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Novidades – Photoderm AKN Mat SPF 30 / UVA 13 da Bioderma

28 Ago

Hoje venho apresentar um produto, não é tanto uma resenha, mas mais uma apresentação de algo que pode ser extremamente útil para quem tenha a pele com tendência acneica (ou seja, a ter acne). Trata-se de um protector solar/creme de dia bastante específico.

bioderma akn mat mate solar

Proteger a pele do sol é importante em qualquer idade e com qualquer tipo de pele, mas quando se tem acne, é especialmente importante. Geralmente quem tem acne é ainda muito novo e normalmente descuidado com a exposição solar ou, então, acha sinceramente que depois de um pouco de sol a acne melhora (e melhora, por uns dias, para depois voltar bem pior). Além de sabermos o mal que a exposição solar faz, também nos devemos lembrar que quase todos se não mesmo todos os tratamentos para acne sejam locais ou não (comprimidos, por exemplo) aumentam imenso a sensibilidade ao sol – desde a formação de manchas até a uma facilidade muitíssimo elevada de queimar. Estou a falar de cremes para as borbulhas que provocam manchas no local quando há exposição não protegida ao sol até mesmo horas depois da aplicação, estou a falar da pílula anticoncepcional que muitas mulheres tomam para entre outras coisa ajudar a regular a pele e que faz com que a pele queime mais depressa, de certos antibióticos que se usam no tratamento da acne sob indicação médica que dão à pele exposta ao sol um cor amarela/alaranjada muito inestética e, em especial, de medicamentos mesmo específicos para acne que sensibilizam a pele de sobremaneira.

Assim, a necessidade de uma protecção solar todo o ano mas em especial no tempo quente está mais do que justificada. Porém, muitos dos protectores solares comuns são untuosos e nada apropriados para quem tem um problema de pele que pode ser até bastante grave, para não falar do quão desconfortável é um protector solar não adequado numa pele oleosa (regra geral, quem tem acne tem a pele oleosa  – para saber mais sobre acne, já referi esta semana, os artigos Acne Parte I e Acne Parte II bem como 5 Mitos Da Acne são muito modestamente recomendados por mim).

A Bioderma, uma marca que me merece confiança, lança um protector solar específico para pele com tendência a ter acne. Como diminui a produção de oleosidade, previne a formação de tantas borbulhas, tem um espectro de protecção largo (UVA e UVB) e um SPF alto o suficiente. Porque tem ingredientes que são fruto de avanços científicos relativamente recentes, reduz o risco de danificar células com a exposição solar e promove uma pele mais limpa e mais bonita, além de mais saudável. O acabamento deste produto é mate, ou seja, além de não brilhar nem ficar esbranquiçado, vai fazer com que a pele brilhe menos o que é um benefício estético.

O produto tem fragrância, mas é livre de parabenos, não-comedogénico e hipoalergénico. Pode ser aplicado enquanto creme de dia ou só como protector solar quando se prevê exposição ao sol – a quantidade adequada deve ser aplicada de forma apropriada ao rosto, pescoço e, se for o caso, colo (vulgo, parte de cima do peito). Espreitem a página da marca que fala sobre o produto aqui e adquirir o produto numa boa farmácia.

Alguma vez usaram algum produto da Bioderma? Gostaram? 

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Cuidados De Pele – Grávidas Ao Sol

15 Jul

Felizmente, longe vai o tempo em que as grávidas era aconselhadas a ficar em casa para não exibir a sua barriga, por questões religiosas ou por vaidade, mas será que as grávidas devem ir à praia e à piscina, por exemplo?

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Grávidas ao sol

Confesso, acho uma fofura uma grávida de fato de banho ou bikini toda orgulhosa da sua barriguinha! Contudo, e embora a exposição ao sol seja permitida na maioria dos casos, é preciso que se esteja consciente de algumas limitações pela saúde da grávida e do bebé.

Sabemos que durante a gravidez há várias modificações a níveis hormonais, e uma das hormonas que mais flutua é o estrogénio (podem ver no gráfico abaixo). Esta é uma das hormonas que mais sensibilidade ao sol provoca, com o aumento do estrogénio, aumenta a facilidade com que se apanha um escaldão que não é bom quer se esteja ou não de esperanças e que não deixa de ser incómodo.

