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Cuidados De Pele – A Máscara Certa Para Mim

18 Nov

Nem sempre é fácil escolher estas coisas, partimos do princípio que a escolha deve ter por base o nosso tipo de pele e é bem verdade, mas há sempre mais qualquer coisa a ter em conta! Antes de mais, convém que saibamos o nosso tipo de pele.

máscara facial beleza

Pele Seca ou Sensível – É a pele que mais sofre com agressões, logo, não deve nunca descurar as máscaras para ajudar a hidratar e acalmar a pele. A máscara deve ser cremosa, sem caulino ou outro tipo de argilas e não deve ser do tipo que tem pequenas esferas esfoliantes.  Devem ser aplicadas em camada generosa, deixadas por 10 a 20 minutos e depois o excesso deve-se retirar com um disco de algodão sem esfregar. Uma boa máscara para pele seca trará um novo conforto à pele e, regra geral, podem ser deixadas durante a noite na pele desde que não contenham ácidos (ou seja, sirvam só para hidratar e não para rejuvenescer). A máscara hidratante da Avéne é a que mais gosto de recomendar.

Pele Oleosa – É o tipo de pele para o qual eu recomendo máscaras sem pensar duas vezes. Vai ajudar a controlar o óleo porque o absorve e e vai fazer uma limpeza mais profunda do que o regime de cuidados do dia-a-dia faz. As peles com acne podem e devem usar também máscaras, a minha favorita para pele oleosa e/ou acneica é a da Sampar que recomendo com imensa frequência, mas há boas máscaras de argila no mercado. O truque é usar a máscara de caulino/argila, deixar apenas 10 a 15 minutos conforme recomendado na embalagem (varia consoante a marca ou o produto em si) e usar logo de seguida uma máscara hidratante. Estamos a retirar óleo e logo a seguir a colocar hidratação, ou seja, a pele vai responder melhor e, com o tempo, a produção de óleo tenderá a diminuir. Também é uma excelente ideia para que a pele não fique demasiado sensibilizada. Já se sabe, depois de retirada a máscara para pele oleosa (deve-se retirar com água), é necessário aplicar hidratante ainda que não se deseje fazer a máscara hidratante.

Pele Mista – Geralmente é quem menos procura máscaras, mas não é que não beneficie delas! A pele mista a oleosa deve usar uma máscara para pele oleosa seguida de um bom hidratante e a pele mista a seca, deve usar uma máscara hidratante, porque hidratação nunca é demais. Uma auto-mini facial é sempre bem vinda, não é?!

As máscaras têm como principal objectivo dar um empurrãozinho ao tratamento que já fazemos, é um complemento que pode mudar tudo para melhor e, uma vez que nos habituemos a elas, não há volta a dar, apaixonamo-nos. Quem nunca experimentou deve fazê-lo na minha opinião, o quanto antes!

Maquiagem – Escolher Uma Boa Máscara

4 Out

Oh, tarefa das tarefas! Ou a amiga recomenda, ou se compra meio às cegas porque todos se excepção sabemos que a publicidade das máscaras é a mais enganosa que para aí anda! Experimentar nas pestanas antes de comprar está proibidíssimo por questões de higiene, por isso há algumas pequenas observações a ter em conta.

máscara pestanas cilios escolher

Já vimos que coisas como “testado oftalmologicamente” não significam nada ou quase nada, sabemos que a publicidade tem sempre a presença de pestanas postiças e de edição de imagem (vulgo, Photoshop), sabemos que os “estudos” que dizem que 85% das mulheres estão satisfeitas também não nos ajudam em muito porque no caso estas mulheres são escolhidas por já terem pestanas perfeitas (e qualquer máscara lhes fica bem então estão satisfeitas de certeza)… Já sabemos que há duas fórmulas básicas de máscara (para alongar, um produto mais fluido e para dar volume, um mais espesso) e que a grande diferença reside no aplicador (quanto mais gordinho, mais volume dá). Isto tudo já nós sabemos, e então o resto? Afinal como havemos de escolher?

Olhar bem para o tester é a única coisa que na verdade podemos fazer. Esta máscara estará aberta há bastante tempo e terá andado na mão de toda a gente e devemos tornar isso a nossa maior vantagem – a máscara dará indicações de como vai reagir quando já estiver em nossa casa a não estiver propriamente novinha em folha.

