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Cabelo – Pontas Espigadas

17 Nov

Não há ninguém que não as odeie, pontas espigadas/duplas são o terror autêntico. Vamos saber mais sobre elas?

pontas espigadas, pontas duplas

Quando o cabelo já sofreu uma determinada quantidade de trauma, seja num dado momento seja ao longo de maiores extensões de tempo, começa a ficar com pontas duplas. São um facto da vida e naturais e até quem trate muito bem do cabelo está sujeito porque, afinal de contas, não vivemos numa bolha!

A ponta espigada começa quando o cabelo se abre e expõe o córtex, ou seja, a sua parte interna. Na verdade, isto pode acontecer ao longo do fio, mas é mais comum e mais visível efectivamente nas pontas. Não gosto da designação “ponta dupla” porque, na verdade, pode ser tripla, quádrupla, etc. etc. Há depois uma parte que se destaca do resto, parte e dá aquele aspecto fino, hirto, transparente e desagradável ao toque que reconhecemos como sendo a ponta espigada.

Um pequeno nó ou uma bolinha branca, geralmente no fim do fio, também são considerados pontas espigadas mas na verdade são bocadinhos de córtex exposto, o que também está relacionado com o cabelo danificado e em más condições. Todo o tipo de tratamentos químicos (coloração, descoloração, permanente, alisamento, etc. etc.), todo o calor em excesso (usar protector térmico é de suma importância) e todo o manusear pouco cuidadoso vai prejudicar em muito o cabelo. Juntam-se a estes factores champôs desadequados (demasiado agressivos ou incompatíveis com o nosso cabelo), a falta de condicionador adequado e de qualidade e, pior ainda, a tesoura mal afiada quando se corta o cabelo. As navalhas de cortar cabelo são também do pior que pode haver para causar pontas espigadas.

É verdade que, no cabelo que não é cortado, a ponta espigada pode evoluir e subir e o que era 1cm de ponta estragada rapidamente se torna em 2, 3, 5, 10 centímetros que precisam ser cortados. Cortar o cabelo com frequência mantém-no saudável e bonito, nem que seja só um bocadinho para nos vermos livres das pontas que estão a começar a ficar estragadas antes que o quadro se agrave.

Cada vez que o cabelo se parte, é maior a probabilidade da ponta deixada vir a ficar espigada, porque o partir do cabelo nunca é uma fractura “limpa” e delimitada, é sempre irregular, o que potencia que a ponta abra e nos dê problemas. Por isso é que escovar o cabelo em demasia tende a causar pontas espigadas – não é que a escova “desenrole” o cabelo ou entre pelo meio dos fios, é mesmo porque tende a partir o cabelo e, assim, fragilizar as pontas que já de si são frágeis.

Há no mercado inúmero tratamentos e o que parece resultar mais é a prevenção feita com óleos de cabelo sejam eles com grande percentagem de silicone (que “fecha” a ponta espigada visualmente e enquanto o produto estiver no cabelo este sente-se mais suave) ou óleo mesmo (o famoso óleo de argão é uma boa escolha). Há alguns cabeleireiros que cortam com uma tesoura apropriada aquecida, sendo que se pretende cauterizar o fio para que ele não abra – sinceramente não conheço ninguém que tenha gostado muito de resultado por isso não posso comentar extensivamente.

Contudo, lembrem-se, não há milagres e mais vale prevenir!

Cabelo – 5 Alimentos Para Um Cabelo Lindo

10 Nov

Enquanto que para a pele, mudanças (para melhor ou pior) na alimentação se podem ver em questão de uma, duas semanas, quando se fala de cabelo, dois ou três meses podem não ser suficientes para ver os resultados por completo. Assim, é preciso insistir muito e, sobretudo, ter fé! Vamos ver os 7 melhores alimentos para um cabelo bonito, saudável e brilhante!

7 alimentos cabelo bonito lista

  1. Salmão – sendo que o selvagem é ainda melhor. Tem vitamina D e ómega 3, gordura essencial ao bom funcionamento do organismo como um todo. 3% do folículo do cabelo tem estes ómega 3! Sem eles, não há cabelo saudável de maneira nenhuma. Sardinhas, arenque, truta e abacates têm os mesmos benefícios;
  2. Nozes – além de terem os benefícios que o salmão tem por causa dos ómega 3, têm biotina. A falta de biotina no organismo leva a queda de cabelo acentuada e não é isso que queremos, certo? Têm ainda um bocadinho de cobre, que mantém o cabelo lustroso;
  3. Ovos – proteína e, mais importante até para o cabelo, zinco, selénio, enxofre e ferro. O ferro é especialmente importante porque promove um bom aporte de sangue bem oxigenado à raiz do cabelo, fazendo com que este receba tudo aquilo que quer e necessita para o melhor desenvolvimento possível;
  4. Espinafres – têm ferro como acabámos de falar mas têm também vitamina C. A falta da vitamina C leva a que o cabelo seja muito quebradiço e não adianta muito que nasça e cresça se é para se quebrar logo! Encontramos vitamina C também em kiwis, citrinos (como laranja e tangerina) e frutos vermelhos.
  5. Iogurte Grego – versões light podem ser a opção para quem não gosta por sentir demasiada gordura nestes iogurtes extra-cremosos. Já sabemos que tem proteína, estrutural para o cabelo, mas tem também vitamina B-15 (que costuma ser muito adicionada a produtos para condicionar o cabelo, talvez a denominação “ácido pantoteico” faça lembrar uma certa marca e um certo ingrediente). Sei que para quem não consome lactose pode ser uma má notícia, mas nesse caso, há já produtos sem lactose com vitaminas adicionadas.