Gráfico - Flutuação De Estrogénio Durante A Gravidez

Gráfico – Flutuação De Estrogénio Durante A Gravidez

Além disso, banhos de sol, ainda que com protector solar em quantidade suficiente, desidrata e sobre-aquece (hipertermia) com muitíssima facilidade. As grávidas já de si desidratam mais rapidamente do que as restantes mulheres e estar a ajudar a que isso aconteça mais depressa é uma escolha pouco recomendável. Além disso, a hipertermia em casos extremos pode ser a causa de um mau desenvolvimento para o feto e como o termo “caso extremo” é sempre sem medida exacta, para quê arriscar? Sabemos que bebidas alcoólicas com moderação e até certo ponto não causam danos ao bebé, mas ainda assim as grávidas são aconselhadas a nunca beber porque não sabemos bem o que significa “moderação” ou “certo ponto” em termos de quantidade – porque não fazer o mesmo com os banhos de sol? Andar na rua, apanhar sol enquanto vamos aqui ou ali não tem problema nenhum para a maioria das mulheres grávidas, mas ficar a “trabalhar para o bronze” pode ter e não vale o risco!

Além de tudo isto, há indício de que exposição a raios UV pode degradar o ácido fólico no corpo da grávida – sabemos que o ácido fólico é essencial para uma gravidez sem problemas e que até muitas mulheres tomam as chamadas vitaminas pré-natais as quais contém quase sempre ácido fólico para garantir saúde de mamã e bebé. Sem contar que o sol pode desencadear uma coisa chamada melasma, uma mancha nada estética na zona do “bigode” que fica ainda para além do parto.

Se ainda assim apanhar sol foi irresistível ou inevitável, protector solar com um SPF mínimo de 30 (geralmente recomendo um mínimo de 15, mas aqui o caso é específico) aplicado convenientemente, muita água (e menos sumos e nada de refrigerante), roupa fresca de tecido de fibra natural (algodão, linho, seda, rayon, viscose), chapéu de abas largas e uns óculos de sol com muito estilo (sim, é obrigatório que tenham estilo. Se eu digo, é lei!).

Em suma, apanhar sol no dia-a-dia está bem, mas banhos de sol em horas demasiado quentes, não está. Se sentem falta da areia nos pés, se um banho de piscina vinha mesmo a calhar ou se precisam absolutamente de passear o traje de banho para justificar a compra do mesmo, façam-no antes das 10 horas da manhã e depois das 5 horas da tarde – a essas horas ainda há solzinho e calor e tudo é muito mais confortável.

(se estão à espera de bebé, já que estamos no tema, recomendo também um post já antigo que fala sobre a maquiagem na gravidez)

Maquiagem – Base Sun Protection Liquid Foundation da Shiseido (review)

12 Jul

Talvez não saibam o quanto eu gosto da Shiseido, a verdade é que falo pouco da marca aqui, mas nem sei porquê. Sou fã e os produtos Shiseido vão aparecendo cá por casa com a frequência possível (dado serem caros, apesar da qualidade justificar quase sempre). Desta feita, falo-vos de uma base líquida da marca, recomendada para o Verão.

Base Sun Protection Liquid Foundation da Shiseido

Base Sun Protection Liquid Foundation da Shiseido

A marca faz milhão e meio de promessas quanto a esta base, desde um “tecnologia inteligente de solares”, a protecção contra UVA e UVB (boa!), conforto da pele e uma “fórmula de alta performance”. Soa bem, soa muito bem! Mais ainda, a base é resistente à água, perspiração e oleosidade, que segundo a marca confere um aspecto mate mesmo em actividades ao ar livre. A base Sun Protection é considerada anti-envelhecimento porque protege contra os raios UVA, que já sabemos são uma das principais causas de envelhecimento, e também porque contém anti-oxidantes. Além disso não transfere e é não comedogénica.

