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O drama da Acne

19 Out

Hoje convidei a consultora de imagem Soraia Farinha do Love Your Style para vir cá falar connosco. Se é verdade que talvez o trabalho dela seja mais direccionado para a moda e imagem como um todo, também é verdade que é maquilhadora profissional e que o seu trabalho é muito bom! Espero que visitem o blog dela e conheçam melhor o trabalho desta Algarvia de adopção.

O meu drama com o acne…….

O meu drama com o acne começou bem cedo na minha vida, mal a adolescência chegou as malditas borbulhas vieram com ela. Toda a minha cara era um campo de batalha para as hormonas: borbulhas vermelhas ou prestes a implodir, pontos negros que mais pareciam crateras negras, oleosidade até mais não, manchas, you name it i have it.

Depois de muitos cremes e tentativas frustradas, só mesmo depois de uma consulta no dermatologista, e outra na ginecologista (sim porque é importante trabalhar também a parte hormonal), é que finalmente consegui ver alguma luz ao fundo do túnel.

Na altura, tinha eu os meus 15Copiar uma entrada/16 anos, e o senhor dermatologista ao olhar para a minha cara, receitou-me resmas de cremes com uma rotina de aplicação de doidos, que consistia em andar a hidratar a minha pele de 2 em 2 horas.

Ora sendo eu uma adolescente a frequentar o secundário, essa rotina significava que teria de ir todos os intervalos para a casa de banho besuntar a cara com um creme super espesso para que a minha cara passa-se a parecer um holofote de tanta oleosidade?! Yeah right!!

Está-se mesmo a ver que a minha disciplina no cumprimento da rotina de aplicação dos produtos foi bastante deficiente, no mínimo. Para além disso o tratamento era complementado com a toma de comprimidos que actuavam internamente ao nível da renovação celular da pele.

O tratamento durou 6 meses e nem tudo correu lindamente, pois quando somos jovens tudo é um drama, e o meu era de andar com a pele a escamar. Lá está porque é que a rotina da hidratação era importante, mas entre andar a escamar ou a escorrer óleo, resolvi optar pela primeira.

Foram 6 longos meses, todos os dias lá estava eu em frente ao espelho a admirar a minha pele, e mesmo que esta estivesse uma desgraça (e normalmente estava!) eu notava as pequenas diferenças, conseguia ver umas réstias de pele saudável aqui e ali a surgirem lentamente, e isso deu-me alento para começar a ser mais disciplinada em relação aos cuidados de rosto, e mais criteriosa na escolha dos produtos que usava.

Sem dúvida que a disciplina (ou a preguiça) é o nosso pior inimigo do que toca a cuidados de rosto: desmaquilhar, limpar, tonificar e hidratar todos os dias, de manhã e à noite, foi uma rotina complicada de instituir, mas hoje posso dizer orgulhosamente que estou convertida.

Este é um post diferente, trata-se da partilha de uma experiência pessoal, com a qual muitas pessoas se podem identificar, e como tal, a mensagem que gostaria de passar é que nada se consegue sem trabalho, e com a nossa pele o princípio é o mesmo. Se não formos disciplinados, se não tratarmos da nossa pele com todo o amor e carinho, não podemos exigir milagres, e muito menos ficar tristes porque não temos uma pele tão bonita como a da nossa amiga.

Na maior parte das vezes, termos a pele dos nossos sonhos (atenção que não há peles perfeitas, o Photoshop não é real) está ao nosso alcance. Dá trabalho, mas sem dúvida que vale MUITO a pena.

Passando à parte prática da questão, vou agora mostrar alguns dos produtos que usei após o tratamento dermatológico e que muito me ajudaram a conseguir uma pele mais saudável. Atenção, que estes são os produtos que resultaram comigo, cada caso é um caso e antes de optarem por algum produto investiguem-no a fundo, e se necessário, peçam aconselhamento profissional.

Uma das marcas que mais me ajudou foi a Clinique. Desde logo a marca foi-me indicada pelo meu dermatologista, tanto a nível de cuidados de rosto, como ao nível da maquilhagem, principalmente na questão da base que é o produto que mais interfere na qualidade geral da pele do rosto. Após muita pesquisa sobre a marca, quando me dirigi à loja tive a sorte de encontrar uma consultora da marca, uma óptima profissional, que me orientou na escolha de uma rotina que se adequasse ao meu tipo de pele, que é mista com um elevado grau de desidratação, que não se cingiu aos três passos convencionais de cada linha da marca.

Enquanto a Clinique tratava das borbulhas, poros, oleosidade e outras imperfeições, tive de procurar novos aliados para me ajudar com a desidratação, e após uma longa buscar encontrei a solução na Dior.

Durante alguns anos estes foram os produtos que fizeram parte da minha rotina diária:

Desmaquilhar e Limpar

Desmaquilhar e Limpar

Desmaquilhar convenientemente a pele é IMPORTANTÍSSIMO, e muitas pessoas esquecem-se que limpar e desmaquilhar não é a mesma coisa. Uma pele bem limpa é meio caminho andando para uma pela saudável, acreditem!

Tonificar E Hidratar

Tonificar E Hidratar

Depois de limpar, era importante tonificar e hidratar, e aí entrava a linha anti-blemish que é excelente. Mas como sentia que minha pele precisava de água/hidratação urgente, passei a usar um cuidado mais específico para esse campo, e ele veio através do Hydralife da Dior, que passou a ser o meu creme de noite.

Dior Hydra Life Pro Youth Sorbet Cream

Dior Hydra Life Pro Youth Sorbet Cream

Para além destes cuidados diários, houve ainda mais três produtos que ajudaram a fazer a diferença:

Anti-Blemish Solutions Liquid Makeup

Anti-Blemish Solutions Liquid Makeup

Ajuda imenso com o acne e com a oleosidade, com acabamento mate aveludado e cobertura moderada. Um boa aposta para o dia-a-dia.