Cabelo – Permanentes De Cabelo

3 Nov

Amadas e odiadas, foram moda, foram fora de moda, foram o sonho de quem viveu nos anos 80, o pesadelo de quem viveu nos anos 90 e a má permanente foi sempre muito temida. Apesar da má reputação, estão muito diferentes do que eram antigamente e, se bem feitas, já não “fritam” o cabelo nem ficam com aspecto de pêlo Caniche/Poodle.

permanente cabelo larga

O propósito de fazer uma permanente é cachear os cabelos, seja em cachos definidos, apenas em ondas ou apenas na raiz para dar volume (o conhecido levantamento de raiz em que se coloca o “caracol” somente na raiz ou, então, de modo a dar apenas ondas muito leves).

Antes de fazer uma permanente é necessário saber se o cabelo está saudável e hidrata-lo bem, Convém não fazer uma hidratação profunda na lavagem anterior ao dia de fazer a permanente porque se o cabelo tiver resíduos do condicionador, os resultados serão afectados, ou seja, deve-se fazer uma hidratação profunda num dia, lavar o cabelo daí a dois dias sem grandes condicionadores e só depois ir ao cabeleireiro. Uma permanente demora cerca de 1 a 2 horas a fazer, não só pelo tempo de pose que o químico que “quebra” a estrutura do cabelo e o molda ao rolo, mas também toda a preparação que envolve. O cabelo é enrolado sendo as pontas protegidas, a solução (tioglicolato de amónia para quem for mais quimicamente curioso) é aplicada e depois é aplicada outra, o neutralizador, para fazer com que esta solução pare de funcionar. O quão “apertado” vai ser o cacheado depende do tamanho do rolo e, também, de quanto tempo a solução de permanente fica em contacto com o cabelo. O cabelo demora depois 28 horas a adquirir a estrutura que terá durante os próximos 2 a 6 meses se tudo correr bem. Não se deve levar o cabelo, idealmente, nos 3 dias seguintes e, se possível de todo, não o usar preso.

Há cabelos que não aceitam o processo, pura e simplesmente a permanente não “pega”. Cabelo muito liso (estilo asiático) ou muito hirto é mais difícil de encaracolar permanentemente, um cabelo grosso porém maleável aceitará melhor uma permanente e terá melhores resultados. E, há cabelos, que não se entende porquê, não querem a permanente, não a aceitam – vai da própria química da pessoa em causa, do estado do cabelo e, não posso negar, do profissional que está a fazer a permanente. Hoje em dia já não é uma prática comum, se quando eu era criança o cheiro a líquido de permanente era uma constante no cabeleireiro e as cabeleireiras faziam dezenas de permanentes por semana, hoje é raríssimo e quer se queira, quer não, um profissional com mais prática terá melhores resultados.

A permanente de hoje em dia é muito menos agressiva que aquela que as nossas mães e avós faziam, porém, continuam a ser bastante más para o cabelo causando bastante dano. O cabelo deve ser tratado com produtos próprios para cabelo com permanente e/ou encaracolado, a escovagem do cabelo seco está proibidíssima! Esticar, fazer chapinha e secar com secador dando uma textura mais lisa ao cabelo vai também relaxar o mesmo e, ao fim de algumas vezes, o encaracolado conseguido com a permanente estará distorcido. Espuma de volume aplicada nas raízes vai ser a melhor amiga quando o cabelo começar a crescer e a ficar liso na raiz e com movimento nas pontas, falo por experiência própria! Um bom condicionador para recuperar o cabelo da permanente e um leave-in específico para ajudar a formar os caracóis (gosto do da Fructis) serão os outros aliados de todos os dias – achar que fazer a permanente significa que se pode simplesmente “lavar e andar” pode não ser verdade, especialmente em cabelos que não são o ideal para a permanente como já discutimos.

A pergunta que toda a gente faz é como evitar o frizz. Evita-se o frizado indo a uma boa profissional e, acima de tudo, tendo o cabelo no melhor estado possível. O cabelo deve estar saudável, hidratado e não deve ser muito fino. O cabelo muito frágil ou que já está processado quimicamente (coloração, madeixas, “luzes”) está mais propenso a ficar com demasiados danos neste processo. O mesmo acontece quando o cabelo é muito seco ou, então, é muito escalado em camadas curtas!

Um dos benefícios da permanente é dar volume e deixar o cabelo menos oleoso, pelo menos temporariamente. Isto é especialmente válido nos levantamentos de raiz sobre os quais me perguntaram via comentário aqui no site.