Ora aqui está uma combinação de cores que a minha câmara fotográfica odiou! Talvez pelo alto contraste entre o azul turquesa e o laranja, a câmara (e eu!) teve dificuldades em produzir uma foto decente. Enfim, adiante… Ao abrir a caixa, deparamo-nos com a base e com uma caixinha que traz uma esponja para aplicação – achei o máximo, além de ser prático, nada como um auxílio e lembrete para mantermos a higiene e cuidarmos da pele, não culpando a base por uma alergia que pode ser a uma esponja menos limpa, por exemplo! Eu, regra geral, não gosto de esponjas para aplicar a base – quero dizer, não gosto de esponjas para nada. Eu uso um pincel de dupla fibra, depois de ter experimentado a esponja (deve ser usada sempre limpa se escolherem fazer uso dela) e também aplicar com as mãos (técnicas de aplicação de base, falei delas aqui há meio século). Ah, lembrem-se, se sentirem necessidade de retocar a base, é preciso absorver o óleo e perspiração da face antes de depositar mais base – um lenço de papel é o melhor amigo e o mais económico na situação.

Sun Protection Liquid Foundation

Sun Protection Liquid Foundation

Confirmo que a base não transfere e dura bastante tempo… Mas se e só se bem trabalhada na pele (ou seja, como que massajada). Para o tal efeito mate duradouro que a marca promete, tenho que usar pó inevitávelmente, pelo menos durante os dias de mais calor ou em actividades extenuantes. Além disso, aponto o dedo ao facto de a marca fabricar esta base em sete tons mas apenas três estarem disponíveis nas perfumarias em Portugal. Eu trouxe a cor mais clara que vendem cá, a número 30 (o meu tom de pele é correspondente ao NC 20/25 da MAC), e é o meu tom de pele, mas fico a pensar nas pessoas mais claras do que eu…! Certo, é suposto no Verão ficarmos com a pele mais escura, mas se calhar, talvez, num Universo alternativo, uma pessoa que gaste dezenas de euros numa base de SPF 30 de largo espectro o faça exactamente porque não quer ou não pode ficar morena…?! Faz o seu sentido! Vi todos os tons disponíveis (30, 40 e 50) e todos são bastante neutros, nem demasiado amarelos, nem rosados o que já é bom. Quanto a aroma, cheira a protector solar, um floral leve e empoado, o típico que todos conhecemos, mas o aroma desaparece em pouco tempo.

Sun Protection Liquid Foundation - Esponja aplicadora

Sun Protection Liquid Foundation – Esponja aplicadora

Esta base é líquida até dizer chega, quase quase como água! A embalagem tem uma bolinha dentro que ajuda a agitar o produto – e é sempre preciso agita-lo, de contrário é ver a base a não funcionar. Apesar disto, a cobertura é muito boa, média até média-alta diria eu. Diz a bula (o “livro de instruções”) que o nível de protecção solar foi medido com base numa aplicação de 0.002ml por centímetro quadrado da pele da face. Segundo a toda-poderosa Internet, a face humana média terá 370 centímetros quadrados, o que quer dizer que cada aplicação deve ser 0.74 mL. A base tem 30 mL como é normal por isso vamos dizer que vai durar para cerca de mês e meio. Atenção, atenção, acabamos de descobrir o uso diário para aquelas aulas de matemática a que nos dava tanta vontade de faltar mas a mamã não deixou! Agora a sério, geralmente digo que isso das bases com SPF é conversa, que nunca aplicamos o suficiente para ter a protecção adequada, mas estes cálculos parecem-me acertados para o que a maioria das pessoas usa de base numa aplicação normal – só lembro que aplicar menos produto do que o recomendado vai fazer com que o SPF não seja tão alto quando o mencionado.

Noutros países, a base vem com os números de SPF diferentes, nomeadamente 42 ou 43 no continente Americano por exemplo. Isto deve-se às regras de cada país ou região na medida e nomenclatura dos SPFs – a Europa tem regras diferentes da América e da Ásia, daí o produto nos chegar com um rótulo diferente. O produto é o mesmo, não pensem que do lado de lá do Oceano as pessoas estão melhor protegidas! Uma coisa que também é igual de qualquer lado de qualquer Oceano é que esta base não é recomendada para fotografia com flash – bases com SPF alto reflectem a luz do flash deixando a pessoa branca e deslavada, efeito fantasma. Não é um bom look, acreditem!

A base é deveras muito boa, não me deu alergia até ver e não oxida (ou seja, não muda de cor) nem com sol, nem com calor, nem com oleosidade – e digo já que estes dias de 31ºC à sombra são excelentes para testar bases novas! Valha-nos isso! Comprei a Sun Protection Liquid Foundation na Douglas, custou-me cerca de 34,50€ mas já vi à venda noutros sítios sempre com preço semelhante. 34€ nem é caro para uma boa base, de marca, especialmente com tantos benefícios, mas os produtos líquidos vão-se num instantinho… Vamos lá ver se dura mesmo o tal mês e meio!

