aquilo que parece. Ao aplicarmos maquiagem como nos é indicado e como vemos em pessoas que não estão ao vivo ao nosso lado, tudo fica diferente.

Outra causa para o que dizes pode ter a ver com o tipo de pele. Uma pele marcada (uma pele jovem com cicatrizes de acne ou uma pele madura com algumas rugas, por exemplo) ou uma pele mais grossa (a pele de um homem, a pele de uma pessoa que não esfolia convenientemente) aceitam muito pior a maior quantidade de maquiagem. O mesmo vale para uma pele seca que requer um método de aplicação específico para que o(s) produto(s) assente(m) bem (tudo à base de “batidinhas”) e também para uma pele oleosa que também requer outro tipo de cuidados (o primer é imprescindível para que a oleosidade da pele não afecte o produto e o faça “escorrer”).

Algo de que poucas vezes se fala é a incompatibilidade dos produtos, seja ela da formulação (produtos com bastante óleo não se misturam bem com produtos à base de água, por exemplo) ou da ordem de aplicação (todos os cremes primeiro, seguidos do pó de rosto e só depois os restantes pós).

Partindo do principio que a tua pele está bem cuidada e  não tem problemas de maior e que os produtos são compatíveis e estão bem aplicados, ficam algumas dicas extra:

  • Deixar os produtos assentar antes de aplicar outro por cima é muito importante – está e a causa mais comum da maquiagem empapada;
  • Várias camadas finas são melhores do que uma só mais espessa – particularmente importante no caso da base, além do quê também ajuda na durabilidade. É importante deixar secar/assentar bem as camadas;
  • Trabalhar bem o produto – também tem a ver com base, corrector e pó, um produto que seja mais trabalhado na pele, quase como que massajado terá um acabamento mais natural;
  • Usar produtos multi-usos – se se pode usar um blush iluminador para o efeito que se quer conseguir, porquê usar blush + iluminador? Uma base com acabamento em pó também é uma mais valia se o tipo de pele assim o pedir porque evita a camada de pó;
  • Uma base ligeira (cobertura leve) e corrector onde é necessário é mais natural do que usar uma base de cobertura total. Raras são as pessoas que necessitam de uma base cobertura total por todo o rosto, maior parte das pessoas tem apenas áreas problemáticas que podem e devem ser corrigidas especificamente;
  • Cores adequadas são um must. Muitas vezes vemos pessoas “muito maquiadas” que a verdade têm pouca maquiagem, mas está é mal escolhida. Quem nunca viu o caso clássico da sombra azul com batom vermelho? Uma sombra e um batom não é assim tanta maquiagem, mas quando as cores chocam entre si ou, especialmente, quando não são adequadas ao tom de pele daquela pessoa, a pessoa em causa passa por muito maquiada quando apenas está mal maquiada no sentido em que a escolha dos produtos foi paupérrima;
  • Cuidado com o iluminador – falo aqui por experiência mais do que por qualquer técnica de maquiagem. É o único produto que tem o poder de me fazer sentir demasiado maquiada e olha que uso maquiagem no dia-a-dia e a minha cara aguenta imensa maquiagem pelo tom de pele, tipo de pele e estrutura óssea. Maior parte dos iluminadores é de si muito pouco natural – ou dá um brilho plástico (nada natural), um brilho húmido (estilo a aparência daquela senhora de idade que te dá um beijinho na cara e ficas com a face molhada de tanta base que ela tem posta), um brilho demasiado óbvio (glitter/purpurina em vez de partículas reflectoras), um brilho demasiado claro (depende da cor da pele, o que é claro para uma morena pode ser ideal para uma loira, por exemplo) ou simplesmente demasiado gritante! Vamos convir, ninguém brilha com a luz, só os vampiros do Twilight. Como vês, escolher o iluminador próprio para cada pessoa é uma ciência em si e o que a menina do tutorial usa debaixo de luzes e respectivos reflectores e que tu vês através de uma câmara e de um monitor pode ou não ser o que tu queres usar na rua em plena luz do dia.

