Maquiagem – Marcas de Maquilhagem / Segmentos de Marcado (por Sara Marcus)

31 Out

Hoje algo bem diferente, resolvi partilhar convosco algo fora do comum de um blog fora de série. Sara Marcus é a minha formadora de maquiagem mas, acima de tudo, é alguém cujo trabalho respeito e admiro muitíssimo. Acho sempre que devemos respeitar os bons professores, sejam eles da escola, da formação, do dia-a-dia, da vida. Uma parte desse trabalho da Sara que eu tanto gosto está no blog dela, o Coisas Interessantes by Sara Marcus. Escusado será dizer que recomendo vivamente uma visita a este blog que é mais dedicado a profissionais mas tem muito a oferecer a quem tiver curiosidade e gosto pela maquiagem sem se prender com este ou aquele produto só porque é muito falado e por mais nada. Ou seja, é um blog absolutamente desprendido de marcas e “modismos” e que diz as coisas como elas são – a honestidade é o que mais se quer, não é verdade? Quanto a este post, é um “apanhado” de algumas marcas conforme o seu cliente-alvo que a Sara publicou no seu blog. Importa saber estas coisas para sabermos com que linhas nos cosemos quando compramos algo ou quando deixamos que alguém use em nós uma marca não nossa conhecida e, também para estarmos informados do que para aí anda no mercado seja ou não dirigido a nós. Não é uma lista com todas marcas do mundo, mas é muito boa e bastante completa. Espero que gostem e que visitem o Coisas Interessantes by Sara Marcus. Deixo-vos, então, o post da Sara, desavergonhadamente copiado por mim.

kit maquiagem palco

<<Conforme prometido, venho mostrar-vos os segmentos de mercado dos produtos de maquilhagem e onde se insere cada marca.
O segmento “priceline” refere as marcas mais acessíveis do mercado e como tal, encontram-se muito facilmente em hipermercados, armazéns e pequenas lojas/perfumarias.
O Segmento “Direct Selling”, como o proprio nome indica, são marcas de venda directa por conselheiras não profissionais.
O Segmento “Beauticians” representa as marcas comercializadas nos Gabinetes de Estetica, Spas, Institutos de Beleza, etc.
O Segmento “Girly” representa as marcas que foram concebidas para  cativar as camadas mais jovens, apostando sobretudo numa imagem inovadora que suscite  curiosidade e impulsividade daquelas consumidoras que já não se satisfazem com a ideia de adquirir produtos vulgarizados  num segmento priceline.
O segmento “Natural/Ecologic” procura responder à onda  fundamentalista,  muito em voga nos dias que correm, explorando este nicho de marcado que promete aumentar no futuro.
O segmento “Designer/Selected Chemists” inclui todas as marcas de Alta Cosmetica  que encontramos nas grandes perfumarias, onde o preço é alto para as pessoas que podem e gostam de exibir a sua capacidade financeira, acreditando, por vezes que a eficácia destes produtos de maquilhagem acompanha o preço.
O Segmento “Makeup Artists” pensa já em satisfazer uma  exigência, a nível de resultados, procurada por pessoas ligadas à maquilhagem profissional. Frequentemente, estas marcas têm lojas próprias, onde os maquilhadores recebem um atendimento mais técnico, por vezes até disponibilizam formação sobre os produtos e as técnicas adequadas para o seu uso.
O Segmento “PRO ONLY”, como o próprio nome indica, foi criado para responder às necessidades profissionais dos artistas da área, englobando materiais de caracterização, efeitos especiais que exigem conhecimentos específicos para o seu manuseamento.É sem dúvida o tipo de marcas de maquilhagem mais completa e cuja qualidade é indiscutivelmente superior.
A descrição destes segmentos não significa que um profissional não possa recorrer a produtos doutro segmento, assim como o publico em geral não possa adquirir um ou outro produto duma marca “Pro Olny”, por exemplo.
Além disso, nalguns segmentos pode verificar-se uma grande disparidade de valores dumas marcas para as outras, apesar de se encontrarem no mesmo segmento de mercado.
Deixo-vos aqui um quadro (que me levou umas horitas a reunir informação e construir), onde poderão observar exemplos de algumas marcas de maquilhagem e em que segmento se enquadram:
(clique na imagem, para aumentar)
Algumas fontes de informação a que recorri:
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3 Respostas to “Maquiagem – Marcas de Maquilhagem / Segmentos de Marcado (por Sara Marcus)”