E vocês, têm alguma coisa Shiseido? Se sim, gostam? Se não, porquê? Obrigada por lerem!

Cuidados De Pele – “Alergia Ao Sol”

9 Jul

Quando começa o tempo quente (e já vamos a meio!) é inevitável que venha alguém dizer que tem alergia ao sol – e não o dizem em tom de brincadeira, numa maneira engraçada de dizer que não gostam muito do calor. Sinceramente, há três causas principais para estes sinais e sintomas e podem, ou não, ser directamente relacionados com o sol.

alergia sol sensibilidade

quatro causas principais para este desconforto e borbulhinhas vermelhas que surgem com o calor e o sol, dão imensa comichão e não são nada bonitas. Uma das principais causas, por mais idiota e simples que pareça, é o protector solar inadequado ou fora do prazo! Fazer alergia ao protector solar é mais comum do que se pensa e sinceramente, quem é que usa protector solar se não for sair de casa? Assim, é muito mais fácil culpar o sol do que o protector solar de há dois anos… ou mais!

A segunda causa mais comum é suor ácido. Quando está sol fica mais calor, quando fica mais calor suamos mais e quando o suor é ácido sensibiliza a pele. Pronto, não é uma imagem muito bonita e elegante, mas todos sabemos que é verdade. Para aliviar isto, beber muita água e menos sumos (porque a maioria das frutas é ácida e os refrigerantes ainda são piores) é o primeiro passo. Depois, reforçar os alimentos alcalinos também pode ser uma solução. Nestes alimentos incluem-se rabanetes, beterrabas, cenouras, brócoles, couve-flor, espinafres entre outros. Como vêm, tudo saudável e acessível! (Não sei se sabem, mas adoro cozinhar. Um dia trocamos receitas!).

A terceira causa é o perfume! Álcool e produtos químicos, tudo misturado, levado ao sol… dá asneira. Além de poder deixar marcas inestéticas no bronzeado, mesmo que não se apanhe sol directo basta o calor da pele a reagir com o perfume para poder haver desconforto. Aqui também entram loções e geles de banho, que se não forem bem retirados no duche juntamente com o suor acumulado (ver parágrafo anterior).

E agora a verdadeira “alergia ao sol”, a rash do calor que ainda é mais comum nas crianças. Surge quando as glândulas de suor ficam obstruídas – quando são as glândulas sebáceas a ficar obstruídas temos a famosa acne e quando são as sudoríparas (de suor), temos esta alergia. Para piorar, a fricção da roupa ainda torna o problema pior! A solução é procurar o fresquinho e usar loções de calamina (o Caladryl que toda a gente conhece) – se o caso for sério o médico ou o farmacêutico podem recomendar cremes medicamentosos, mas têm mesmo de ser estes profissionais a analisar o caso e recomendar pessoa-a-pessoa.

E vocês? Alguma vez tiveram “alergia ao sol”?

Cuidados De Pele – Manter O Bronzeado

31 Jul

Sim, porque se estivemos ao sol e ficamos com uma cor que consideramos bonita, queremos que ela dure o mais possível! Vamos ver como fazer?

Lamento informar quem já foi de férias que tem um bronzeado duradouro começa antes mesmo da exposição solar. Antes do primeiro dia de praia, convém depilar e esfoliar. Quase todos os métodos de depilação envolvem alguma esfolição e não queremos esfoliar a pele já morena: é que, se o fizermos, o bronze vai embora! Além disso, queremos esfoliar as partes que não depilamos porque, já tendo a pele esfoliada já não a temos que esfoliar tão cedo e, além disso, a pele esfoliada ganha um bronze mais uniforme – é também por essa razão que é imperioso ter a pele bem hidratada! Alguns dias antes ou, pelo menos, na noite anterior, convém usar uma boa loção corporal. Eu cá gosto das d’ O Boticário ou de usar Steam Cream, mas a preferência é puramente pessoal.

Bronzear gradualmente é a melhor maneira de manter a pele morena. Ou seja, ir bronzeando aos poucos, aumentando o tempo de exposição solar aos poucos cada dia, faz com que a nossa pele retenha mais a cor. A outra coisa essencial é o uso de after sun. Tenho um artigo sobre o tema que podem consultar clicando aqui.

