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Cabelo – Pontas Espigadas

17 Nov

Não há ninguém que não as odeie, pontas espigadas/duplas são o terror autêntico. Vamos saber mais sobre elas?

pontas espigadas, pontas duplas

Quando o cabelo já sofreu uma determinada quantidade de trauma, seja num dado momento seja ao longo de maiores extensões de tempo, começa a ficar com pontas duplas. São um facto da vida e naturais e até quem trate muito bem do cabelo está sujeito porque, afinal de contas, não vivemos numa bolha!

A ponta espigada começa quando o cabelo se abre e expõe o córtex, ou seja, a sua parte interna. Na verdade, isto pode acontecer ao longo do fio, mas é mais comum e mais visível efectivamente nas pontas. Não gosto da designação “ponta dupla” porque, na verdade, pode ser tripla, quádrupla, etc. etc. Há depois uma parte que se destaca do resto, parte e dá aquele aspecto fino, hirto, transparente e desagradável ao toque que reconhecemos como sendo a ponta espigada.

Um pequeno nó ou uma bolinha branca, geralmente no fim do fio, também são considerados pontas espigadas mas na verdade são bocadinhos de córtex exposto, o que também está relacionado com o cabelo danificado e em más condições. Todo o tipo de tratamentos químicos (coloração, descoloração, permanente, alisamento, etc. etc.), todo o calor em excesso (usar protector térmico é de suma importância) e todo o manusear pouco cuidadoso vai prejudicar em muito o cabelo. Juntam-se a estes factores champôs desadequados (demasiado agressivos ou incompatíveis com o nosso cabelo), a falta de condicionador adequado e de qualidade e, pior ainda, a tesoura mal afiada quando se corta o cabelo. As navalhas de cortar cabelo são também do pior que pode haver para causar pontas espigadas.

É verdade que, no cabelo que não é cortado, a ponta espigada pode evoluir e subir e o que era 1cm de ponta estragada rapidamente se torna em 2, 3, 5, 10 centímetros que precisam ser cortados. Cortar o cabelo com frequência mantém-no saudável e bonito, nem que seja só um bocadinho para nos vermos livres das pontas que estão a começar a ficar estragadas antes que o quadro se agrave.

Cada vez que o cabelo se parte, é maior a probabilidade da ponta deixada vir a ficar espigada, porque o partir do cabelo nunca é uma fractura “limpa” e delimitada, é sempre irregular, o que potencia que a ponta abra e nos dê problemas. Por isso é que escovar o cabelo em demasia tende a causar pontas espigadas – não é que a escova “desenrole” o cabelo ou entre pelo meio dos fios, é mesmo porque tende a partir o cabelo e, assim, fragilizar as pontas que já de si são frágeis.

Há no mercado inúmero tratamentos e o que parece resultar mais é a prevenção feita com óleos de cabelo sejam eles com grande percentagem de silicone (que “fecha” a ponta espigada visualmente e enquanto o produto estiver no cabelo este sente-se mais suave) ou óleo mesmo (o famoso óleo de argão é uma boa escolha). Há alguns cabeleireiros que cortam com uma tesoura apropriada aquecida, sendo que se pretende cauterizar o fio para que ele não abra – sinceramente não conheço ninguém que tenha gostado muito de resultado por isso não posso comentar extensivamente.

Contudo, lembrem-se, não há milagres e mais vale prevenir!

Deixar De Roer As Unhas

13 Dez

Não sei bem se é mais relacionado com os cuidados de pele ou se é mais um assunto de beleza, mas a verdade é que ando para abordar este assunto aqui no blog desde os seus primórdios (do blog, não do assunto!).

Roer as unhas

Antes de começar, deixe-me só dizer que eu não sou só uma pessoa qualquer que leu um outro artigo ou um livro e acha que sabe tudo sobre este… hábito. É, vamos chamar-lhe hábito. Eu costumava roer as minhas unhas e eu fiz isso por bem mais de 10 anos. Falo mesmo com conhecimento de causa da distracção e da tentação.

