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Cuidados De Pele – Supermercado vs. Perfumaria vs. Farmácia

17 Set

A eterna guerra! Será que há mesmo diferenças que justifiquem as disparidades de preço?

farmácia perfumaria supermercado

 Haverá vantagens e desvantagens em comprar seja onde for, e cabe a cada um fazer as suas escolhas. Porém, há coisas que devemos saber.

Supermercados – Os preços são mais em conta e os produtos são, muitas vezes, de marcas nossas conhecidas devido à publicidade intensiva. A meu ver as principais desvantagens é que raramente temos testers para conseguir ver texturas e aromas, os produtos são quase sempre facilmente abertos por outras pessoas (já que não há ninguém a tomar conta) e não há maneira nenhuma de termos quem conheça os produtos e nos aconselhe. Mesmo que haja um(a) promotor(a), ele/ela só vos vai recomendar os produtos da marca ou marcas que lá está a representar. Regra geral, relacionamos os produtos de supermercado a uma menor qualidade, e por vezes, com determinadas marcas, até é verdade. Conseguem baixar os preços porque a matéria prima é, em certos casos, de uma menor qualidade e quando os ingredientes são piores, o produto final deixa a deseja. Hoje em dia já se vê uma preocupação maior em recomendar cada produto a cada tipo de pele, o que é muito bom, mas duvidem sempre de produtos com muito pouca informação na embalagem. Se querem e precisam comprar em grandes superfícies e não conhecem o produto em si, façam uso dos recursos que têm disponíveis, nomeadamente na Internet e pesquisem opiniões de outras pessoas! E lembrem-se também que o barato sai caro – em questões de pele principalmente, trata-se de um investimento na nossa saúde.

Farmácia – Os preços são muito semelhantes ao que encontramos em muitos dos produtos de supermercado, mas com uma outra qualidade porque muitas das marcas são recomendadas por profissionais (dermatologistas, esteticistas e farmacêuticos). Muitas vezes até há promoções e há sempre a possibilidade de pedir este ou aquele produto que a farmácia não tem mas pode encomendar. Há um aconselhamento de profissionais treinados para poder ajudar (claro que, como em todo o lado, há bons e maus profissionais), os produtos são apresentados aos funcionários para que entendam bem para quem e para o quê é este novo produto e em alguns produtos há amostras e testers. Posso até ser suspeita (por ser quase Farmacêutica), mas recomendo muitíssimo os produtos de cuidados de pele de farmácia, tanto de rosto como de corpo. Uma boa farmácia vai saber ajudar-vos a escolher e ter sempre aquela atenção especial e “follow up”, perguntando-vos se estão a gostar do produto que vos foi recomendado. Quando alguém me pede indicações de produtos a bom preço, viro-me sempre para as marcas de Farmácia. Faço aqui a ressalva de que nas Parafarmácias que também vendem cuidados de pele é muito raro a pessoa que está atrás do balcão estar preparada para vos ajudar como um Farmacêutico estaria e que quase nunca têm o conhecimento do produto que tem um funcionário de uma Farmácia.

Perfumaria – Uma boa perfumaria tem funcionários qualificados para ajudar, por isso nem quero ir por este debate. Também há a questão da escolha que temos, que é muito maior – não sei até que ponto isso é bom, eu sou daquelas pessoas que, quando tem escolha a mais acaba por não comprar nada e vir para casa de mãos a abanar por não ter conseguido decidir. De resto, a grande diferença entre os produtos de perfumaria e de farmácia é, não o preço, mas a consumidor a que é dirigido. Os produtos de perfumaria têm embalagens mais bonitas e luxuosas, pesadas, brilhantes, de marca, com um perfume agradável… Pagamos tudo isto a peso de ouro (e o facto de a lojista ser comissionista, coisa mais rara em farmácia, também pesa)! Alguns produtos são bons, outros nem tanto (acontece o mesmo no supermercado e na farmácia), mas o luxo da embalagem e da marca, da textura inovadora que nada mais faz do que ser inovadora e diferente para justificar o preço são pagos e bem pagos. Posto isto, confesso-me viciada em produtos de perfumaria, como já devem ter reparado. Shiseido, Clarins, Clinique… Vocês sabem, afinal lêm as minhas reviews e sabem o que compro.

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Cabelos – Sulfatos

15 Set

Quem nunca ouviu dizer que os champôs com sulfatos fazem mal ao cabelo e/ou à saúde?  É normal que surjam dúvidas e questões sobre se será um mito ou não, por isso espero que o artigo de hoje ajude a esclarecer um pouco o assunto. Mencionei champôs sem sulfatos quando falei em como lavar o cabelo, e hoje, como prometido, vou elaborar mais.

curly hair modern pin-up short

Os sulfatos são usados para duas coisas distintas. Primeiro para que a água seja mais eficaz ao molhar o cabelo e, consequentemente, que a limpeza do mesmo seja mais profunda. Há toda uma ciência envolvente, que tem a ver com a tensão da superfície da água, mas essencialmente, é isso. O segundo uso dos sulfatos é fazer aquelas bolhas todas e a espuma que toda a gente adora e relaciona mentalmente com a limpeza. Há outras maneiras e outros ingredientes para obtermos uma limpeza eficaz e as tão adoradas bolhas, mas são mais caros e alguns não são exactamente tão eficazes quanto os sulfatos.

Uma das questões essenciais é que as bolhas não são necessárias. Certo, são agradáveis e dão-nos a impressão de que o produto funciona melhor, mas é só psicológico e um produto que faz menos espuma pode perfeitamente limpar tão bem ou melhor do que um que faz montes e montes e montes de espuma. Associamos geralmente a espuma ao luxo, na verdade. Porém, e este é um “porém” muito grande, precisamos que a água seja eficaz a molhar o cabelo, muito em especial se o cabelo for oleoso ou se usarmos bastantes produtos de styling (gel, espuma, etc.). Já agora… Sabiam que os sulfatos são uns dos maiores responsáveis por o champô arder tanto quando entra nos olhos por acidente?