Ah, e um último conselho, aliás válido em todas as idas ao cabeleireiro – levem fotos do que querem! O que para mim é uma permanente muito apertadinha pode ser o normalíssimo do dia-a-dia da cabeleireira! Assim, como imagem, não há espaço para (más) interpretações de ideias.

Espero que se sintam agora mais informados sobre este procedimento!

Cabelo – Esfoliação Do Couro Cabeludo

27 Out

Esfoliamos os pés para os deixar suaves, esfoliamos os lábios para os deixar mais bonitos, esfoliamos o rosto para e pele ficar em melhores condições. E o couro cabeludo? Fica esquecido quase sempre. Vamos ver porque se deve fazer esfoliação, quem deve fazê-lo, quando e como.

esfoliação, exfoliação, cabelo

Esfoliar o couro cabeludo promove uma pele mais saudável e, consequentemente um cabelo mais saudável. O propósito de esfoliar é sempre o mesmo: retirar as impurezas e as células mortas permitindo que uma pele mais saudável e essencialmente limpa se revele. Se a beleza da pele da cabeça não é muito importante porque (em condições ideais) não se vê ou se vê muito pouco, a sua saúde é importantíssima porque a falta dela traduz-se em caspa, cabelo mais fino, frágil, com textura desagradável e em muitos daqueles dias-não em que o cabelo faz o que quer e ninguém manda nele.

Mas será que a esfoliação do couro cabeludo é para toda a gente? Não, não é. É para quem não lave o cabelo pelo menos 3 vezes por semana em média, para quem use muitos produtos e para quem tenha o couro cabeludo muito oleoso ou muito seco. É desaconselhado para quem tenha o couro cabeludo sensível, independentemente do motivo dessa sensibilidade.

A esfoliação dá uma sensação de limpeza profunda sem retirar a hidratação do cabelo e sem deixá-lo em mau estado, sendo que também promove a circulação sanguínea, o que leva a um cabelo mais brilhante e saudável a médio/longo prazo. Pode fazer-se em cabelo quimicamente tratado (cor, permanente, alisamento, etc.), mas nunca 2 semanas antes do tratamento nem 2 semanas depois do mesmo. Se não se lava o cabelo com muita frequência (3 vezes por semana ou mais constitui frequência neste caso) ou se se tem o couro cabeludo muito oleoso, a esfoliação pode ser feita semana sim, semana não. De contrário, apenas uma vez por mês.

Este tratamento pode ser feito no salão, é ideal para quem se quer sentir mimada, luxuosa e glamourosa. Ter um bom profissional a tratar de nós é sempre bom. Porém, se o fim do mês ainda está bem longe, a solução caseira é um champô removedor de resíduos (à venda em lojas de produtos para cabeleireiros) misturado com um esfoliante natural como sêmola de milho e, se se desejar, duas ou três gotas de um óleo essencial de preferência (rosmaninho, hortelã, canela ou lavanda são consideradas boas escolhas por quem entende do assunto). A mistura deve ser massajada com as pontas dos dedos no couro cabeludo, sem exercer pressão em demasia; não se deve exercer mais pressão do que se exerceria se se tratasse de uma esfoliação ao rosto. Depois, deve enxaguar-se muitíssimo bem não só por causa do champô como das partículas que se lhe adicionou. De seguida, é importante condicionar ou usar uma máscara de cabelo sem chegar às raízes, enxaguando novamente. É realmente necessária atenção e cuidado para que não se deixe a máscara chegar à raíz do cabelo, dado que acabamos de lhe tirar o excesso de produto e não queremos logo estar a colocar o produto que retiramos propositadamente! Depois da esfoliação também aconselho evitar o uso de secador, dado que o calor vai fazer com que o sangue ainda vá mais para o couro cabeludo e pode causar irritação. E, claro, nada de esfregar com a toalha, também.

Eu, pessoalmente, odeio esfoliações do couro cabeludo. Eu não gosto que me mexam no cabelo nem na cabeça, fico incrivelmente nervosa. Quando vou ao cabeleireiro até lavo o cabelo em casa e não é por forretice! É mesmo porque odeio profundamente que me mexam no cabelo e cabeça e fico intratável. Estou com sorte, tenho o couro cabeludo sensível e lavo com frequência, de modo que nem sequer é recomendado para mim.