Ao abrir o tester devemos reparar na “boca” do tubo e no aplicador/varinha, principalmente. Devemos ver se o “stopper”, aquele anelzinho de borracha à saída do tubo está em boas condições e se está a cumprir a sua função, que é a de impedir que a varinha saia com produto a mais.  Se tal não acontecer, é garantido que o resultado vai ser um amontoado de pestanas coladas umas às outras. Voltando à forma do aplicador, um aplicador maior é apropriado para olhos maiores e para pestanas que precisem de mais volume, os aplicadores em silicone ou borracha não devem, de maneira nenhuma, ser demasiado flexíveis e moles. Não que isto tenha grande influência em como a máscara fica quando aplicada, mas acreditem que um aplicador flexível não é prático para abrir e fechar a máscara às pressas de manhã – fala a experiência!

O aroma é importante, e não, não é esquisito ficar a cheirar o tubinho. Uma máscara com um mau cheiro ou está estragada, ou vai incomodar. Não entendo muito bem o porquê do perfume na máscara a não ser que o produto cheire mesmo muito mal, mas enfim, chamemos-lhe marketing. A cor também é importante, salvo as máscaras incolores, queremos um produto pigmentado e bem! Expliquei a melhor maneira de experimentar máscara  há muito tempo, o truque foi-me ensinado pela minha Mãe logo quando comecei a gostar de maquiagem e é passar o aplicador pelos pequeninos pêlos dos braços. Vemos a cor, vemos a quantidade de cor depositada, vemos se há muitos grumos e conseguimos perceber se há volume adicionado ou nem por isso. Em algumas máscaras percebemos um alongamento, mas nem sempre é o caso, infelizmente. Todos os métodos têm as suas falhas.

Quando vou a alguma loja de cosméticos, nunca falha, vejo sempre pessoas a experimentar máscara dos testers. Sujeitam-se a apanhar conjuntive, que é não só inestética como incómoda e altamente contagiosa, bem como outras doenças que nem é bom mencionar tipo herpes (sim, é possível ter herpes nos olhos e não é nada agradável, aviso já). Eu sei, todas adoramos as nossas pestanas, mas a vaidade não vale um risco assim, pois não?

Maquiagem – Investir Num Bom Batom

16 Ago

Numa altura em que o dinheiro não cai das árvores (e alguma vez caiu?), nem toda a gente se pode dar a um grande luxo. Contudo, está provado que em tempos de crise económica as vendas de batom disparam. Isto acontece porque as pessoas sentem-se mais em baixo e têm uma necessidade de se mimar um bocadinho – como não dispõem de meios para ir 12 dias para as Caraíbas, compram algo que dê uma satisfação mais instantânea como um DVD, um par de sapatos, um batom, etc. Mas, então, como é que se sabe qual batom comprar quando queremos um miminho? Falo particularmente de batons, mas quase tudo se aplica a glosses, sombras, etc. etc.

batom lipstick MAC stand

Escolher a marca é o de menos, pelo menos na minha opinião. Claro que se há uma marca que adoramos e outra que nem podemos ver à frente, a escolha é clara. Se bem que, podendo, experimentar novas texturas, formulações e marcas pode resultar em surpresas muito positivas. Dentro de marcas do segmento médio e alto, recomendo MAC, YSL, Guerlain, Shiseido e Dior mas não gosto dos batons da Estée Lauder nem com muito boa vontade. Claro, isto é só uma sugestão, mas cada um sabe o que prefere.

Depois, para mim, vem o processo escolher o acabamento. Queremos um batom matte (sem brilho)? Um mais cremoso? Ou, quem sabe, um nacarado ou com glitter? Eu gosto de batons mate ou cremosos, sendo que os mate são os meus favoritos porque duram mais e acho mais bonitos nos meus lábios.  Para mim, um batom nacarado está logo excluído sem possibilidade de negociação. Sei de bastante gente que é incapaz de usar uma mate, por exemplo! Isto funciona mais ou menos da mesma maneira nas sombras, por exemplo. Talvez um certo acabamento não nos favoreça e daí que o evitemos (nacarados em peles maduras, por exemplo).