Anti-Blemish Solutions Oil Control Cleansing Mask

Anti-Blemish Solutions Oil Control Cleansing Mask

Máscara purificante à base de argila. A sensação de limpeza é imediata, deixa a pele bem suave, pronta para receber o tratamento seguinte.

Esta máscara hidratante, em conjunto com o creme de noite também da Dior, foram a solução para os meus problemas de desidratação. Acabou-se a pele constantemente a escamar, principalmente na época de mais frio, em que não havia base que ficasse bem na pele.

Máscara Hydralife Dior

Máscara Hydralife Dior

Mais uma vez volto a referir que estes foram os produtos que resultaram comigo, com a minha pele, mas achei por bem falar neles, pois boas referências de produtos nunca são demais, e mesmo que esta rotina tal como está não seja adequada para todos, pode ser que um destes produtos possa realmente ser aquele do qual já andam à procura à algum tempo. Quero também transmitir a mensagem de que não desistam de procurar os produtos certos para vocês, pois eles existem, só temos é de ser persistentes e exigentes!

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O que muda aos quarenta?

17 Out

Adorar beleza e não conhecer o Coisas E Cenas é um pecado capital! Ok, não conhecer o Invicta Maquiagem também, mas isso já são outros quinhentos. Hoje esta fantástica blogger vem falar-nos do que muda quando já se viram 40 ou mais Primaveras, algo que eu, do alto dos meus 25 anos não posso comentar com grande propriedade. Espero que este post enriqueça todos como me enriqueceu a mim e que não se esqueça de ir ver Coisas E Cenas logo de seguida.

beleza o que muda aos 40

O que muda aos quarenta?

Francamente? Nada. Absolutamente nada.

Com quarenta anos, e apesar da primeira celulite que chegou aos 35, dos cabelos brancos que mancham a melena alaranjada e dos vincos que começam a tatuar-nos a cara, a vida afigura-se tão divertida e prometedora como aos vinte, mas com a vantagem de nos conhecermos melhor, de sabermos exatamente o que queremos (e de não termos medo, caso não saibamos) e de termos um poder de compra que nos permite umas extravagâncias janotas.

De resto… bom, constate-se o aspeto de muitas das minhas camaradas de luta, todas entradas nos temidos -entas: a Kate Beckinsale, a Heidi Klum, a Sofia Vergara, a Naomi Watts, a Uma Thurman, a Jennifer Anniston, a Hale Berry, a Jennifer Lopez, a Elle Macpherson, a Monica Bellucci, a Rachel Weisz, a Robin Wright… enfim (podia estar aqui eternamente) tudo gente feiosa e manifestamente acabada, correto? Pois não.

Mais: conheço não sei quantos punhados de gente que não é atriz nem cantora nem modelo nem celebridade e tem tão bom aspeto como estas senhoras, que são apenas uma pequena amostra do bem que os quarenta nos fazem: a mesma destreza física, um corpo como o queremos (se o quisermos) e a sabedoria para nos tratarmos como deve ser.

Serviu o introito para chegar justamente aqui e a questão que se coloca é: há cuidados especiais que devamos ter aos quarenta anos? Pois há. Aos quarenta como aos trinta e, se eu tivesse tido juízo, também aos vinte e aos quinze. Mas mais vale tarde do que nunca, pelo que vamos lá.

Foi preciso chegar muito perto dos quarenta para perceber que pele oleosa não é sinónimo de pele hidratada, muito pelo contrário (ou pelo menos, sem qualquer relação), e que usar batom vermelho ou roxo ou rosa choque não é só para as festas, e que os óleos são os nossos melhores amigos, e que em vez de lutar com o cabelo que temos devemos tirar proveito dele, e que a moda é o que nos fica bem e nos diverte, não o que as tendências ditam (na verdade, em termos de moda sempre fui mais precoce). A pessoa tarda, mas acaba por não falhar.

Vai daí, em termos de cuidados de rosto e corpo, há coisas de que não prescindo, como sendo:

  •  Jamais deixo de passar creme de corpo, seja sob a forma de manteiga ou loção – o que importa é manter a pele hidratada, sempre, todo o ano (só de me lembrar como permitia que as minhas pernas ficassem com aspeto escamoso na adolescência, só me apetece voltar atrás no tempo para me auto-esbofetear);
  • Nunca não retirei toda a maquilhagem do rosto. Nunca – e isto não é sequer negociável, quanto mais desculpável; –
  • as unhas (das mãos, sempre, e dos pés no Verão) têm de estar sempre imaculadamente impecáveis (perdoe-se-me a redundância, mas há coisas que mexem comigo): verniz lascado pura e simplesmente deveria equivaler a crime de lesa-majestade. Se está lascado, tira-se, pronto;
  • No rosto, é imperativo buscar (até encontrar) a rotina de pele perfeita, aquela que torna a hipótese de sairmos à rua sem maquilhagem uma eventualidade, em vez de uma hipótese que nos aterroriza: séruns, cremes, óleos e máscaras de tratamento são uma absoluta necessidade, se não queremos chegar aos cinquenta com a cara feita numa uva-passa;
  • Se se puder, privilegie-se a qualidade, em detrimento do preço: como dizia não sei quem, se a pele é o nosso maior órgão e se faríamos qualquer coisa para ter um coração ou rim janotas, por quê descurar a pele?;
  • Exercício físico: qualquer um, onde quiserem. Mas mexam-se: têm até à menopausa para ter um corpo de vinte anos (mas com muito mais estilo), sem peles descaídas ou gorduras de que não gostam (porque se gostarem, é tratar delas com carinho, só não vale é passarem a vida a queixar-se) – tratem dele.