Cabelo – Como Estragar O Cabelo Em 5 Passos Simples

22 Set

Título estranho, não é? O artigo de hoje é mais um “o que não fazer” para que possamos evitar fazer e usar o que mais danifica o nosso cabelo. Há coisas que não podemos evitar como a poluição e o cloro (que está presente na água da torneira), mas há coisas que podemos fazer.

hair red cabelo ruivo

  1. Dormir de cabelo molhado – isto é terrível para o cabelo! Além de ficar abafado, o que se passa é que o cabelo molhado é mais frágil porque a água afecta a camada do meio do cabelo que é constituído por três camadas. Ao encostarmos a cabeça na almofada, por menos que nos mexamos, há fricção e o cabelo fragiliza-se muito ficando mais quebradiço;
  2. Escovar o cabelo – escovar o cabelo com ferramentas não apropriadas é do pior que há. O cabelo deve ser penteado quando está molhado e depois de seco ajeitado com os dedos. Não é proibido usar uma escova para fazer um ou outro penteado especial, claro que não, mas não é coisa para se fazer todos os dias a todas as horas. Aquele mito de escovar o cabelo 100 vezes antes de dormir resulta num cabelo brilhante, mas todo partido. Com os produtos que há hoje em dia para dar e manter brilho, nem se justifica!
  3. Usar secador – se pensavam que a chapinha ou o babyliss era pior, estão enganados. O secador pode chegar a temperaturas mais elevadas, geralmente nem tem termómetro ou termostato para sabermos a temperatura a que ele está e cada passagem pelo cabelo demora mais e é mais repetida do que com outras ferramentas quentes. Além disso, não conseguimos chegar a raiz com um babyliss ou uma chapinha, por isso não vamos danificar o cabelo assim que nasce – contudo isto é possível com um secador;
  4. Processos químicos – tintas, permanentes, alisamentos… A vaidade torna-os imprescindíveis mas mesmo os mais suaves e “naturais”, há sempre dano no cabelo ainda que a publicidade diga que não. Contra mim falo, pinto o cabelo, mas sei o mal que lhe estou a fazer. Por isso, devemos fazer sempre as melhores escolhas, como não usar tintas com amoníaco, evitar processos com formol, evitar os sulfatos se assim o entendermos e ter atenção redobrada à hidratação que o cabelo necessita em especial depois de um tratamento químico. Usar produtos de qualidade (nem sempre são os mais caros) é imperativo;
  5. Escolhas alimentares  – esquecer de comer as 5 porções diárias de fruta e legumes vê-se logo no cabelo. Isto porque é algo que cresce todos os dias e se gera todos os dias e as escolhas do dia anterior são representadas no cabelo que se está a formar agora e no qual só vamos reparar daqui a uns meses. Uma dieta sem gorduras boas, proteínas e vitaminas é uma das causas mais comuns para ter um cabelo fraco logo à partida.

Cabelos – Sulfatos

15 Set

Quem nunca ouviu dizer que os champôs com sulfatos fazem mal ao cabelo e/ou à saúde?  É normal que surjam dúvidas e questões sobre se será um mito ou não, por isso espero que o artigo de hoje ajude a esclarecer um pouco o assunto. Mencionei champôs sem sulfatos quando falei em como lavar o cabelo, e hoje, como prometido, vou elaborar mais.

curly hair modern pin-up short

Os sulfatos são usados para duas coisas distintas. Primeiro para que a água seja mais eficaz ao molhar o cabelo e, consequentemente, que a limpeza do mesmo seja mais profunda. Há toda uma ciência envolvente, que tem a ver com a tensão da superfície da água, mas essencialmente, é isso. O segundo uso dos sulfatos é fazer aquelas bolhas todas e a espuma que toda a gente adora e relaciona mentalmente com a limpeza. Há outras maneiras e outros ingredientes para obtermos uma limpeza eficaz e as tão adoradas bolhas, mas são mais caros e alguns não são exactamente tão eficazes quanto os sulfatos.

Uma das questões essenciais é que as bolhas não são necessárias. Certo, são agradáveis e dão-nos a impressão de que o produto funciona melhor, mas é só psicológico e um produto que faz menos espuma pode perfeitamente limpar tão bem ou melhor do que um que faz montes e montes e montes de espuma. Associamos geralmente a espuma ao luxo, na verdade. Porém, e este é um “porém” muito grande, precisamos que a água seja eficaz a molhar o cabelo, muito em especial se o cabelo for oleoso ou se usarmos bastantes produtos de styling (gel, espuma, etc.). Já agora… Sabiam que os sulfatos são uns dos maiores responsáveis por o champô arder tanto quando entra nos olhos por acidente?

Os sulfatos podem ser irritantes, podem causar alergias e são terríveis para pessoas com problemas de pele com eczema e outras sensibilidades a nível de pele. Há rumores de que eventualmente podem causar cancro, mas não há provas concretas nem estudos fidedignos, de modo que nem vamos entrar por aí, mas há uma alta probabilidade de que a exposição prolongada diminua a “qualidade” do cabelo (que o torne mais fino progressivamente). Ainda assim, os sulfatos são incrivelmente comuns! O condicionar de cabelo também os tem, os produtos de limpeza da casa, o gel de banho e o sabonete das mãos também têm, até algumas pastas de dentes os têm!!!