Por fim, a cor. Eu acho que um bom investimento é um produto que vamos usar bastante. Não adianta dar 30€ por um batom roxo malva que é lindo para o usarmos só duas vezes porque não temos onde usar uma cor tão exuberante e, com isto, deixar que se estrague na gaveta. Um cor de boca ou uma cor que seja possível usar com mais combinações e até no dia-a-dia é uma escolha mais acertada na minha opinião – não quer dizer que este passe a ser o nosso batom de todos os dias, mas assim, se o quisermos usar um dia qualquer em que sintamos necessidade de um ânimo extra, podemos usar seja qual for a ocasião ou a roupa. Por exemplo, um rosa choque nos lábios para aquela reunião que pode determinar a promoção no escritório pode não ser a melhor escolha! A maquiagem para ser mais neutra e harmoniosa deve ir de encontro ao tom de pele; tons frios pedem rosas, tons quentes pedem pêssego, por exemplo. Há margem de manobra, claro, não se pode ser tanto ao mar nem tanto à terra. A cor neutra também não precisa de ser um nude ou o tom da nossa boca, precisa simplesmente de ficar bem com uma vasta quantidade de looks.

Maquiagem – Escolher O Nude Perfeito Em 3 Passos Simples

19 Jul

Uma boca “nude”, ou seja, cor-de-pele, é um clássico moderno, mas não são raras as vezes em que a pessoa acaba por ficar com ar de doente em vez do efeito inicialmente pretendido. Qualquer pessoa pode usar um batom nude, mas a o tom do batom não pode ser o mesmo para toda a gente – como cada pessoa tem o seu tom de pele e a escolha de um bom nude se baseia nesse facto, é fácil perceber que o que fica bem à nossa amiga nos pode ficar mal a nós.

Lábios Nude maquiagem dourado editorial maquilhagem

Lábios Nude

Antes de partir em busca do tom correcto, acho que é importante estabelecer o que é um “nude lip” e porquê usar o mesmo. Um nude lip é um lábio cor-de-pele ou quase – e por “pele”, entende-se a pele do rosto e não a do lábio em si. Pode haver lábios nude com mais cor-de-rosa, mais cor de pêssego ou mais bege, com diferentes cores de base, e é aí que reside a diferença que vai fazer com que o batom X nos fique bem e o Y nem por isso. Quanto ao porquê do uso, não basta dizer que está na moda (quer dizer, até basta, mas não se resume a isso somente). É um dos pares clássicos e ideais para uma maquiagem de olhos bem forte, para que não se caia no exagero e, além disso, quando bem escolhido e bem aplicado, tem o poder de fazer com que os lábios pareçam maiores e mais volumosos. Mais, a quem interesse, há uns tempos o look smokey eye com lábios nude foi votado a maquiagem mais atraente pelos leitores de uma popular revista masculina Americana…! Vamos ao que interessa?

  1. Determinar o nosso tom e subtom de pele é o primeiro passo. Quando o soubermos, sabemos o que procurar. Quanto mais escura for a pele, mais escuro será o batom nude, podendo inclusive chegar a cores como “café com leite” ou até um bronze escuro, no caso de pessoas de pele mais escura. Quanto ao subtom, aqui o assunto já é mais delicado. Quando o subtom tem algum rosa ou azul, o batom nude deve “fugir” mais para o rosa (por exemplo, o Angel da MAC) e quando o subtom é mais amarelo ou dourado, os tons mais pêssego são melhores (como exemplo, o Xtreme Lip Cream Nude Peach Fuzz da Nyx). Os tons bege mais neutros ficam bem a quem tenha um subtom de pele neutro ou, então, regra geral, quando são mais alguns tons (três a quatro) mais escuros do que a cor de pele. 
  2. Agora é hora de experimentar! Como sabem (ou podem ver aqui) eu sou pouco ou nada adepta de experimentar maquiagem em lojas – faz parte da minha mania das limpezas, em parte. Assim, a melhor maneira de experimentar um batom nude é no pulso, na parte de dentro, logo abaixo da palma da mão. A cor deve ser do subtom já indicado e ligeiramente mais escura (dois, três tons) do que a pele em redor. Assim, sabemos que não vai dar-nos aquele ar “deslavado” que não é nada bonito e nos deixa com uma aparência nada saudável. Aproveito para mencionar que os batons nude muito mate podem fazer com que os lábios pareçam secos, de modo que se optarem por um nude mate é preciso ter cuidado extra com a condição dos lábios a usar um bom bálsamo labial antes de aplicar o batom.
  3. Se os lábios forem naturalmente escuros ou precisarem de alguma correcção (se tiverem uma marca de nascença, cor não uniforme, se forem desiguais, etc.) vale apostar num lápis de lábios. Este lápis deve ser o mais aproximado da cor da nossa pele possível e não necessariamente ao batom escolhido – assim será um lápis mais versátil para ser usado com vários batons não alterando o tom dos mesmos. Se mesmo assim não se conseguir disfarçar o que se quer, uma leve camada de corrector faz milagres! Após a aplicação do corrector, usa-se o lápis que já falamos e depois o batom que escolhemos.