Quanto ao meu cabelo, devo dizer que deve ser uma das minhas características mais marcantes, que muito estupidamente só assumi nos últimos quatro ou cinco anos. Passei metade a vida a querer esticar o que era ondulado e a querer ser loira quando sempre fui castanha-escura-dourada (cenourinha no Verão). Estraguei o cabelo com tintas, descolorantes, secadores e pranchas, até que um dia pura e simplesmente decidi que ele seria quem quisesse. E ele quer ser comprido e encaracolado/ondulado, sendo que lhe oculto os brancos com uma tinta da minha cor de Verão (que é mais arruivada do que seria no Inverno), que me salienta as sardas e encaixa em tudo o resto, e que uso a cada 5 ou 6 semanas, mais ou menos. Trato-o o melhor possível, sem o agredir: deixo-o secar ao natural (só aliso a franja – que, já agora, rejuvenesce sempre), uso produtos indicados para cabelos secos ou encaracolados na lavagem e hidratação/nutrição, um óleo nas pontas, e qualquer coisa que ajude os caracóis a formarem-se e manterem-se, apesar da humidade (de outro modo, pareceria que me teria ligado à corrente elétrica, em determinadas ocasiões).

E quanto à maquilhagem? Há coisas proibidas aos 40? Há: o mau gosto. Na maquilhagem como na moda. Mas esse deveria ser interdito em qualquer idade, ou seja: desde que o que vestimos e usamos nos saliente as qualidades e camufle as caraterísticas menos bonitas, está bom assim. Por outro lado, nunca subestimemos o poder que a escolha de um look pode ter: sobre nós, sobre os outros e, necessariamente, sobre os nossos dias – ou seja: o segredo é cuidarmo-nos, sempre, seja qual for a idade que o nosso registo de nascimento diz que temos. No que toca à roupa, calçados e acessórios, são a minha paixão mais antiga: não há estação em que não compre carradas de trapos (e afins) novos e me aventure a conjugá-los com os velhos, criando todos os dias as vestes de quem me apetece ser. Normalmente, ando no alto de dez (ou mais) centímetros, o que me permite ter o metro e oitenta que sempre quis (a minha grande pancada prende-se com os sapatos, desde sempre), gosto de calças justas, de saias lápis, de blusões de pele, de carteiras muitas, de pulseiras sempre (não sei o que é usar o pulso nu), de relógios e de camisolas quentinhas. Adoro biquínis e tenho uns trinta; se pudesse viveria meio ano de havaianas nos pés e pele a saber a mar.

Na maquilhagem… a maquilhagem é um prazer diário (exceto aos fins de semana, onde a pele tem honras de SPA: máscaras e mais máscaras e a possibilidade de descansar do resto da vida). Normalmente, uso tudo aquilo a que tenho direito: a escolha do primer, da base (que não pode ser mate nem luminosa e que não compro no supermercado – os quarente já nos permitem estas excentricidades), dos produtos para dar cor, sombra e luz ao rosto, dos que me salientam a cor e a forma dos olhos, do batom (o último a que aderi, mas em força!), constituem um ritual diário a que me dedico com um cuidado quase cirúrgico (que não necessariamente moroso) – porque muitíssimo prazeroso. A coleção aumenta em função dos apetites e não das necessidades, o que é ainda mais divertido.

Se calhar muda muita coisa aos 40. Mas para melhor, sempre para melhor.

Post Scriptum: aquela coisa de que “tenho quarenta mas sinto-me com vinte” não é um mito urbano, acontece mesmo. Acho que estou condenada a ser uma velha gaiteira (mas em bom).

Cabelos – 3 Dicas Para Lidar Com Cabelo Oleoso

29 Set

É aquele cabelo que parece melado e escorrido, não aguenta um dia sem lavar, fica melado por tudo e por nada. Por vezes é acompanhado de uma sensação desconfortável no couro cabeludo e/ou pontas secas. Hoje, 3 dicas para lidar com este problema.

cabelo castanho chocolate

  1. Evitar fricção e calor – Esfregar o couro cabeludo ao lavar não faz “desincrustar” a gordura, apenas faz com que que as glândulas sebáceas, que produzem óleo, se sintam compelidas a produzir ainda mais óleo. Aqui estão mais dicas sobre como lavar o cabelo.  O mesmo efeito têm secadores em excesso dirigidos à raiz, o uso de chapéu quando não absolutamente necessário (casos de muito sol ou de muito frio, fora isso, não se deve usar), esfregar a toalha na cabeça para secar o cabelo, escovar em demasia, etc. etc.
  2. Evitar champô para cabelo oleosos – O champô ideal é um mais suave, isto porque o champô para cabelos oleosos é muito agressivo e a médio e longo prazo acaba por estimular a pele a produzir mais óleo. Já para não falar de alergias e couro cabeludo desidratado, ambas condições que levam o cabelo a ser ainda mais oleoso – é um ciclo vicioso! É a mesma razão pela qual quem tem pele oleosa deve fugir de produtos de limpeza demasiado agressivos. Nas primeiras lavagens o resultado pode deixar a desejar, mas o cabelo acaba por se habituar à nova rotina e novos produtos. Aliás, se experimentarem champô seco, vão ver que o cabelo depois de algumas semanas até se habitua a só ser lavado dia sim, dia não porque as glândulas não sentem necessidade de produzir tanto óleo.
  3. Atenção ao condicionador e tintas – É importante usar condicionador se se tiver o cabelo comprido, claro, a oleosidade da raiz não chega às pontas e não as protege. É importante que se proteja e hidrate o cabelo para que ele seja mais bonito e também no caso de quem pinta o cabelo. Há inúmeras cabeleireiras que recomendam que quem tem o cabelo oleoso pinte ou faça madeixas, eu própria caí pela primeira vez na conversa quando tinha 12 anos – nada mais ridículo, porque a parte do cabelo que efectivamente fica mais seca é o comprimento, que de si já é mais seco e nem sequer produz óleo. O couro cabeludo fica efectivamente mais seco uns dias (e ninguém no mundo pinta o cabelo todas as semanas! E se o faz, não devia), mas além de isso ser causado por um dano químico que já de si é mau, o couro cabeludo depois “vinga-se” e quando recupera da agressão, produz ainda mais oleosidade (tecnicamente é sebo que se chama, mas eu odeio tanto essa palavra, até me põe os nervos em franja!). Voltado ao condicionador e máscara há já condicionadores ligeiros no mercado, mas ainda assim, quem ache que que são muito pesados pode perfeitamente aplicar o condicionador primeiro e o champô depois! Assim, se o champô não for incrivelmente agressivo, o cabelo vai reter a hidratação que precisa sem colar.