Quem deve tentar ao máximo evitar sulfatos são pessoas com pele e couro cabeludo sensível, pessoas com caspa, quem tenha o cabelo e/ou o couro cabeludo muito seco, pessoas com cabelo encaracolado (muito em especial quem seja de origem Africana e tenha o cabelo muito cacheado), quem pinte o cabelo ou faça permanentes ou alisamento e pessoas com o cabelo oleoso. Aqui entre nós, isto é quase toda a gente!!! Já vimos a questão da sensibilidade, e a caspa também tem a ver com a sensibilidade. Quando ao cabelo seco, se o cabelo já é seco, tirar-lhe o pouco óleo que tem vai fragilizar e secar ainda mais e não é o que queremos, certo? Quanto ao cabelo encaracolado, o uso de champôs sem sulfatos deixa o cabelo menos quebradiço, mais flexível e com os cachos mais definidos, brilhantes e saudáveis – é uma diferença que se vê quase instantaneamente, é impressionante! Quem pinta o cabelo ou o altera quimicamente de outra maneira tem também o cabelo mais poroso e danificado e os sulfatos ainda vão ajudar ao dano porque retiram a pouca protecção que os fios ainda têm por conta do pouco óleo natural que resta no cabelo depois dos tratamentos químicos. No que diz respeito ao cabelo oleoso, sei que parece esquisito. Estou aqui há tempos infinitos a dizer que o sulfato retira óleo e depois digo que afinal quem tem oleosidade no cabelo não o deve usar? Pois não, porque ao retirar oleosidade a mais ao cabelo e couro cabeludo a reacção deste é produzir ainda mais óleo assim que se adapta e habitua ao produto! Também não me parece a solução adequada ao problema.

Infelizmente, os champôs sem sulfatos não dão uma sensação de cabelo limpo como estamos habituado, o cabelo não faz aquele barulhinho de estar limpo e a sensação ao lavar não é a mesma e muita gente desiste de os usar porque a sensação não é aquela a que está habituada. Mas isto não quer de modo nenhum dizer que o cabelo não esteja limpo! É a apenas diferente.

Hoje em dia é fácil encontrar champôs sem sulfatos, mas recomendo que além de ler só aquela etiqueta no rótulo da frente que diz sem sulfatos leiam também as letrinhas pequeninas, só para ter a certeza! É algo que vale muito a pena experimentar e que pode perfeitamente mudar a nossa relação com o nosso próprio cabelo. Sabem aquele cabelo com  vida própria? Também sai beneficiado por um champô sem sulfatos.

Recomendo que leiam os comentários aqui abaixo. Os leitores têm deixado comentários carregadinhos de informação, que eu agradeço imenso, e que são um excelente complemento ao que já aqui foi escrito.

Cabelo – Como Lavar O Cabelo

8 Set

Parece uma tarefa simples, tanta gente o faz todos os dias que não pode ser nenhuma ciência… Ou será que pode?

toddler washing hair

Uma lavagem adequada começa na escolha dos produtos. Hoje em dia diz-se que os melhores champôs são os sem sulfatos e o post do próximo Domingo será exactamente sobre esse componente, mas há quem discorde. Eu, como tenho a pele muito sensível prefiro efectivamente o champô sem sulfatos embora “peque” muito e experimente imensos champôs diferentes com ou sem sulfatos. Por agora, digamos que o champô melhor é o menos agressivo e que o champô de bebé é para ser usado em bebés e em mais ninguém (por ter um pH alto é bom para crianças pequenas mas prejudicial ao cabelo de quem já passou a primeira infância). Um champô adequado ao tipo de cabelo (fino, grosso, liso, encaracolado, sensível) também pode ser uma boa aposta.

Molhar o cabelo não tem dificuldade nenhuma, mas lembro que em especial para cabelos grossos ou com muita densidade (quem tem muito cabelo), é sempre preciso molhar mais do que se imagina! A água não deve ser nem quente, nem fria, apenas moderada e confortável e o jacto não deve ser forte demais, nem tão fraco que mal se sinta a água.

É importante que nos lembremos que o mais importante quando se lava o cabelo é lavar a cabeça, o couro cabeludo. Assim remove-se a oleosidade em excesso e ajuda-se a que a renovação da pele se processe. O champô nunca deve ser aplicado directamente no couro cabeludo, mas sim nas mãos – algures entre o tamanho de uma moeda de 0,10€ e 0,50€, dependendo do champô, do comprimento e de quanto cabelo se tem. Depois, esfregam-se as mãos levemente para que a espuma comece a formar-se e aí sim, devemos lavar a cabeça. Os champôs podem fazer mais ou menos espuma e isto vai da formulação, não sendo necessariamente indicação da qualidade ou do grau de limpeza que proporcionam. O champô deve ser massajado no couro cabeludo com as pontas dos dedos (nada de unhas!) com gentileza (nada de esfegar), durante mais ou menos 30 segundos. Não devemos esquece que a parte da nuca e atrás das orelhas também tem cabelo! O resto do cabelo, o comummente chamado comprimento, pode depois ser lavado rapidamente com o champô que estiver ainda nas mãos ou com a adição do mínimo indispensável de produto.

Para retirar o champô não basta ficar quietinho em baixo do chuveiro, é preciso continuar a dita massagem pelo menos por tanto tempo quanto aquele que se demorou a molhar o cabelo da primeira vez. Deixar resíduos de champô é mau porque faz com que o cabelo pareça sujo mais rapidamente e com que o produto acumule, prejudicando também o aspecto mas, mais importante, a “saúde” dos fios (na verdade são células mortas e não têm propriamente uma saúde para perder, mas tenho certeza que entendem onde quero chegar).