Um dos batons nude mais falados de sempre é o Darling da Gosh. Supostamente é a cor ideal e universal para peles claras como é o caso da minha. Apesar de eu gostar imenso dos batons da marca, o Darling é o batom nude que tenho que menos me favorece. Isto serve de exemplo ao que já disse antes – a escolha de um batom nude é algo que se deve fazer caso a caso e mesmo que haja vários batons favorecedores para cada pessoa, não quer dizer todos o sejam!

Qual é o vosso batom nude favorito?

Maquiagem – Como Escolher Pincéis

20 Jun

Como sabem, os pincéis são essenciais para uma maquiagem bonita e favorecedora. A aplicação correcta é tão ou às vezes mais importante quanto o produto usado – acreditem, um produto bom e caro pode, quando mal aplicado, ter resultados piores do que um produto de qualidade duvidosa aplicado correctamente. 

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Já há mais de um ano que vos contei as coisas mais básicas sobre pincéis e vos falei de quais os pincéis essenciais que devemos considerar comprar. Entretanto, fica a dúvida: como comprar? Como escolher? Como é que eu sei se um pincel é bom antes de o usar?

O primeiro tópico que quero frisar é que os pincéis são um investimento e que um item de qualidade que seja bem estimado dura décadas mesmo com uso diário. Assim, ao comprar, devemos focar-nos na qualidade e não na quantidade. Eu sei perfeitamente que na Internet somos bombardeados por sets de 30 pincéis ao preço da chuva e também eu sou culpada de sucumbir à tentação! Contudo, será que a maioria das pessoas que se maquiam a sim mesmas no seu dia-a-dia precisam de 10 pincéis diferentes para maquiar os olhos quando sabemos que 2 ou 3 chegam? Comprem qualidade. Não quero dizer que a qualidade não esteja a um preço simpático por vezes, mas quando a esmola é muita, aconselho a desconfiar.

A segunda ideia é pensar no uso que vão dar. Quem usa só base em creme ou líquida não precisa de comprar um pincel de base com fibra natural, por exemplo! Cada pincel tem o seu uso e devemos conhecê-lo para fazer um juízo adequado antes de cairmos de amores por uma belezinha de pincel que nunca vai ter uso. Já agora, um pincel para esbater é arredondado na ponta e um para colocar produto é mais achatado! É sempre bom lembrarmo-nos disso quando estamos às compras.

Um bom pincel não é um pincel imensamente fofinho – os pincéis mega-fofos não agarram pó em quantidade suficiente porque o pó é agarrado nas cutículas do pêlo e um pêlo com as cutículas abertas e prontas para segurar o pó não é tão macio assim! Claro que também não deve arranhar, o bom-senso impera sempre. Experimentem o pincel no lado de dentro do pulso e logo vêm se é macio demais, áspero demais ou então perfeito (sim, ao melhor estilo “Caracóis Dourados”).

Um bom pincel é resistente. Se por um lado uma meia dúzia de cerdas soltas são normais, ficar com o pincel pela metade à primeira lavagem não nos serve. Pegar no pincel e ver se o ferrolho (parte de metal) e o cabo estão aparentemente bem presos e um puxãozinho gentil nas cerdas dá-nos logo indicação de vamos ficar mal servidos ao primeiro uso.

“O barato sai caro”, sempre me disseram e é verdade! Apostar em qualidade e comprar com consciência também é poupar!

Cuidados De Pele – Escolher Uma Esteticista

19 Jun

Ontem falei sobre um tratamento que deve ser efectuado por uma esteticista (ou um esteticista, porque não?). Enquanto escrevia o artigo e vos advertia sobre a necessidade de consultar uma pessoa competente, lembrei-me de que ainda não vos dei dicas sobre como exactamente escolher a tal pessoa. É esse o tema de hoje.