Quem tem mais dicas para cabelos oleosos? Por favor partilhem! Em breve falarei de cabelos secos e qualquer dica que possam deixar também será grandemente apreciada!

Bullying

16 Set

Não é sem ter o coração apertado que venho falar deste assunto. À primeira vista pode até nem ter a ver com o Invicta Maquiagem, mas na verdade até tem. Tem porque eu fui vítima de bullying e uma das coisas pelas quais mais atacada fui foram os problemas de pele (tive um caso de acne bastante grave até aos 13/14 anos) e o facto de gostar de me vestir de uma maneira que não correspondia ao que os meus colegas de escola achavam que eu devesse usar. Passaram-se muitos anos até eu ser capaz de falar neste assunto, sempre o evitei, mas hoje em dia penso que se, ao contar o que aconteceu, puder ajudar alguém a sentir-se menos só, estou a fazer algo positivo.

bullying stops here

O bullying pode acontecer na escola ou no trabalho, com pessoas de qualquer idade. Intimidar, espalhar boatos, magoar física ou psicologicamente podem constituir bullying. Tendo eu sido vítima de agressões físicas e psicológicas, posso dizer que as palavras podem magoar muito mais. Quando eu era mais novinha não se falava de bullying, agora fala e sabe-se o que é, por isso antes era muito mais difícil pedir ajuda. Eu sei que muita gente vai virar costas, mas acreditem que muitas das pessoas que viram costas ou sofriam na escola e viram costas para não se relembrarem disso ou então eram eles próprios a fazer os outros sofrer. Ao longo dos anos fui descobrindo isso e entristece-me muito.

Na altura falei a professores que ignoraram, falei a funcionários que disseram que era apenas uma brincadeira e que as outras crianças faziam bem em fazer pouco de mim por eu não saber aceitar uma brincadeira e, por fim, resolvi falar com a minha Mãe. Um dos professores chegou a dizer-me que quando estamos zangados descontamos isso em quem mais gostamos e que se os meus colegas me estavam a tratar mal é porque gostavam muito de mim. Na altura não disse nada, mas hoje sei que isso é uma perfeita estupidez. Se fosse hoje, se eu soubesse na altura o que sei hoje, teria conduzido as coisas de uma maneira diferente. Teria falado primeiro com os meus pais e pedido que eles fossem à directoria da escola e lá exercessem pressão para que o caso se resolvesse. Sei que muita gente não fala por medo que tudo se torne pior, mas acreditem que ficar calado é o pior que se pode fazer – sofrer em silêncio não é sinal de bravura. Além disso, numa situação como esta, os nossos pés e as nossas mãos estão atados. Quando estas situações acontecem na idade adulta, no trabalho por exemplo, é outra história. Os adultos têm outro jogo de cintura e são capazes de lidar com as coisas de outra maneira e procurar ajuda de um jeito que não é possível às crianças e adolescentes. Não quer dizer que não precisem de ajuda, podem precisar, mas é mais fácil saber procurar um conselho amigo ou profissional.

Queixem-se, falem, se têm 10 disciplinas falem aos 10 professores, alguém vos vai ouvir. Se não ouvirem, falem com outros professores da escola, falem a todos os funcionários, falem aos vossos pais ou irmãos, falem a toda a gente que vos der meio minuto de atenção. Algumas pessoas podem ignorar, mas alguém vos vai ajudar, acreditem nisso. É muito importante que os pais, em especial, não tentem tomar o assunto nas próprias mãos e tirar satisfações com os agressores, afinal não estão lá a toda a hora e podem surgir represálias. Tentem ajudar e guiar, ensinar os vossos filhos a lidar com as adversidades (caso contrário nunca o saberão fazer), falem e discutam o assunto mas com outros pais e professores – os pais têm muito peso e influência junto dos professores e directores. Os jovens devem perceber que são amados e entendidos em casa, mas neste caso tratar directamente com os colegas do filho não será o melhor procedimento. Dar ferramentas para lidar com a realidade e um abraço apertado com muito carinho de Mãe ou de Pai ensina muito mais da vida do que tirar todos os obstáculos da frente. Há casos extremos, claro que há, mas devemos tentar resolver as coisas com muito bom senso.

Evitar quem nos provoca e intimida é uma solução temporária, e também não devemos procurar a companhia de quem não gosta de nós, mas não podemos passar a vida a fugir e esconder a cara. Há várias maneiras de tentar fazer com que aquele momento passe, ignorar e não reagir ou, então, virar costas até, se for possível- regra geral, se as pessoas virem que não nos afectam tendem a parar, mas ainda assim, devemos fazer queixa. Só cada pessoa pode escolher o que pensa que irá resultar melhor na sua situação.