Eu sou da opinião que se o cabelo for bem lavado da primeira vez não é preciso repetir a aplicação, salvo para quem tenha mesmo muito cabelo, espesso e encaracolado (Olá, já nos conhecemos? Quer trocar de cabelo comigo?) ou para quem use muito produto de styling como pastas, gel, pomada, etc. Se a opção for efectivamente repetir a aplicação do champô, então deve atentar-se para o facto de que esta repetição deve ser feita com metade ou menos da quantidade usada anteriormente.

O condicionador não é obrigatório, embora eu use sempre que lavo o cabelo – falando em frequência, o cabelo deve ser lavado no máximo dia sim, dia não e no mínimo duas vezes por semana. Se não se usar um condicionador com regularidade, um spray leave in (condicionador que não se enxagua) ajuda a pentear e a manter o cabelo brilhante e hidratado (falado em leave in, uma boa maneira de acalmar aqueles cabelos frisados que aparecem vindos do nada é aplicar uma dose -vulgo, bombada- de leave in na escova antes de pentear). Uma boa máscara uma vez por semana é aconselhável e até há máscaras com efeito em 1 minuto, por isso não é difícil arranjar um tempinho! Não há nenhuma regra que diga que o condicionador ou a máscara têm que ser aplicados depois do champô – podem perfeitamente ser aplicados antes de lavar o cabelo, o que é útil para quem ache condicionadores demasiado pesados para o seu cabelo e sinta que este fica demasiado “mole”.

Quanto a pentear, o cabelo molhado é muito, mas mesmo muito mais sensível e delicado que o cabelo seco, principalmente porque deixa temporariamente de ter a sua elasticidade característica e como tal não resiste a um puxãozinho menos amoroso. Se o vosso cabelo for fácil de pentear (sorte!), dispensem e evitem pentear molhado mas se for encaracolado ou de outro modo difícil de desembaraçar, um pente de dentes largos ou uma (milagrosa, salva-vidas, fantástica, coisa mais linda, dinheiro mais bem gasto, indispensável) escova Tangle Teezer são as únicas ferramentas que devem usar. Eu sei, eu sei, nunca me ouviram elogiar tanto fosse o que fosse, mas a Tangle Teezer revolucionou a minha vida, eu chegava a chorar ao pentear-me antes de a ter e muitas vezes tive que cortar o cabelo porque ficou preso a outra escova qualquer – imaginem isso e digam-me que também não vos dói na alma pensar num caso assim.

Esfregar o cabelo com a toalha ou torcê-lo está terminantemente proibido!!! O cabelo embrulha-se gentilmente na toalha e espreme-se levemente para que a toalha absorva o excesso de humidade. Para quem tem o cabelo ondulado ou encaracolado, este é um bom passo para encorajar as ondas ou os caracois a formarem-se e secarem perfeitinhos.

E pronto, já está tudo limpinho e cheiroso!!!

Cabelos – 5 Dicas Para Manter A Coloração

1 Set

Toda a gente já se imaginou com uma cor de cabelo diferente! Pode ou não ter gostado da ideia, mas o facto é que já todos pensamos como ficariamos com tons que a natureza não nos deu. Há inúmeras razões para pintar o cabelo, seja para esconder as brancas, intensificar a cor natural (o meu caso), simplesmente mudar só por mudar, gosto pessoal… A verdade universal é que o cabelo pintado tende a desbotar, a perder a cor, ainda que os produtos usados sejam de excelente qualidade e a aplicação exímia. É preciso saber à partida que não é possível ter, ao fim de 2 meses, a mesma cor que se tinha quando se saiu do salão (ou do quarto de banho!), alguma mudança é normal e inevitável, mas vamos saber cinco coisas que podemos fazer para que a cor não vá ralo abaixo tão depressa.

Lindsey Wixson (outra vez!) com tinta em spray que sai com uma simples lavagem - prometo!

Lindsey Wixson (outra vez!) com tinta em spray que sai com uma simples lavagem – prometo!