A melhor esteticista a contactar se ainda não temos nenhum ponto de referência é aquela que já trabalha com as nossas amigas ou conhecidas e da qual já conhecemos a competência exactamente por termos acessos à opinião que as clientes têm desta profissional. Posto isto, é sempre possível que não se dêem bem com a profissional que tão bem se dá com a vossa amiga. Se for este o caso, ou se não conhecerem o trabalho de ninguém, há algumas dicas para facilitar a tarefa de escolher uma boa esteticista.

Primeiro é preciso que saibamos o que queremos. Algumas profissionais especializam-se ou sabem à partida que são melhores em algum tipo de tratamento. Assim, é natural que se quiserem um tratamento de rosto a pessoa indicada pode não ser a mesma que vos faz, por exemplo, uma depilação. Claro que há pessoas que são boas em tudo o que fazem (sortudas!). Também se inclui neste ponto o sabermos comunicar o que queremos. Não tenham problemas em fazer pedidos e em explicar o que querem e gostam: por muito fora do comum que vos pareça, uma esteticista experiente já ouviu de um tudo e tem desenvoltura para lidar com pedidos. Uma boa esteticista também deve estar sempre pronta e disponível a mostrar diplomas e credenciais (provas em como é uma profissional certificada) e não tem que ficar minimamente aborrecida se lhas pedirem com educação. Se tem de haver uma capacidade de comunicação da nossa parte enquanto clientes e também bastante bom senso, por outro lado uma esteticista que parece não nos ouvir ou não fazer caso daquilo que estamos a tentar explicar não é uma boa profissional.

O reverso da medalha é que a esteticista também deve comunicar-nos coisas importantes e uma esteticista que não faça perguntas não é de confiança. Se a esteticista nunca trabalhou convosco e não vos conhece, deve perguntar-vos coisas relevantes antes do tratamento (na minha opinião deve fazer as perguntas aquando da marcação, mas entendo que nem sempre é possível). Dependendo do tratamento que vão fazer (mecânico, químico, de rosto, de corpo, a laser, a ultra-som etc.) as perguntas vão variar. Contudo, perguntas comuns são o tipo de pele (pelo menos para confirmar o que a esteticista deduziu ao olhar), que produtos usamos no dia-a-dia, o nosso estilo de vida (por exemplo, se fumamos, se bebemos bastante água, entre outros) e, principalmente, se temos alguma alergia ou problema médico importante. Devemos responder a estas perguntas sempre com a verdade e da melhor maneira possível: isso facilita o trabalho da profissional e  faz com que o nosso tratamento seja mais agradável e eficaz.

A segunda dica pode parecer um pouco fútil a principio, mas é uma questão importante. Se vamos a uma esteticista para tratar da nossa pele e vemos que esta tem a pele muito mal tratada, talvez não seja a pessoa indicada. Quem trabalha com cuidados de pele sabe que nesta área devemos ser a nossa própria montra. Claro que uma ou outra borbulha, algumas imperfeições ou pequenas marcas são aceitáveis: afinal ninguém é perfeito. Não quero incitar a julgarem alguém pela aparência, mas a verdade é que não sei até que ponto eu pessoalmente me sentiria confiante em colocar a minha pele nas mãos de alguém que não consegue cuidar de si mesma e, como tal, não vou sugerir que o façam.

Quando vão fazer a primeira marcação, sugiro que vão ao local se possível em vez de marcarem por telefone. Porquê? Porque assim podem ver a pessoa com quem estão a lidar, o tipo de local (salão, spa, gabinete etc.) já que às vezes fotos e sites podem dar a ideia errada e, acima de tudo, a higiene. Se o local vos parecer desarrumado e sujo, já sabem que devem virar costas e ir embora.

Lembrem-se: uma esteticista deve ser discreta e não contar a vida alheia (porque se conta a dos outros pode bem contar a nossa), deve estar a par das novidades (ou, então, se não vos souber responder imediatamente, deve oferecer-se para pesquisar e vos contactar assim que saiba a resposta), não nos deve forçar a comprar ou fazer tratamentos que não queremos, deve informar-nos sobre os benefícios e riscos dos tratamentos que conduz e não deve fazer promessas que não pode cumprir (estilo “este creme vai tirar-lhe 20 anos” ou “vai perder 2 tamanhos de roupa numa sessão”.).

Cuidados De Pele – Tipos De Desmaquilhante

27 Mar


Ontem falei da importância de lavar o rosto com frequência e de retirar a maquiagem. Hoje vou falar brevemente dos tipos mais comuns de desmaquilhantes que há no mercado.