Quando o bullying é na Internet, é muito importante reunir provas. Tirem “print screens” de tudo o que acharem minimamente importante e relacionado. Na Internet as coisas vão e vêm, é fácil apagar e desdizer, mas tendo uma prova do que se passa, é mais fácil que alguém nos ajude. Na escola tive uma colega que estava a sofrer com sms de ameaças de morte por gostar de um rapaz que não pertencia ao “grupinho” dela. Ela guardou as mensagens e só assim foi possível ajudar. De contrário, seria palavra contra palavra e os agressores são inocentes até que se prove o contrário.

Há o mito (sim, mito) de que as crianças são doces e inocentes, mas não é sempre assim. As crianças podem ser muito cruéis e ter o propósito de magoar outra pessoa. Muitas vezes não estão bem em casa, ou são outras pessoas completamente diferentes em casa e vai daí que ninguém se acredite que chegam à escola e maltratam outros colegas. Contudo, acontece, e é muito mais frequente do que possamos pensar.

A mensagem final que quero deixar é que o que as pessoas nos fazem de mal é o reflexo da personalidade e da (falta de) carácter delas. Nada tem a ver connosco e não é culpa nossa. Não somos nós que somos maus e temos pouco valor – são eles que estão errados, não somos nós. Não há nada, absolutamente nada, que justifique os maus tratos a nenhum ser vivo, muito menos a uma pessoa.

Cuidados De Pele – 7 Razões Para As Borbulhas Não Irem Embora

26 Ago

Quem tem ou alguma vez teve borbulhas sabe do que falo. Todos sabemos que usar produtos adequados é a chave para uma melhora visível mas há sempre alturas em que, não importa o que façamos, parece que nunca nos conseguimos ver livres deste mal. Ficam hoje 5 razões não-tão-óbvias para que não nos consigamos livrar das borbulhas, mas antes aproveito para lembrar que mais informação sobre acne pode ser encontrada nos artigos Acne I, Acne II e Mitos Sobre Acne.

acne borbulhas causas persistência

  1. Maquiagem desadequada ou em mau estado – muitas vezes, quando se tem acne, a vontade é cobrir e disfarçar e não há nada de mal com isso, desde que se faça tudo bem feito! Alguma maquiagem, nomeadamente as bases formuladas para peles com borbulhas (recomendo particularmente a Anti-Blemish Solutions Liquid Makeup da Clinique) e os correctores que ajudam a secar a borbulha na qual são aplicados, podem até ser uma “mão na roda”, mas o facto é que com uma má aplicação, não há pele que resista! A base deve ser aplicada com um pincel limpo (pincel sintético típico de base que pode e deve ser lavado todos os dias em caso de pessoas com acne, fazendo uso de água morna e sabonete comum e que, por ser sintético, seca em poucas horas) ou, então, com uma esponja descartável (as esponjas em forma de trapézio têm 3 faces que podem aplicar a base de forma conveniente, de modo que se se tratar sempre da mesma pessoa, uma esponja serve para 3 utilizações e deve depois ser deitada ao lixo). As bases em creme ou compactas geralmente não são adequadas para peles com acne por não serem oil-free na sua maioria, mas se houver alguma que usem, deve-se retirar um pouco do produto do recipiente para as costas da mão e daqui aplicar no rosto – nunca, mas nunca, mas nunca na vida devemos colocar o pincel que já esteve no rosto dentro do produto porque estaríamos a levar as bactérias que causam a acne para dentro do produto e da próxima vez que o usássemos estávamos a transferir as bactérias de novo para a pele. Tal não se passa com pós porque a bactéria precisa de uma certa humidade para viver, coisa que o pó, de si, não tem em quantidade. O que se pode passar com os pós, e isto para pessoas com pele oleosa tenham ou não acne, é ficar uma espécie de filme por cima do pó e, para evitar isso, o melhor mesmo é passar um lencinho de papel por cima do pó compacto depois deste ter sido utilizado;
  2. Idas ao ginásio – Não, não, antes que me culpem por terem passado longe da porta do ginásio porque eu disse que fazia borbulhas, deixem-me explicar. O exercício em si faz muito bem à pele, disso não há dúvida, mas o suor, misturado com roupas apertadas e muitas vezes sintéticas, nem por isso. Claro, isto tem mais a ver com a acne no corpo, mas a dica é não usar roupa de material sintético, não usar roupa apertada e usar um bom gel de duche depois da actividade física intensa;
  3. Espremer – Já sabemos, mas vou reforçar. Nada de espremer borbulhas, nada de tocar no rosto com as mãos sujas, nada de deixar o cabelo cair para o rosto na esperança de que este esconda as borbulhas. Tudo isto só promove o crescimento de mais e mais bactérias que vão criar mais e mais acne;
  4. Alergias desconhecidas – As alergias e sensibilidades mais ligadas ao acne e das quais nem sempre nos lembramos são leite magro, detergente da roupa e/ou amaciador, champô, perfume, amidos modificados e carne de animais alimentados com amidos modificados e ainda alguns medicamentos. Não quer dizer que tudo isto cause acne ou que todas as pessoas que têm acne tenham estas alergias, mas pode perfeitamente acontecer. Outros alimentos que frequentemente causam acne são as algas, a soja e ainda tudo quanto contenha cafeína. Passar para o leite meio-gordo ou gordo, mudar de marca de detergente, mudar de champô, deixar o perfume e os produtos com fragrância de lado por uns tempos e experimentar comida orgânica a ver se faz diferença pode ajudar e muito! Claro que não se deve fazer tudo ao mesmo tempo, senão nunca se ficará a saber o culpado ao certo! Se a alergia for à medicação, convém falar com o médico, já que pode haver uma alternativa de tratamento sem este efeito secundário. É muito normal com a pílula anticoncepcional e, não raras vezes, mudado de pílula, a pele melhora numa questão de dias. Ah, e claro, não se esqueçam de beber água em quantidade adequada;
  5. Clima – O clima muito seco, não necessariamente quente ou frio, afecta a pele levando-a a extremos – a pele seca fica mais seca e a pele oleosa fica mais oleosa. Com o aumento da oleosidade, é normal que haja mais borbulhas. Um reforço no hidratante oil-free não comedogénico é a solução! Hidratar a pele oleosa é fundamental sempre (embora fique esquecido muitas vezes), mas em particular quando o tempo não ajuda;
  6. Lençóis – farto-me de dizer isto aqui no blog, acho que nunca escrevi nada sobre acne em que não referisse isto. Lençóis, em especial as fronhas, sujos são do pior. Quem sofra de acne deve, na pior das hipóteses, trocar de fronha duas vezes por semana! A oleosidade e as bactérias ficam ali, num ambiente quentinho e confortável e se nós gostamos da caminha, porque não haveriam elas de gostar? Toalhas de rosto também se enquadram aqui, mais vale usar uma toalhinha menor e lavar mais vezes do que ter mais borbulhas só pela preguiça de a lavar. Se é verdade que lavar o rosto vezes a mais é muito prejudicial, a higiene da roupa que mais contacta connosco nunca é excessiva. Claro, como já disse, um detergente ao qual não se seja alérgico e o uso de tecido natural (algodão ou linho neste caso) é muitíssimo importante;
  7. Produtos não adequados – nem toda a gente é igual, nem todas as peles são iguais. Lá porque um produto diz na embalagem que é combate a acne, ele pode ou não resultar no nosso caso particular. Quando experimentamos um produto, devemos dar-lhe algum tempo para que ele faça efeito e normalmente não é logo na primeira utilização que vamos ver o efeito. Contudo, se não nos sentirmos bem com o produto, se nos provocar uma sensação desagradável como arder ou picar, é porque não se adequa a nós. Além disso, um produto pode, sim, ser forte demais para uma pele oleosa – há a noção de que não, que a pele oleosa aguenta com tudo, mas lembro que uma pele em que se usa um produto demasiado agressivo se sente ataca e reage produzindo mais óleo, já que esta é a sua maneira de se defender.