Um truque é ir usando bronzeadores sem sol progressivos. São cremes que vão depositando um bocadinho de cor de cada vez que são usados. Se estão a ganhar cor naturalmente, aplicar este produto em dias alternados, ou um dia sim, dois dias não, basta. Estes produtos tingem levemente a pele e dão uma cor mais natural do que os bronzeadores sem sol tradicionais.

Finalmente, não sou nada dada a conselhos nutricionais aqui no blog, mas a verdade é que uma alimentação rica em vitamina E e em zinco vai, regra geral, dar um melhor aspecto e condição à pele. Alimentos com estas vitaminas são brócolos, alperces, maçãs, melancia e amendoins. Alimentos com beta-caroteno (cenouras, principalmente) e as tão famosas bebidas com este composto vão fazer com que a pele escureça mais depressa, mas a tendência a ganhar um tom um pouco alaranjado aumenta! Assim, a moderação na alimentação é essencial e, sinceramente, as bebidas não me estão a convencer em nada. Claro que beber água suficiente também promove uma pele bonita, mas isso já não influenciará directamente o bronzeado.

 

Cuidados De Pele – Apanhei Um Escaldão! E agora?

9 Jul

Apanhar um escaldão pode acontecer a qualquer um. É uma coisa da vida e, por muito que nos protejamos, pode acabar por acontecer. Só o tempo pode curar um escaldão, mas há alguns truques para ficarmos mais confortáveis.

Primeiro é preciso sabermos se o que temos é uma queimadura de primeiro ou de segundo grau. A diferença é simples: há bolhas ou não? Se não houver (que é o mais comum), então temos uma queimadura de primeiro grau.

Assim que sentirem a pele a queimar devem ir para dentro de casa. Ir para a sombra ajuda, mas não é ideal já que os raios solares são, em parte, reflectidos pela areia, água, alguns pavimentos, paredes etc.

Para as queimaduras de primeiro grau, a ideia é não irritar a pele. Nada de colocar cremes, creme gordo ou pomadas – é absolutamente proibido. Porquê? Porque estes produtos contêm gordura e a gordura vai aquecer em contacto com a pele quente e isso vai piorar a situação.

Se possível, tomem um banho para aliviar a sensação de queimadura e para remover restos de protector solar, areia, pó… Se não tiverem uma banheira e se não vos for possível enchê-la, tomem um duche mas diminuam a pressão da água o mais possível. A água deve ser fria, mas não gelada: mais ou menos à temperatura ambiente seria o ideal. Quando saírem do banho, não se esfreguem na toalha; em vez disso, sequem-se dando leves batidinhas, mas se for possível, evitem as toalhas.

Um remédio caseiro que funciona às mil maravilhas são compressas de leite. Para fazer, basta juntar partes iguais de água e leite à temperatura ambiente e aplicar usando um material suave. O leite seria, idealmente, magro ou meio-gordo – é a proteína do leite que vai ajudar a pele a regenerar. Depois, basta pegar numa t-shirt ou outro tecido suave, molhá-lo nesta mistura, torcer até sair mais ou menos metade do líquido e deixar estar na pele por cerca de 5 a 10 minutos. Reapliquem uma ou duas vezes e vão ver que se sentem melhor.

A última coisa a saber sobre queimaduras de primeiro grau por conta do sol é que o after sun e os produtos com aloé vera fazem maravilhas. Usem e abusem, vão ver que se sentem melhor.

Por outro lado, se a vossa queimadura for de segundo grau (ou seja, se houver bolhas), o mais importante de tudo é não rebentar as bolhas. Se o fizerem, arriscam-se a uma bela de uma infecção que pode até deixar marcas permanentes. De resto, devem fazer tudo o que referi a cima e, se usarem after sun, assim que este seja absorvido, usem uma pomada antibiótica nas bolhas.

Em caso nenhum devem usar anestésicos locais ou anti-histamínicos locais porque estes podem irritar a pele que, já de si, vai estar irritada.

Eventualmente, para casos mais sérios e até de possível insolação, é preciso procurar ajuda médica. Claro que a devem procurar se não se sentirem bem, mas se tiverem febre acima de 38ºC, arrepios, enjoo, tonturas ou se sentem a queimadura a ficar pior, devem ir às urgências.