Os sulfatos podem ser irritantes, podem causar alergias e são terríveis para pessoas com problemas de pele com eczema e outras sensibilidades a nível de pele. Há rumores de que eventualmente podem causar cancro, mas não há provas concretas nem estudos fidedignos, de modo que nem vamos entrar por aí, mas há uma alta probabilidade de que a exposição prolongada diminua a “qualidade” do cabelo (que o torne mais fino progressivamente). Ainda assim, os sulfatos são incrivelmente comuns! O condicionar de cabelo também os tem, os produtos de limpeza da casa, o gel de banho e o sabonete das mãos também têm, até algumas pastas de dentes os têm!!!

Quem deve tentar ao máximo evitar sulfatos são pessoas com pele e couro cabeludo sensível, pessoas com caspa, quem tenha o cabelo e/ou o couro cabeludo muito seco, pessoas com cabelo encaracolado (muito em especial quem seja de origem Africana e tenha o cabelo muito cacheado), quem pinte o cabelo ou faça permanentes ou alisamento e pessoas com o cabelo oleoso. Aqui entre nós, isto é quase toda a gente!!! Já vimos a questão da sensibilidade, e a caspa também tem a ver com a sensibilidade. Quando ao cabelo seco, se o cabelo já é seco, tirar-lhe o pouco óleo que tem vai fragilizar e secar ainda mais e não é o que queremos, certo? Quanto ao cabelo encaracolado, o uso de champôs sem sulfatos deixa o cabelo menos quebradiço, mais flexível e com os cachos mais definidos, brilhantes e saudáveis – é uma diferença que se vê quase instantaneamente, é impressionante! Quem pinta o cabelo ou o altera quimicamente de outra maneira tem também o cabelo mais poroso e danificado e os sulfatos ainda vão ajudar ao dano porque retiram a pouca protecção que os fios ainda têm por conta do pouco óleo natural que resta no cabelo depois dos tratamentos químicos. No que diz respeito ao cabelo oleoso, sei que parece esquisito. Estou aqui há tempos infinitos a dizer que o sulfato retira óleo e depois digo que afinal quem tem oleosidade no cabelo não o deve usar? Pois não, porque ao retirar oleosidade a mais ao cabelo e couro cabeludo a reacção deste é produzir ainda mais óleo assim que se adapta e habitua ao produto! Também não me parece a solução adequada ao problema.

Infelizmente, os champôs sem sulfatos não dão uma sensação de cabelo limpo como estamos habituado, o cabelo não faz aquele barulhinho de estar limpo e a sensação ao lavar não é a mesma e muita gente desiste de os usar porque a sensação não é aquela a que está habituada. Mas isto não quer de modo nenhum dizer que o cabelo não esteja limpo! É a apenas diferente.

Hoje em dia é fácil encontrar champôs sem sulfatos, mas recomendo que além de ler só aquela etiqueta no rótulo da frente que diz sem sulfatos leiam também as letrinhas pequeninas, só para ter a certeza! É algo que vale muito a pena experimentar e que pode perfeitamente mudar a nossa relação com o nosso próprio cabelo. Sabem aquele cabelo com  vida própria? Também sai beneficiado por um champô sem sulfatos.

Recomendo que leiam os comentários aqui abaixo. Os leitores têm deixado comentários carregadinhos de informação, que eu agradeço imenso, e que são um excelente complemento ao que já aqui foi escrito.

Cuidados De Pele – Óleo Mineral

14 Jan

Continuo com esta nossa missão de desbravar (pronto, vá, entender) o que se passa nos rótulos dos produtos que compramos. Hoje falamos do óleo mineral, também conhecido como parafina líquida.

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É um derivado do petróleo, usado pelas suas propriedades emolientes. Alergias são raras (mas não impossíveis) e a acusação de que entope os poros é gravemente exagerada porque não tem a capacidade de ficar sólido/seco e, como tal, fazer um efeito “tampão”.  O que acontece muitas vezes é que quem está a falar e se (des)informa em sítios não apropriados é que não presta atenção à diferença entre o óleo mineral purificado (aquele que é próprio para uso cosmético e farmacêutico) e o óleo mineral comum, que serve para outros fins que nada têm a ver com a nossa pele e o nosso organismo.

Se não parece assim muito simpático dizer que vamos usar um derivado de petróleo na pele, relembro que o petróleo é uma substância natural e há muitas pessoas que preferem os produtos o mais natural possível já que acreditam que estes são melhores e mais seguros. Aliás, vários estudos consideram o óleo mineral o ingrediente hidratante mais seguro e não-irritante até à data (e friso o “até à data”, porque nestas coisas as descobertas são o pão nosso de cada dia).

Para peles oleosas que fogem dos óleos a sete pés (bem… não é a pele que foge, mas vocês entenderam!), a textura de produtos ricos em óleo mineral não será agradável, de todo. Ainda assim, uma pequena quantidade deste ingrediente numa formulação já pronta (algo que se compre, como um creme, por exemplo), não é grave.

Conclusão: não há porque fugir deste ingrediente salvo alguma alergia ou intolerância em particular. É um ingrediente extremamente comum e, sinceramente, fugir-lhe é mais difícil ainda do que do fugir dos meus queridos amigos, os parabenos. Pode, sim, impedir o contacto da pele com o ar, mas isso não é nada que outro tipo de ingredientes também não faça!

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