A acne é uma doença de pele e que pode ser controlada. Afecta o corpo, mas também a mente e a história de que “passa com a idade e é parte do crescimento” não é assim tão simples. Informação é poder!

Cuidados De Pele – “Alergia Ao Sol”

9 Jul

Quando começa o tempo quente (e já vamos a meio!) é inevitável que venha alguém dizer que tem alergia ao sol – e não o dizem em tom de brincadeira, numa maneira engraçada de dizer que não gostam muito do calor. Sinceramente, há três causas principais para estes sinais e sintomas e podem, ou não, ser directamente relacionados com o sol.

alergia sol sensibilidade

quatro causas principais para este desconforto e borbulhinhas vermelhas que surgem com o calor e o sol, dão imensa comichão e não são nada bonitas. Uma das principais causas, por mais idiota e simples que pareça, é o protector solar inadequado ou fora do prazo! Fazer alergia ao protector solar é mais comum do que se pensa e sinceramente, quem é que usa protector solar se não for sair de casa? Assim, é muito mais fácil culpar o sol do que o protector solar de há dois anos… ou mais!

A segunda causa mais comum é suor ácido. Quando está sol fica mais calor, quando fica mais calor suamos mais e quando o suor é ácido sensibiliza a pele. Pronto, não é uma imagem muito bonita e elegante, mas todos sabemos que é verdade. Para aliviar isto, beber muita água e menos sumos (porque a maioria das frutas é ácida e os refrigerantes ainda são piores) é o primeiro passo. Depois, reforçar os alimentos alcalinos também pode ser uma solução. Nestes alimentos incluem-se rabanetes, beterrabas, cenouras, brócoles, couve-flor, espinafres entre outros. Como vêm, tudo saudável e acessível! (Não sei se sabem, mas adoro cozinhar. Um dia trocamos receitas!).

A terceira causa é o perfume! Álcool e produtos químicos, tudo misturado, levado ao sol… dá asneira. Além de poder deixar marcas inestéticas no bronzeado, mesmo que não se apanhe sol directo basta o calor da pele a reagir com o perfume para poder haver desconforto. Aqui também entram loções e geles de banho, que se não forem bem retirados no duche juntamente com o suor acumulado (ver parágrafo anterior).

E agora a verdadeira “alergia ao sol”, a rash do calor que ainda é mais comum nas crianças. Surge quando as glândulas de suor ficam obstruídas – quando são as glândulas sebáceas a ficar obstruídas temos a famosa acne e quando são as sudoríparas (de suor), temos esta alergia. Para piorar, a fricção da roupa ainda torna o problema pior! A solução é procurar o fresquinho e usar loções de calamina (o Caladryl que toda a gente conhece) – se o caso for sério o médico ou o farmacêutico podem recomendar cremes medicamentosos, mas têm mesmo de ser estes profissionais a analisar o caso e recomendar pessoa-a-pessoa.

E vocês? Alguma vez tiveram “alergia ao sol”?