Espero ter ajudado e, já sabem, não se esqueçam do protector solar! Com escaldões, é sempre melhor prevenir.

A História Do Protector Solar

20 Maio

Acharam mesmo que lá por ser uma semana especial eu vos ia deixar sem “lição” de História? É claro que não! Hoje vamos falar um bocadinho sobre a protecção solar através dos séculos e até fazer um bocadinho de “futurologia” para tentar adivinhar o que nos espera no futuro.

Se têm lido os meus artigos sobre a História da maquiagem, sabem que durante a vasta maioria da História da Humanidade era desejável ter-se a pele clara. Por isso, ao longo do tempo, as pessoas fora inventando e descobrindo maneiras de se proteger do sol que não fossem simplesmente ir para a sombra ou cobrir-se da cabeça aos pés.

No antigo Egipto, além de não ser desejável deixar a ele ficar muito bronzeada por questões sociais, a saúde também era muito importante. As pessoas não se queriam queimar e, digamos que com temperaturas a chegar até bem perto dos 50ºC no deserto, evitar uma queimadura não é assim tão fácil. Assim inventaram-se poções com variadíssimos ingredientes, incluindo jasmim para recuperar a pele e extractos da planta do arroz para absorver os raios solares.

Um pouco por toda a Asia sempre foi e ainda é usual usar uma pasta espessa de arroz para proteger do sol.  As mulheres que iam apanhar arroz faziam esta pasta com esse mesmo arroz desfeito uma espécie de farinha e um pouco de água e reaplicavam-na durante o dia. Isto impedia que a pele ficasse bronzeada, mas também deixava a pele luminosa, já que funcionava como uma máscara de beleza.

Antes de se descobrir a existência dos raios UV, pensava-se que o escurecimento da pele e as queimaduras eram causadas pelo calor. Só no século IXX é que se descobriu a composição da luz e os efeitos que esta tem na pele humana.

Só em 1928 é que o primeiro protector solar ficou disponível nos Estados Unidos, mas não era muito eficaz nem muito usado. Só nos anos 30 é que o Mundo viu a invenção do protector solar que conhecemos hoje em dia mas ninguém sabe muito bem quem o inventou. É que tanto Eugene Schueller (que viria a fundar a L’Oreal) como Franz Greiter inventaram cremes parecidos mais ou menos na mesma altura embora se encontrassem em partes diferentes do Mundo. Franz Greiter acabou por criar a marca Piz Buin que ainda hoje existe e é muito boa apesar de, claro, os produtos terem evoluído muito.

Imagem Publicitária da Piz Buin de c. 1959

Imagem Publicitária da Piz Buin de c. 1959

Durante a Segunda Guerra Mundial, Benjamin Green, um Farmacêutico Americano inventou uma espécie de gel vermelho que protegia os soldados do sol. Imaginem vaselina vermelha! Testou-a na sua cabeça (já que era careca!) e depois disponibilizou-o para o exercito. Infelizmente este gel não era muito eficaz a proteger da radiação e manchava a roupa. Green reformulou o seu produto para que pudesse ser usado por toda a gente, mesmo depois da Guerra. Assim nasceu a famosa Coppertone.

Uma das primeiras campanhas publicitárias da Coppertone

Uma das primeiras campanhas publicitárias da Coppertone

Em 1962, Franz Greiter “volta a atacar” e estabelece o SPF como medida para a protecção solar. Assim, fica-se a saber que a sua formulação original de protector solar teria um SPF de apenas 2. Pois… Está explicado!

Hoje em dia já se sabe muito mais sobre o sol e os seus raios. Por exemplo, sabe-se que a roupa de algodão não protege eficazmente contra os raios solares a não ser que seja muito grossa. É por isso que a roupa com protecção SPF tem vindo a ganhar adeptos e há já várias linhas disponíveis.

Estão a decorrer estudos para comprimidos que tornem a pele mais resistente aos raios UVA e UVB e, na minha opinião, é por aqui que passa a protecção solar no futuro. Mas é uma das tais coisas, “quem viver, verá”.

7 Mitos e Questões Frequentes Sobre Protectores Solares

18 Maio

Há sempre questões e mitos que é preciso combater activamente no que diz respeito a cosméticos e a cuidados de pele. Com os protectores solares não é diferente. Se tiverem mais questões ou dúvidas, deixem-me um comentário já que terei todo o gosto em vos responder.