    • Toalhetes – a vasta maioria é feita de TNT (tecido não tecido) de fibras de algodão, rayon e até poliéster. Estas folhas são depois embebidas numa solução de limpeza e armazenadas. Há formulações apropriadas para todos os tipos de pele, inclusive pele sensível. Já repararam que, com todos os tipos de toalhetes húmidos, os de cima secam e os de baixo estão mais molhados e são mais eficazes? Claro que isto acontece por causa da gravidade e por causa da abertura por onde retiramos os toalhetes não ser completamente hermética – na verdade, quase sempre é um simples autocolante. Para acabar com este problema, basta terem o cuidado de guardarem o pacote de toalhetes com a abertura para baixo. Assim, a gravidade puxa a humidade para os toalhetes mais próximos da abertura e também ajuda a que o não entre tanto ar pela abertura do pacote.
    • Creme/Gel– estes produtos podem ou não fazer espuma e podem ou não ser específicos para olhos. Além disso, podem ou não ser recomendados para retirar maquiagem à prova de água. O que faz um produto específico para remover maquiagem dos olhos é o facto de “arder” ou não e o que faz um um produto específico para remover maquiagem à prova de água é a quantidade de óleo que têm. Há outros factores, mas estes são os mais importantes e aqueles sobre os quais é prestada mais atenção. Para usar este tipo de desmaquilhante, humedece-se o rosto, aplica-se o produto com movimentos circulares e retira-se com água.
    • Líquido – quase sempre, os líquidos são destinados a retirar maquiagem dos olhos. Muitos são apropriados para retirar maquiagem à prova de água, mas convém sempre confirmar. O mais comum hoje em dia no que toca a soluções líquidas para serem usadas como desmaquilhates são as soluções bifásicas ou as micelares. Os bifásicos são aqueles líquidos separados, muitas vezes com duas cores (ver exemplo em baixo). A fase de cima é oleosa e a de baixo é aquosa (à base de água). Ao agitar estas duas fases, elas vão misturar-se temporariamente e e então possível humedecer um disco de algodão ou um quadrado de celulose com esta mistura e retirar a maquiagem, evitando esfregar. As soluções micelares têm ganho imensa popularidade e, na minha opinião, com toda a razão. As micelas são gotas de água com gotinhas de óleo por dentro – é a maneira mas fácil de explicar este tipo de emulsão (emulsão é uma mistura de óleo e água que é estável, ou seja, não se separa). Usam-se do mesmo modo que as soluções bifásicas mas são muito mais suaves para a pele e não deixam aquela sensação de oleosidade que os bifásicos deixam. Eu costumava usar gel, mas agora estou rendida às soluções micelares.
Desmaquilhante bifásico

Desmaquilhante bifásico

Maquiagem – Batom vs. Gloss

23 Mar


É a guerra eterna. Algumas pessoas nem pensam em tocar em batom, outras juram que o gloss é uma invenção diabólica. A verdade é que ambos têm prós e contras e que é muito comum usar os dois em conjunto. Vou tentar ser imparcial (prometo) apesar de, como muita gente, eu ter o meu favorito.

Batom

Batons

Batons

“Uma senhora nunca sai à rua sem batom”, era o que costumava dizer há muito tempo atrás. Apesar de já não ser 100% verdade, o facto é que as mulheres em geral adoram um batom. É o produto que menos sofre queda de vendas com as crises financeiras, já desde o crash da bolsa de 1929. O batom é usado por muitas culturas e há registos do uso de algum tipo de produto para dar cor aos lábios antes do tempo de Cleópatra e era de uso comum entre muitas tribos índias da Amazónia. Há batons de todas as cores que possam imaginar (até azul e verde!) e as texturas podem variar muito. Os acabamentos também vão do matte ao extra brilhante – até há batons que, quando colocados, se podem confundir com um gloss.

Antigamente os batons era quase sempre muito secos porque era a única maneira de garantir que iam durar muito tempo. Contudo, os cosméticos também evoluíram e hoje em dia os batons já podem ser bastante hidratantes. Os batons podem cobrir bem a boca e deixar um cor bastante opaca.