As nossas mãos tocam todos os dias inúmeras coisas, o que faz com que milhares de micróbios diferentes fiquem nelas. Ninguém mete uma moeda à boca nem anda a beijar o corrimão do metro, por não? Então porque é que tocamos nessas coisas e levamos aos mãos à boca? Há estudos que têm demonstrado que a concentração de bactérias é maior em torno da área das unhas – dá para imaginar que tipo de coisas é que estamos a colocar para dentro de nós?  Tanto cuidado com o que comemos e onde comemos para depois deitar tudo a perder?

Embora a onicofagia (é o nome “técnico” para quem recorre a roer as unhas) seja mais comum em crianças,  a sua forma crónica acomete adultos. É classificada como uma doença e pode ser tratada. Há estudos que ligam o roer as unhas a problemas de infância relacionados com a comunicação, mas há outros que desmentem isso. Enfim, na minha opinião, cada caso é sempre um caso. De notar é que, mesmo que não sejamos pessoas de prestar atenção ao que os outros acham de nós, andarmos com as unhas roídas nunca dá uma boa impressão de quem nós somos; os outros costumam ver pessoas que roem as unhas como indivíduos sem auto-confiança e altos níveis de stress, acabando assim por não nos achar lá muito atraentes socialmente.

Unhas vermelhas

A fim de largar o vício, deve-se primeiro decidir se se quer ou não fazê-lo. Para parar de roer as unhas, a força de vontade é a chave. Se olharem para as mãos e não gostarem do que vêm não é incentivo o suficiente, espero então que se lembrem dos problemas que roer as unhas acarreta, nomeadamente a deformação dos dedos e a sensibilização das mãos, podendo até levar a infecções sérias.

Agora que já há força de vontade, podemos tentar descobrir porque será que roem as unhas. Tédio? Stress?  Roem as unhas e nem sequer reparam? Existem muitas causas possíveis, mas só cada um pode saber exactamente porque desenvolveu este hábito. Sabendo o porquê, é mais fácil parar de roer as unhas, acreditem. Se a força de vontade e o descobrir as causas para este comportamento não for o suficiente para fazer parar, há mais dicas:

Verniz

Pastilha elástica/chiclet  – Se a causa for stress, mascar pastilha elástica pode ajudar. Não, não é muito elegante, mas é menos deselegante do que roer as unhas. Quando se sentir vontade de levar as mãos à boca, mascar pastilha elástica e vingar esse stress todo na tal dita pobre coitada, pode resultar. Pode ser difícil lembrarmo-nos de realmente colocar a pastilha na boca em momentos de stress, mas para isso existe o verniz amargo (vamos já ver).

Verniz amargo – o verniz amargo é uma sugestão muito comum enquanto “solução” para este problema, mas eu asseguro que não vai fazer absolutamente nada se a força de vontade não está presente. Este é vendido em farmácias e perfumarias um pouco por todo o lado. Quando se é uma criança, pode até ser desencorajador, no entanto há vários casos de adultos que acabaram por se acostumar com o sabor amargo. Em adultos, esse verniz serve como um “lembrete” para informar do que se está a fazer, mas não como um modo de desencorajar. Este tipo de produto tende a ser extremamente útil para as pessoas que roem as unhas inconscientemente, sem reparar. Quando não estamos sequer a prestar atenção e levamos as mãos à boca, a atenção vai ser chamada a se concentrar no sabor amargo e no porquê da sua presença. Aplicar o verniz todos os dias, sem falta, é indispensável.

Bolas de stress – Sim, bolas de stress, daquelas para amassar! Eles mantêm as mãos ocupadas quando se roem as unhas por causa do tédio. Manter algo pequeno nas mãos, mantendo-as ocupadas sempre, é boa ideia. Parece idiota, mas há pessoas para quem resulta.

Unhas bem cuidadas – É o que resulta comigo. Unhas bonitas, bem pintadas, bem limadas são elegantes e são bem caras para manter. É uma escolha: será que a vontade de roer é maior do que vaidade? Para mim, não é! Para que pode, manter as unhas pintadas ainda que de uma cor clara. Para mim, a cor clara até é o ideal por ser discreto de modo a não chamar demasiada atenção às unhas ainda não tão bonitas como seria o ideal, mas visível o suficiente para nós mesmos!

Se nada parecer funcionar, há muita ajuda online e offline – incluindo grupos de apoio. E mais, eu sei e vocês sabem que são bonitos demais para hábitos tão feios!

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