  1. Boas Escolhas – Escolher a tinta é o mais importante, claro, e não se trata só de escolher uma tinta permanente em vez de uma temporária. Não se determina a melhor tinta pelos números na etiqueta do preço, mas pesquisar e pedir conselhos é o ideal. Num salão, quem escolhe é a cabeleireira ou colorista e partimos do princípio que a tinta é bem escolhida, mas pintando em casa, perguntar a opinião a amigas ou pesquisar na Internet é sempre boa ideia. Eu uso Inoa (e sim, faço em casa) e estou muitíssimo satisfeita, mas cada cabeça, sua sentença! Em última instância, mais vale mesmo experimentar várias para ver qual a formulação que melhor diz com o nosso gosto e o nosso cabelo. Depois há a questão do tom: quanto mais próximo do natural, mais durabilidade vai ter e quanto menos vermelho tiver a tinta, mais tempo dura;
  2. Preparação – Antes de pintar e para preparar o cabelo, deve ser feita uma hidratação profunda. Esta deve ser feita uma lavagem antes de pintar o cabelo, ou seja, entre a hidratação e a coloração deve haver uma lavagem. Basicamente, devemos lavar o cabelo, colocar máscara, retirar e só no dia seguinte ou no outro a seguir devemos pintar o cabelo – os óleos que produzimos naturalmente vão também eles ajudar a fixar a cor mas, muito mais importante, vão proteger o nosso couro cabeludo. Mais ainda, a cor ficará muitíssimo mais uniforme e os possíveis danos que a tinta traga serão minorados – só há vantagens! Máscaras de cabelo ou óleos, ambos os métodos servem, o importante é mesmo serem feitos e o produto bem retirado no final;
  3. Champô e condicionador – Algumas pessoas juram a pés juntos que os champôs para cabelos pintados são essenciais, eu pessoalmente não consigo detectar uma grande diferença no meu cabelo entre um champô para cabelos pintados e um bom champô hidratante, mas também vai muito da experiência e preferência de cada um. O que nunca, jamais, em tempo algum, sob circunstância alguma deve ser usado é champô ou condicionador para dar volume. Estes produtos fazem com que a fibra do cabelo abra levemente e é por isso que dão volume, mas também “abrem a porta” para que a cor saia mais depressa – claro que é óptimo para quando há um erro e a cor ficou forte ou escura demais, mas em princípio não será o caso. Se o cabelo precisa de volume, que tal usar uma boa espuma de volume? Esta sim, dá corpo ao cabelo cobrindo-o com uma película que torna o cabelo mais rígido quando seca sem mexer com a estrutura do cabelo;
  4. Toucas e chapéus – Nem sonhar em entrar na piscina ou jacuzzi sem touca! O cloro, além de deixar o cabelo ressecado, é a maneira certa de desbotar qualquer cor e esverdear qualquer tom claro. Quanto a chapéus, devem ser um hábito no tempo de sol quando a exposição vai ser prolongada, não só porque há pele debaixo daquele cabelo todo, pele essa que pode também queimar, mas também porque os raios UV desbotam qualquer cor! Já experimentaram deixar ao sol um papel com qualquer coisa escrita a caneta? A cor pura e simplesmente desaparece e algo semelhante passa-se com a cor no nosso cabelo – aliás, todos sabemos que até o cabelo natural clareia mais nas pontas no Verão por causa do sol, agora imaginem o quimicamente tratado. Mais, o cabelo ao sol atinge temperaturas astronómicas, é como ter um secador dirigido ao cabelo durante bastante tempo!
  5. Banhos de água fria – Sempre que possível, o cabelo deve ser lavado com água à temperatura ambiente ou, pelo menos, tão fria quanto nos for confortável. A água quente, por ser quente e por também ela ajudar a abrir as cutículas dos fios de cabelo vai levar a tinta com ela aos bocadinhos, ainda que não vejamos. Quanto mais fria a água, menos cor levará! Escusado será dizer que lavar o cabelo em dias alternados é o mínimo para que a cor de mantenha bonita e saturada por um período de tempo maior.

Contem-me lá, qual foi a cor mais arrojada que pintaram o cabelo? Eu pintei de violino (preto arroxeado) uma vez, ficava-me tão mal, mas tão mal, mas tão mal que nem é bom lembrar!!!

Cabelo – Estará Saudável?

25 Ago

Como ficou assente semana passada graças aos meus fieis leitores, Domingo passa a ser dia de falar de cabelo! Hoje, algumas maneiras para sabermos se o nosso cabelo está saudável, isto porque simplesmente parecer bonito não chega. Acho que são coisas que, no geral, já sabemos, mas vale a pena recordar.

cabelo danificado estragado como saber

O cabelo e o couro cabeludo (a pele da cabeça, vá) dão-nos indicações preciosas, desde a nossa saúde até o quão bem tratamos de nós mesmos. Há problemas de saúde ou falhas nutricionais sobre as quais mudanças no cabelo são a primeira e muitas vezes mais óbvia das pistas. Assim, prestar atenção ao cabelo é muito importante.