Gloss

Gloss

Gloss

O gloss como o conhecemos hoje está disponível desde os finais da década de 60 do século passado, mas misturar batom com vaselina ou óleo para criar uma cor mais leve e mais brilhante sempre foi uma prática comum. Deixar a boca com um aspecto húmido e hidratado é o objectivo principal por detrás deste produto, mas o gloss nem sempre é hidratante. A nível de cobertura, há glosses que cobre mais e outros que têm uma cor mais transparente. Aliás, os primeiros glosses eram transparentes. Também há uma grande variedade de cores, mas não de acabamentos. Os glosses são brilhantes e podem ter ou não purpurinas (glitter).

O gloss tem a tendência a colar, especialmente a colar o cabelo em dias de vento – é muito desagradável. Contudo, a facilidade de aplicação e o facto de que, em geral, não é necessário um espelho para aplicar, é um dos principais factores que levam à escolha deste produto. Naturalmente, sendo mais transparente, qualquer erro de aplicação ou exagero vão ser muito menos notórios.

Usar batom e um pouco de gloss por cima é uma boa ideia porque o gloss vai intensificar a cor do batom, podendo inclusive muda-la e até corrigi-la de maneira a tornar o batom um pouco mais adequado ao que procuramos. Além disso, o gloss também vai proteger a cor do batom e o conjunto vai durar muito mais do que apenas um dos elementos.

Então? Vocês são mais pessoas de gloss ou de batom? Porquê?

Maquiagem – Corrector

22 Mar

O corrector é uma base mais concentrada. É simples, não há muito mais a dizer sobre o que é o corrector.

Quem esteve atento durante a “semana da base” reparou, de certeza, que eu disse que a base não servia para cobrir e esconder tudo porque se torna muito pouco natural. Assim, há pequenas imperfeições que precisam de correcção. E como conseguir que essas imperfeições desapareçam? Com corrector, é claro. O corrector serve para tapar aquela borbulha vermelha que incomoda tanto, aquelas olheiras que teimam em não ceder, aquela manchinha que chama à atenção.

Corrector

Corrector

Já vimos o que é o corrector e para que serve. Agora vamos ver como se escolhe: eu recomendo escolher da mesma maneira que se escolhe a base. Há várias teorias sobre como escolher, mas eu digo sempre que é melhor escolher um que seja o mais próximo possível da cor da pele do rosto. Vejam o artigo sobre tons de pele e sobre como experimentar a base se tiverem dúvidas sobre como escolher a base que mais se aproxima do vosso tom de pele porque o corrector deve ser o mais parecido com a base possível.

Há correctores que iluminam e reflectem a luz e, embora a teoria por detrás deles seja boa, não acho que funcionam bem. Muitas marcas têm lançado e promovido este tipo de produto, mas continuo a não estar convencida dos resultados. A teoria que sustenta este tipo de correctores é que ao reflectir a luz, vão distrair das imperfecções da pele porque reflectem a luz. Faz o seu sentido, mas se pensarmos que tudo o que reflecte a luz vai chamar a atenção, “saltar à vista” e ser mais óbvio, também faz sentido que este tipo de corrector não resulte muito bem. Vai um pouco do gosto pessoal e do que a pessoa acha que funciona ou não: para mim, não funcionam.

Em termos de textura, eu gosto de texturas mais cremosas e espessas. Alguns maquiadores não gostam deste tipo de textura porque acham que realça as ruginhas e as pequenas linhas de expressão. Vai de encontro, outra vez, ao gosto pessoal – se bem que, finalizar com um pó translúcido vai resolver este problema. Há correctores numa textura mais líquida e também em pó (especialmente mineral. Leiam aqui sobre o que é maquiagem mineral.)

Agora falta só a aplicação. Eu gosto de aplicar com um pincel e acho que o melhor é fazê-lo depois da base. Recomendo aplicar com um pincel porque acho mais preciso e acho que se esbate melhor. Aplicar depois da base é boa ideia porque a base já cobre algumas pequenas imperfeições e, se aplicasse o corrector antes, ia estar a cobrir duas vezes a mesma área. Isto pode levar a um excesso de produto que vai ser notório depois da maquiagem terminada. Também gosto sempre de finalizar com um pó se o produto for em creme ou líquido.

Outro método popular de aplicação é usar os dedos. O calor da mão vai ajudar a derreter o corrector e vai fazer com que este seja mais fácil de aplicar, mas também pode fazer com que cubra menos. Há ainda pessoas que aplicam o corrector antes da base porque gostam de se certificar que está tudo bem disfarçado mesmo antes de aplicar a base.

O único ponto em que toda a gente parece concordar é que a aplicação deve ser feita com leves batidinhas para uma maior cobertura e que se deve esbater só o essencial para que não seja óbvio o uso de corrector.