1.Se o meu protector solar for resistente à água, basta aplicar uma vez. 

Este é um mito muito comum. O facto de um produto dizer que é resistente à água não quer dizer muito: quer apenas dizer que é resistente à transpiração moderada e à humidade do ar. No verão, e estando ao sol, a transpiração é mais intensa e, como tal,  a resistência à água fica muito diminuída. Assim, não, não basta aplicar o protector solar uma vez – é preciso aplica-lo a cada 2 a 3 horas enquanto se está ao sol e sempre que se for à água.

2.Será que o SPF da minha base chega?

A resposta categórica é não. E sabem porquê? Porque a base dificilmente é o primeiro produto que colocamos no rosto e isso é super importante como já falámos aqui no site, já que a protecção solar oferecida por este tipo de produtos é química. Antes da base, costumamos usar, pelo menos, creme hidratante e é por isso que a base só não chega. Além disso, nunca ou quase nunca aplicamos quantidade suficiente da base para que ela tenha o SPF que diz na embalagem. E ainda além de tudo isto, que é que reaplica base de duas em duas horas (como se deve fazer com protector solar enquanto estamos expostos)?


3.Um protector solar SPF 60 protege o dobro de um SPF 30.

Também é um mito. O que está provado hoje em dia é que um SPF 2 bloqueia os efeitos de cerca de 50% dos raios do sol, um SPF 15 bloqueia os efeitos de cerca de 94% dos raios solares e um SPF de 30, bloqueia os efeitos de cerca de 97% dos raios solares. Já um SPF 100, bloqueia 99% desses efeitos. Assim, a diferença entre um SPF 30 e um de 60 é quase nenhuma.  Aliás, a não ser para casos muito específicos, deve usar-se um SPF entre 15 e 30, já que os mais altos não oferecem muito mais protecção, mas são mais caros e mais difíceis de aplicar.


4.Se o meu hidratante tiver SPF 15 e o meu protector solar tiver SPF 30, tenho uma protecção de 45 (15+30).

Infelizmente, não é assim. A protecção solar é tão alta quanto a que for dada pelo primeiro produto a tocar a pele. Assim, se aplicarmos um protector solar de SPF 15 e outro de 30, a protecção solar vai ser equivalente ao de 15, por exemplo.


5.O protector solar do ano passado ainda está bom este este ano.

Se se deve usar duas colheres de sopa para o corpo de cada vez, re-aplicar a cada duas horas e se um frasco de protector solar tem em média 10 a 12 colheres de sopa de protector solar, porque é que o protector solar do ano passado ainda existe? Pronto, pode ter ficado esquecido na mala ou podem ter comprado a mais, mas é preciso pensar se se está a usar protector solar suficiente. Posto isto, o SPF vai diminuindo a partir do momento em que o frasco é aberto. Depois de um ano, o SPF já diminuiu e ao fim de três, já está muito reduzido por isso, embora ainda possam utilizar o protector do ano passado, é preciso prestar atenção aos efeitos e se virem que já não funciona da mesma maneira, deitem-no fora.

verão, praia, areia, estrela do mar
6.Será que sou alérgico(a) ao protector solar?

É pouco provável. O que pode acontecer é que a alergia a um componente específico do protector solar. Os protectores solares têm uma mistura de ingredientes, diferentes e em proporções diferentes de uma marca para a outra. Assim, se não se sentirem bem com um protector solar, experimentem outra marca ou até mesmo outra linha da mesma marca, já que isso pode perfeitamente resolver o vosso problema.

7.O protector solar é pegajoso e desconfortável, por isso aplico pouco mas estou protegido(a) à mesma.

Não. É mesmo importante que se use a quantidade suficiente para garantir que a pele fica toda protegida e protegida por igual. Há estudos que provam que, se não se aplicar o protector solar convenientemente, o SPF pode baixar até à raiz quadrada – o que quer dizer que, por exemplo, um SPF de 15 passa para 4 e um de 50, para 7!

Aplicação Do Protector Solar

17 Maio

Esta é a parte mais importante – aplicar o protector solar correctamente é o que faz com que a protecção seja efectiva e adequada e tenhamos aquilo pelo qual pagamos.