Cuidados De Pele – Associação Portuguesa da Psoríase

28 Maio

Já aqui falamos um bocadinho sobre psoríase, vimos o que era, sinais e sintomas e quais se julgam ser as causas. Porém, esta doença atinge 250.000 pessoas só em Portugal, 2% da população mundial, 3 a 5% da população europeia e merece definitivamente uma atenção extra aqui no Invicta Maquiagem. Todos conhecemos alguém que sofra de psoríase, nem que sejam a Kim Kardashian, a Stacy London (do programa “What Not To Wear”) ou a Cameron Diaz!

skincare cuidados de pele

Estimo que, por mês, receba aqui no Invicta Maquiagem cerca de 300 visitas de pessoas com psoríase e o blog ainda não é assim tão grande ou popular quanto isso (mas há-de ser!!!). É muita gente. E por ser muita gente é que eu resolvi pedir ajuda para vos dar mais informação sobre este problema. Falei com a Dr.ª Fernanda Santos, farmacêutica e membro da Direcção da PSO – Associação Portuguesa da Psoríase, que dá apoio a todos quantos sofrem com esta doença. Foi uma conversa interessante que vos deixo aqui em forma de resumo.

[Invicta Maquiagem] O que é a PSO e em que consiste?

[Dr.ª Fernanda Santos] É uma entidade sem fins lucrativos, com âmbito de intervenção a nível nacional. Actualmente, promove e dinamiza campanhas e contactos com o intuito de alertar, despertar e sensibilizar a sociedade para a discriminação social e profissional de que são alvo os cerca de 250 mil portugueses que sofrem de psoríase. Como princiapais objectivos, podemos apontar promover a melhoria da qualidade de vida dos portadores de psoríase, no seu contexto pessoal, profissional e social e promover iniciativas de índole social e cultural com o propósito de esclarecer e sensibilizar a opinião pública acerca das características da doença, bem como desenvolver esforços no sentido de o Serviço Nacional de Saúde reconhecer a psoríase como doença crónica. Há mais informação sobre os nossos objectivos no nosso site, que é www.psoportugal.com

[IM] Como surgiu?

[FS] A PSO é o resultado da união de um conjunto de pessoas que, em 2004 sentiu a necessidade de criar uma associação que defendesse, apoiasse e desse voz aos doentes de psoríase de várias formas.

[IM] Quem se pode tornar associado e como? Quais as vantagens de o fazer?

[FS] Todos se podem tornar associados, independentemente de terem ou não esta doença de pele. As vantagens passam pelo simples facto de que quantos mais formos na Associação, mais força teremos. Quem quiser associar-se por entrar em contacto connosco através do nosso site.

[IM] Se só pudesse dar uma informação a todas as pessoas, qual seria?

[FS] Viver bem com a psoríase é possível, basta que se procure estar bem. Há muitos estudos que também são disponibilizados pela PSO em que o doente pode aprender muito. Por exemplo, algo que é pouco sabido sobre esta doença é que a exposição moderada e consciente ao sol melhora, e muito, os episódios!

[IM] Tem alguma marca ou produto de referência para os doentes de psoríase?

[FS] Marcas são sempre muito subjectivas, o que importa é que se tenha prazer em aplicar determinado produto. Se eu não gostar da textura, do toque de um produto, nunca o vou usar, ou vou usar poucas vezes. É preciso olhar, perceber, pedir feedback e nunca, mas nunca, usar algo de que não se gosta. Outra questão é que, na minha opinião, devemos ir mudando de produtos, não só para experimentar, mas também para não nos cansarmos.

[IM] O que tem a dizer sobre o estigma que sofrem pessoas com psoríase?

[FS] No fundo, no fundo, o estigma percebe-se. A maioria das doenças de pele tem um estigma associado. A psoríase é uma doença que se vê e que deixa sinais. A única maneira de combater o estigma é informar, informar toda a gente ao nosso redor. Algumas pessoas sentem-se melhor ao usar maquilhagem (apropriada) para disfarçar o problema, e não há nada de errado nisso, mas não devem nunca esquecer de que informar os outros vai fazer com que o estigma desapareça. Esta doença não é contagiosa e a pessoa com psoríase pode e deve levar uma vida normal.

[IM] O que deve fazer uma pessoa que suspeite que possa ter esta doença? 

[FS] Muitas vezes a primeira paragem é na Farmácia. Mostrar as manchas, falar em descamação… Um bom profissional vai poder aconselhar e encaminhar! Vai ajudar a manter a restante pele sã e vai poder acompanhar com mais proximidade do que um médico. Claro que a ida ao médico é obrigatória, mas o primeiro passo pode sim ser dado na Farmácia.

Cuidados De Pele – 5 Dicas Para Pele Muito Oleosa

16 Abr

Falo aqui com conhecimento de causa, se hoje a minha pele é mista, sensível e facilmente desidratável, um dia foi tão oleosa que lavando o rosto ao sair de casa, no intervalo da escola a meio da manhã, só tinha vontade de a ir lavar outra vez. Ficam as 5 principais dicas para lidar com a pele muito oleosa.