Permitam-me um à parte: há produtos vendidos como “correctores” que são verdes, azuis, cor-de-laranja e até avermelhados. Estes produtos têm o seu lugar, é verdade. São úteis mas não são correctores “comuns”. São correctores de cor e servem para corrigir descolorações mais graves e para o uso em maquiagem para fotografia. Falaremos deles um dia, mas o que importa agora é dizer que não é esse o tipo de corrector do qual estou a falar e que ele é um assunto à parte.

O corrector é um daqueles produtos que tem um milhão de maneiras diferentes de aplicar. É algo muito pessoal e recomendo que experimentem várias maneiras de o usar até encontrarem a que acham que funciona melhor.

Têm dúvidas? Comentem ou procurem pelo Invicta Maquiagem no Facebook – cliquem!

Como Experimentar A Base

16 Mar
Bases

Bases

Finalmente! Finalmente temos uma ideia do que queremos. Sabemos a formulção que é melhor para o nosso tipo de pele (líquido, creme, pó etc.), sabemos a cor e o tom (mais claro, mais escuro, mais rosado, mais dourado) e sabemos o acabamento (matte, semi-matte etc.). É chegada a hora de sair de casa e partir à aventura – pronto, soa demasiado épico, mas dá para ver onde quero chegar. É hora de ir às compras.

Primeiro é preciso saber onde ir às compras. Um local com boa higiene e onde seja possível experimentar o produto.

Isto quer dizer que os supermercados estão fora de questão a não ser que já não seja a primeira vez que vão comprar determinada base por não se poder experimentar. A grande maioria dos supermercados também não têm uma grande variedade. Entendo que é conveniente e que há muitos locais onde o supermercado é mesmo o único sítio onde é possível comprar maquiagem, mas ver uma base naquelas luzes fluorescentes, dentro de um frasco que está dentro de um plástico não é o ideal. Escolher uma base é um processo, e um processo que requer sensibilidade e um pouco de “adivinhação” – não é preciso tornar a nossa vida ainda mais difícil!  Antes que os supermercados me comecem a odiar pelo que eu acabei de dizer, devo referir que já comprei muita maquiagem em supermercados e que não vejo problema nenhum em comprar vernizes, batons, sombras e tudo o resto nestes estabelecimentos. O meu problema é mesmo só com a base.

Isto também quer dizer que experimentar aquela base que está aberta há séculos e que está cheia de pó e sabe Deus que mais também é péssima ideia. Além da razão óbvia, as bases de teste que estão abertas há muito tempo podem ter oxidado (falámos sobre o que é oxidar ontem, quando conversámos sobre bases em pó), o que também impede que o teste de cor seja o melhor.

Já sabemos onde vamos? Óptimo! Agora é escolher a marca. Quem tenha uma marca favorita, pode tentar essa. Quem não tiver, vai ter que começar por algum lado. O meu conselho é que experimentem várias marcas para verem com a qual se dão melhor. Comecem pela marca favorita da vossa melhor amiga ou pela marca que a vossa mãe usa ou pela marca com a embalagem mais bonita. Não importa – comecem.

Com o vosso dedo indicador, tirem um bocadinho de base do tester e passem nas costas da vossa  outra mão (claro! Da mesma mão era muito difícil!). Vão fazendo isto para várias bases e tomando nota mental ou escrita daquelas que parecem ser só um pouquinho claras demais e daquelas que têm melhor textura. As que têm a melhor textura são aquelas que provavelmente vão ser mais confortáveis e as de cor levemente mais clara vão ser as mais aproximadas à cor do rosto. Assim que tiverem de 3 a 5 bases com a cor que quase parece “desaparecer” é hora de experimentar no rosto.

Peguem naquele espelhinho que têm na carteira e façam riscos verticais na zona do maxilar. Não façam riscos muito largos, não vale a pena. Corram lá fora e, com a luz do sol, analisem os riscos. Há algum que pareça desaparecer completamente? Se sim, acabaram de encontrar a vossa base. Se não, ao menos já terão uma ideia bastante boa do que procurar. Podem necessitar de pequenos ajustes na cor, mas em princípio, nada demasiado drástico.

Vêm? Demorou um pouquinho mas valeu a pena. Amanhã vamos falar de como aplicar a base para o dia-a-dia. A semana especial da base está quase no fim!

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