  • Apesar do aspecto não ser o mais importante indicador, o cabelo saudável deve ter um aspecto geral bonito. O cabelo saudável é lustroso – se mesmo depois de uma boa hidratação o cabelo não tiver o brilho característico, é porque está danificado;
  • A textura também é importante, tanto mais nas pontas. Se ao passarmos a mão pelas pontas estas parecerem de algum modo duras ou muito ásperas, é porque não estão saudáveis – ninguém tem “cabelo pantene”, uma textura mais fina nas pontas é normal e até aquela “cócega” que as pontas podem fazer no pescoço, por exemplo, é normal. Contudo, se o cabelo estiver rígido quando nenhum produto lhe foi aplicado, é mau sinal;
  • A dificuldade súbita em pentear também conta! Se antes o cabelo segurava bem um penteado, se ficava liso quando alisado e encaracolado com se faziam caracóis/ondas e agora não se passa isso, é porque algo mudou na estrutura interna do cabelo;
  • Independentemente da textura (liso ou encaracolado, fino ou grosso), o cabelo não deve ser difícil de pentear depois de ser lavado e condicionado. Se se enrodilhar demasiado e criar nós logo após ser penteado é porque está fragilizado;
  • Quem não sabe o que é uma ponta espigada? Ao enrolar as pontas do cabelo em torno do dedo, é normal que algumas pontas fiquem “espetadas” para fora e são estas as pontas que devemos analisar. Uma ponta espigada é muito óbvia, é um único fio de cabelo com duas pontas, fácil de reconhecer. Resulta de um cabelo seco ou tão agredido que já não tem a capacidade de ser manter íntegro;
  • O cabelo deve ser elástico. Quando nos cai um cabelo (e até certo ponto é normal que caia), se o apanharmos e esticarmos devagarinho com as duas mãos, ele parte logo ou ainda estica um pouco antes de partir? Se não acontecer esta elasticidade, o cabelo não está com hidratação suficiente;
  • Para quem pinta o cabelo, há ainda outro indicador. O cabelo danificado é muito poroso, muito mais do que o cabelo saudável. Se a cor fica muito pouco uniforme, se fica muito escura muito rápido ou se a cor sai em poucas lavagens, é porque o cabelo está poroso e, como tal, não está saudável.

Quando o cabelo nasce saudável e, como tal, não nos está a dar indicações negativas sobre a nossa saúde, a hidratação intensiva pode ajudar e resolver o problema da saúde e do aspecto do nosso cabelo. Máscaras adequadas e óleos para cabelo são a ferramenta de tratamento mais importante e evitar o calor (seja por expor o cabelo ao sol sem chapéu por muito tempo já que este aquece muitíssimo ou por usar secador/chapinha/babyliss em demasia) é a maneira melhor de evitar danos. Usar bons produtos que sejam compatíveis connosco e não agressivos é meio caminho andado e, para quem pinta o cabelo, usar uma tinta sem amoníaco é a garantia de um cabelo e couro cabeludo mais saudáveis!

Se o cabelo já nasce fraco e danificado, se está áspero e quebradiço desde a raiz e não há hidratação que resulte satisfatoriamente, pode haver alguma causa interna. A mais comum é a carência vitamínica e também as hormonas (o caso de quem tem problemas de ovários ou de quem foi mãe recentemente, por exemplo), mas convém sempre passar pelo médico para fazer análises!

Cabelo – Champô Seco

5 Ago

É um produto que já está presente na rotina de muita gente, mas a verdade é que ainda não é conhecido por todos.

cabelo encaracolado volumoso

O champô seco é um pó que absorve oleosidade e disfarça o cabelo sujo, sendo que o seu principal uso é quando não é prático ou aconselhado lavar o cabelo. É uma grande ajuda para quem quer manter a cor do cabelo pintado ou para quem fez uma permanente ou alisamento e não deve lavar o cabelo durante vários dias. E, claro, naqueles dias em que o relógio parece andar mais depressa, um champô seco é uma mais valia para que não sejamos forçados a sair de casa com um aspecto menos agradável.

Lavar o cabelo 2 a 3 vezes por semana seria o ideal para manter o cabelo limpo e ainda assim hidratado e saudável, mas há pessoas e ocasiões que idealmente requereriam um cabelo lavado de fresco com mais frequência. Os ingredientes mais requentes do champô seco são variadas espécies de amidos (arroz, milho) e bicarbonato de sódio (para absorver odores).

Geralmente, o cabelo só precisa de ser “refrescado” nas raízes, e é por isso que o champô seco é tão eficaz. Este produto pode vir sob a forma de  pó solto, semelhante ao talco que conhecemos para os bebés, ou então em spray. Esta última apresentação é na minha opinião a mais prática até a nível de controlo do quanto se usa. O pó solto pode ser aplicado com um pincel largo como os de blush ou então com uma borla de pó e o spray é aplicado directamente a uma distância de cerca de 20 cm das raízes. Em ambos os casos, deve-se deixar o produto actuar uns momentos e depois massajar ou pentear para que não restem resíduos de produto. Alguns champôs secos deixam mais resíduo do que outros, resíduo esse que é sob a forma de um pó ou filme empoado branco nos fios de cabelo.

Um excelente uso alternativo do champô seco é quando se quer um penteado mais elaborado – este tipo de penteado é mais fácil de fazer e segura-se melhor quando o cabelo já foi lavado nos dias anteriores, mas a verdade é que ir a um evento, encontro ou festa com o cabelo “sujo” não é ideal. Usar um pouco de champô seco mesmo no cabelo lavado vai dar textura e espessura ao cabelo para que seja mais fácil de manusear.

Hoje em dia, felizmente, há para todos os gostos e bolsos. Os meus favoritos são os da Klorane (farmácias), Batiste (lojas RR Center) e Syos para cabelo fino (grandes superfícies/hipermercados).

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