  1. A Muito Pipi Novembro 1, 2013 às 12:04 am #

    Vejo-me obrigada a discordar. Acho muito redutora a ideia de que as marcas que a Sara denomina como “Designer” sejam meros veículos de ostentação. Diria antes que oferecem, para além da qualidade dos produtos, uma experiência luxuosa e cativante.

    • mickysantos Novembro 1, 2013 às 9:20 am #

      Eu compreendo o teu ponto de vista mas também compreendo o ponto de vista da Sara e passo a explicar. Eu sou suspeita porque também adoro a experiência de luxo que certas marcas proporcionam, mas, não raras vezes, o produto que se paga não é o produto que se obtém na medida em que estás a pagar a marca e aquela embalagem deliciosa muitas vezes por um produto aquém do que deveria. Ou seja, lá porque o preço é alto, nem sempre quer dizer que o produto é melhor. Para o “consumidor final”, faz todo o sentido do mundo fazer o cosmético apetecível a todos os 5 sentidos (ou pelo menos 3, visão, olfacto e tacto) e apelar ao luxo e à selectividade fazendo-nos sentir especiais, mas para um maquilhador profissional nem sempre o fará. O que acontece muito também é o facto de X maquilhador ser chamado porque usa marca Y, nem que trabalhe pior ou que lá bem no fundo do seu kit e bem escondidinhas tenha marcas estilo Essence ou coisa que o valha. Contudo, sabemos que o que importa é o conteúdo, a segurança/qualidade que aquele cosmético nos dá e o bom trabalho e não necessariamente a marca. Posto isto, sim, se tiver orçamento para tal, vou continuar a dar 52€ por um quarteto de sombras que não são exactamente perfeitas (Dior) só porque adoro a marca e sim, vão estar no meu kit. São maneiras de pensar diferentes porque no fundo o propósito é diferente; o consumidor compra cosméticos para se sentir melhor, mais bonito(a), diferente dos outros; o maquilhador compra-os como material de trabalho. Espero ter sido clara na minha explicação e crença de que ambos os pontos são válidos apesar de distintos 🙂

      • A Muito Pipi Novembro 1, 2013 às 12:33 pm #

        Sim sim Micky, é concerteza verdade que nem todos os produtos de uma marca cara são maravilhosos. Da mesma forma que seria excessivo dizer que todos os produtos baratos são maus. Em todas as marcas há coisas melhor conseguidas (e concebidas) do que outras. E isso é natural. Até porque o valor que atribuímos aos produtos depende muito do propósito para o qual os usamos e da expectativa que temos em relação a eles.
        Ainda assim, creio ser excessivo afirmar que marcas como Dior, Chanel ou Guerlain servem apenas para pessoas que gostam de exibir o seu poder económico.
        Nesse sentido parece-me que, mais do que propósitos diferentes, estamos a falar de interesses diferentes. Eu compro Dior porque acho os produtos fantásticos. Se não os achasse não os compraria. Uma embalagem bonita entusiasma-me concerteza ao ponto de adquirir alguma coisa, mas não é suficiente na hora de decidir recomprar ou não. E o inverso é igualmente verdade. Por exemplo, compro maquiagem da MAC com todo o gosto, mesmo não apreciando as embalagens.
        Resumindo e concluindo: não está em causa a necessidade de um produto ter qualidade, independentemente do valor pelo qual seja comercializado. Simplesmente discordo em absoluto da ideia de que marcas tendencialmente caras não são mais do que um veículo para o exibicionismo.

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