Talvez não fosse a resposta que querias, mas é o mais sincero que consigo dar. Espero ter ajudado e, claro, alguma dúvida, já sabes, basta falar!

Inspiração

10 Ago

lábios batom roxo lilásNa Internet é possível encontrar duas versões desta foto, uma com os lábios vermelhos e a pele mais pálida, bem como os olhos mais discretos, e esta, com os lábios roxos e a pele um pouco dourada. Já falamos tanto de lábios vermelhos aqui que, sei lá, já chega por agora.

Nesta imagem a modelo tem a pele aveludada, além das base e corrector, uma boa camada de pó foi aplicada aqui. As sobrancelhas foram penteadas e definidas com uma cor mais clara para que estejam desenhadas mas não demasiado óbvias ou proeminentes. Nos olhos, além das pestanas postiças, o ponto de luz mais óbvio é o canto interno do olho com um dourado muito luminoso e muito claro. De resto, cores de cobre, ferrugem e dourado fazem a restante maquiagem de olhos sempre com um acabamento bastante brilhante. Há algum cinzento por baixo do olho e isso leva-me a pensar que também o haverá em jeitos de eyeliner na parte de cima, mas não dá para ver.

O blush é um tom rosa mate, um pouco frio em termos de cor como convém com um batom como aquele que foi usado. Os lábios têm um brilho cremoso mas nada de exageros. Como já falámos aqui no Invicta Maquiagem, alternar texturas e acabamentos é a maneira mais fácil de dar um interesse extra à maquiagem e fazer com que pareça melhor e mais complicada do que realmente é.

Cuidados De Pele – Água Termal

16 Jul

É a resposta para tudo. Pronto, exagero meu, mas ajuda numa imensidão de coisas desde a sensibilidade da pele quando se passa muito tempo no ar condicionado até àquele desconforto típico do muito frio ou do muito calor.

la roche posay termal thermal água water

Parece um bocadinho ridículo vender água numa garrafa de spray e cobrar bastante por ela só porque vem sabe-se lá de onde, mas não é bem assim. São águas com uma concentração de minerais muito alta e é por isso que ela é tão boa para cuidar da pele, limpando, tonificando, hidratando e acima de tudo, acalmando e protegendo a pele. Como o próprio nome já diz, estas águas vêm de estações termais que são especializadas em cuidados para a pele – cada estação termal está indicada para uma coisa, umas são melhores para pulmões, outras para o sistema digestivo, outras para a pele, etc. etc., sabiam? Porque esta água fica tão quente na sua fonte, os minerais nela são mais estáveis e funcionam melhor na pele, penetrando com facilidade e é por isso que ela é tão especial e diferente.

Voltando ao ciclo da água que todos aprendermos na escola, a água cai quando chove e alguma vai para o sub-solo. Lá pode passar décadas, sendo enriquecida. Cálcio, zinco (que é tão benéfico para quem sofre de acne por exemplo), selénio e magnésio são apenas alguns dos elementos que podemos encontrar nas águas termais mais comuns. Esta água é pura não só pela sua natureza mas também porque o processo de extracção é muito controlado e há a garantia de que se trata de uma água o mais pura e limpa possível, sendo que alergias e contra-indicações são raras.

Por vir num recipiente pressurizado, também fica sempre fresquinha o que é uma mão na roda quando queremos que os poros tenham um aspecto mais fechado e quando queremos mesmo é refrescar a pele. Para usar esta água basta pulverizar à vontade, a uma distância de cerca de um palmo, antes da outro qualquer produto de cuidado de pele ou depois, até mesmo a meio do dia mesmo por cima da maquiagem já que não interfere. Deve-se deixar secar ao ar sempre que possível, se bem que com temperaturas muito frias quando se está na rua não é aconselhável. Muitas marcas têm águas termais, mas as minhas favoritas até ver são a da La Roche-Posay e da Avène.

Querem um “segredo”? Apliquem depois da depilação a cera ou lâmina para acalmar a pele e vão ver como sabe tão bem o alívio! Ah, e aproveitem os tamanhos mini para levar em viagem, quando o ar condicionado deixa a pele numa lástima.

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