Soa trivial e simples, mas aplicar protector solar não é assim tão linear. Primeiro, se o protector solar for químico (falamos disso ontem), é imperativo que seja o primeiro produto a ser aplicado na pele. Nada de hidratante, base etc. Como vimos ontem, este produto precisa de ser absorvido e, se for aplicado outro produto antes, a absorção não vai ser igual. Ainda se o protector solar for químico, é preciso lembrar que se deve aplicar o produto cerca de 20 minutos antes de sair de casa. Independentemente do protector solar que se escolher, devemos levá-lo connosco já que se deve re-aplicar a cada duas a três horas ou quando em contato com a água/houver suor excessivo. Atenção ao facto de que se o produto que escolhemos é resistente à água, isso significa apenas que ele vai resistir ao suor e respingos, mas não a natação, por exemplo.

pele bronzeada aplicar protector

Sabem se estão a aplicar protector solar suficiente?  Aqui também há diferenças entre os protectores solar químicos e os não-químicos (chemfree). Para os químicos, aplica-se duas colheres de sopa no corpo se se usar fato de banho (também conhecido por maiô ou maillot), quase três se for bikini ou calções. Claro que se formos muito altos ou mais cheiinhos, precisamos de mais protector solar, da mesma maneira que para pessoas mais baixinhas ou mais magras, é preciso menos. Ainda falando de protectores solares químicos, se estivermos vestidos e só precisarmos mesmo de usar no rosto e pescoço, basta cerca de meia colher de sopa.

Para os protectores solares não químicos (os tais chemfree, com base em minerais), é preciso usar menos protector solar já que fazem uma espécie de filme fino porém eficaz. Para o corpo vestido com um fato de banho, cerca de uma colher de sopa; para o corpo vestido com bikini ou calções, uma e meia colher de sopa seria o ideal. Se for só para o rosto e pescoço, mais ou menos uma colher de chá (isso mesmo!) é o suficiente. O truque para aplicar uma quantidade tão pequena de creme no rosto é colocar o creme na ponta dos dedos e fazer “pintas” na cara e depois espalhar essas “pintas”.

Aplicação De Protector Solar Mineral

Aplicação De Protector Solar Mineral

O único problema destas medidas é que ninguém vai andar com uma colher de sopa para trás e para a frente. A solução é abrir a mão com a palma virada para cima e, com a outra mão apertar o frasco de protector solar para que se faça uma linha grossa que vai da ponta do dedo do meio até ao pulso. Pronto, aqui está mais ou menos uma colher de sopa de protector solar. Quem diria que carregamos as nossas próprias colheres-medida?

SPF, UVA e UVB

15 Maio

No seguimento do artigo de ontem sobre o sol e o fototipo, hoje avançamos mais no tema do protector solar. Já viram o caixa de título do site? Está com uma linda bandeirinha da “semana especial do protector solar”!

SPF, UVA e UVB são as letras que é preciso saber ao comprar um protector solar. SPF significa Sun Protection Factor (Factor de Proteção Solar) e é geralmente explicado como sendo a “força” de um protector solar. Ao contrário da crença popular, o número que normalmente segue a sigla SPF não é a percentagem de proteção que produto tem, mas é o número de vezes que protege a pele mais do que a pele estaria protegida sem nada. Ok, é um pouco confuso, mas vamos a um exemplo, porque é mais fácil de entender: um SPF 15 vai dar à pele 15 vezes a proteção que esta teria contra os raios solares se não se tivesse aplicado nenhum produto.

UVA e UVB são as radiações que sol emite e que actualmente se pensam causar danos à pele humana. Uma maneira fácil de saber os efeitos destes raios é dizer que os UVA provocam envelhecimento precoce (aging, em Inglês) e que os UVB provocam queimaduras (burning, em Inglês). Hoje em dia, pensam-se que são igualmente perigosos para saúde e é por isso que se vê protector solar que protege tanto contra os raios UVA como contra os UVB – são os chamados filtros solares de largo espectro.

Agora que sabemos o que procurar no rótulo frente protector solar (que tipo de proteção que ele oferece- UVA, UVB ou ambas- e quanta proteção se vai ter -o SPF), o que devemos procurar no rótulo de trás? Esse mesmo, com todas aquelas letras minúsculas e ingredientes “esquisitos” que são difíceis de pronunciar e que às vezes nos esquecemos de ver? Amanhã é esse o nosso tema.

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