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  1. Evitar sulfatos – em produtos de limpeza, o que tem um nome que comece ou acabe em “sulfato” ou “sulphate” é, regra geral, prejudicial. Vai deixar a pele com a sensação de limpa e sem oleosidade, mas a verdade é que a mensagem que se vai estar a enviar à pele é para aumentar a produção de óleo porque aquele “não chega”. O que nós queremos, em última análise, é diminuir a produção de óleo para, eventualmente, normalizar a pele e não aumentar a produção do mesmo! Evitar água muito quente pelo mesmo motivo;
  2. Usar sempre, sempre, sempre, instantaneamente após limpar o rosto um hidratante. Estamos a retirar o excesso de óleo da pele ao lavá-la e vamos querer colocar água no seu lugar- só com o hidratante ideal o podemos fazer. O “truque” é escolher o hidratante certo – deve ser “oil free”, leve e que dar conforto. Não deve deixar a pele com um resíduo oleoso, mas também não a deve deixar a sentir-se repuxada. É um longo caminho até encontrarmos o hidratante ideal nas peles oleosas, mas vale muito a pena; é isto e só isto que vai “curar” a pele oleosa e progressivamente regulá-la para que deixe de produzir tanto óleo;
  3. Máscaras de argila, uma vez por semana, absorvem impurezas e óleo acumulado. Não deixar na pele mais do que 10 a 15 minutos (conforme a marca usada, gosto da Sampar e da Avène), limpar a pele com água fria e colocar imediatamente o hidratante;
  4. Na maquiagem, um bom primer “segura” a base, uma base matificante mantém a pele bonita, um bom pó fixa a base (se necessário) e os papelinhos de absorver óleo devem ser utilizados sempre que preciso e sempre antes de todo e qualquer retoque – colocar pó em cima de óleo é má idea porque dá um aspecto “empastado”. Convém lembrar que o óleo tende a escurecer a base depois de algum tempo, de modo que é preciso experimentar a base na pele por umas boas horas antes de decidir que tom comprar;
  5. Não acreditar em tudo o que se ouve. Há muitos mitos em torno da pele oleosa – desde algo tão simples como o “passa com a idade” até à mirabolante história da menina que lavou a cara com Sonasol (detergente para o chão) e nunca mais teve borbulhas. Pesquisa e informação são importantes para qualquer pessoa em qualquer idade, mas para os mais jovens e que muitas vezes mais sofrem com a pele oleosa é ainda mais importante. Cabe também aos pais, no caso dos jovens, dar uma mãozinha e ajudar a informar.

Maquiagem – 5 Dicas Para Fotografia

5 Abr

Ontem mencionei maquiagem para quem vai ser fotografado e resolvi elaborar um bocadinho!

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  1. Antes de mais há aqui que destrinçar fotografia com ou sem flash – enquanto que sem o uso de flash ou luzes particularmente fortes devemos focar-nos mais na intensidade correcta da cor e em evitar contrastes e linhas demasiado definidas (ou seja, esbater/esfumar bem), com o uso de flash devemos prestar também atenção ao produto que usarmos e à possível reflexão da luz, preferindo as texturas mate nos olhos e faces para evitar o look oleoso na fotografia;
  2. A foto tem tendência a “deslavar” a cor. Diz-se que qualquer cor fica dois tons mais clara em fotos. Mais intensidade de cor pode valer a pena, mas sem exageros. Nada como tirar uma foto experimental a ver se a maquiagem ficou bem. Na impossibilidade de usar a câmara com que se vai ser fotografado, uma câmara digital ou mesmo a do telemóvel pode ser útil;
  3. Bases com SPF e com particulas reflectoras dão-se muito mal com o flash, sendo que as primeiras reflectem e dão uma cor fantasmagórica e esbranquiçada à pessoa, as segundas fazem a pele oleosa. Cores mais quentes são melhor fotografadas e o pó translúcido tem tendência a deixar a pessoa acinzentada na foto (usar pós de rosto mais amarelados corrige a situação, por mais leve que seja a cor).
  4. Cuidado com o corrector, especialmente nas olheiras! Correctores demasiado claros, com demasiada reflexão, demasiado espessos e pegajosos não são boa ideia. O fenómeno que ocorre nas celebridades e é conhecido na Internet como “Panda Invertido” (círculos brancos em redor dos olhos) é causado por o uso do corrector/correctivo errado. A evitar!
  5. Máscara preta é essencial para destacar o olhar, contudo eyeliner preto e sombra preta em demasia carrega o olhar, especialmente em fotos tipo passe. Intensidade, sim, mas cuidado com os contrastes especialmente em pele mais clara. O mesmo vale para as sobrancelhas: preencher é boa ideia, mas nada de cores demasiado escuras.

Maquiagem – Fixar A Base

15 Mar

É terrível dar um abraço a alguém e o nosso rosto ficar marcado no casaco dessa pessoa, mas é uma das desvantagens de usar base e também sofro com isto. Fui pesquisar e há formas de atenuar este facto da vida e aqui ficam.

Como fixar a base

Uma pele bem hidratada é o primeiro passo para tudo, e para aplicar uma base de maneira a que ela dure mais também! Um primer pode ajudar, mas o que surte mais efeito mesmo é “trabalhar” bem a base. Isto é como que tentar fundir a base com a pele, massajando-a no rosto com a mão ou o pincel. Assim, não há tanto excesso de base à superfície! Com o mesmo efeito, pode-se pressionar um lencinho de papel no rosto logo após a base ter sido aplicada.

Há bases transfer-proof, ou seja, à prova de transferência – por exemplo, a DiorSkin Extreme Wear, a Revlon Colorstay e a Pro LongWear (da MAC). Contudo, tendem a ser bem pesadas e a ter uma cobertura total. Para usar estas bases mas com um aspecto mais natural, misturar um bocadinho de primer ou creme hidratante na base vai tornar a mesma mais transparente, mas mantendo a característica de fixação.

A maneira mais comum de tentar fixar a base é o pó, quase sempre translúcido (já que se tiver cor, mancha da mesma maneira). Não sinto que funcione particularmente a nível de impedir a transferência da base – funciona para manter a base no sítio durante o dia todo… desde que não se lhe toque! Se quiserem tentar, usem uma borla em vez de um pincel e pressionem bem uma pequena quantidade de pó no rosto – não arrastem, não espalhem, pressionem apenas. Outra “solução”, passa por abolir o uso de base e aplicar corrector só onde necessário.

Conhecem mais alguma dica? Partilhem comigo!

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